Maldição
Falso jardim
Nem tudo são flores
Nem outra face, nem maldição
Nem tão feliz
Nem ode à tristeza
Flores e pedras nas mãos
- Falso Jardim
Maldita seja você, que lançou em mim a maldição do amor,
Me fez viciar nessa droga chamada você, como uma morfina que cura minha dor.
Cada toque, cada beijo, uma dose que entorpece minha mente,
Me fazendo esquecer das consequências, mergulhando na sua corrente.
Você é o veneno que se disfarça de cura,
Me envolve em seus braços, trazendo ilusão e loucura.
Sou prisioneiro dessa dependência, desse vício avassalador,
Cada vez mais entregue, cada vez mais sem pudor.
É como se a cada dose de você, a dor se dissipasse,
Mas depois que a euforia passa, a realidade me abraça.
É um ciclo vicioso, uma montanha-russa de sentimentos,
Que me deixa perdido, buscando um ponto de alento.
Maldito seja eu, por me deixar envolver nessa armadilha,
Por permitir que o amor se torne uma droga que me humilha.
Mas mesmo nesse tormento, busco a força para me libertar,
Para romper as correntes desse vício, desse doce amargo que me faz chorar.
Que a maldição do amor seja quebrada, que eu encontre minha paz,
Que eu me cure desse vício, dessa morfina que traz tanto solaz.
Que eu possa renascer, encontrar um amor saudável e verdadeiro,
E deixar para trás essa maldição que só me trouxe desespero.
Maldita seja você, que me fez viciar nessa ilusão,
Mas hoje, eu busco minha própria redenção.
Aprenderei a amar a mim mesmo, a valorizar minha própria essência,
E encontrarei a cura para essa dor, para essa dependência.
Que essa prece seja o início de um caminho de libertação,
De um amor que não aprisiona, de uma vida em transformação.
Maldita seja você, que me fez viciar nessa droga chamada você,
Mas hoje, eu renasço e escolho a liberdade, para finalmente me reerguer.
Eu não devo aceitar que minha inteligência seja uma maldição. Preciso, no entanto, compreender que parte da sociedade é equivocadamente abortiva.
A fortuna pode ser uma maldição,
pois o homem abastado
não conhece o milagre
de se forjar da fé
e do trabalho árduo
sua porção diária
de mel, de sal, de pão....
Ervas e abrolhos inúteis são as plantas destinadas à maldição divina por rejeitarem a graça de Deus em suas vidas.
A repreensão ou a disciplina é o melhor remédio para a boca quando ela expele uma maldição, um julgamento trivial e uma maledicência contra o próximo, pois seu efeito será como refrigério para a alma e medicina para o corpo.
Aqueles que vivem de bebidas alcoólicas estão destruindo sua vida pessoal e familiar e como maldição espiritual das trevas estão recebendo o espírito de saca rolhas.
O dinheiro deixa de ser maldição quando os santos ofertam suas contribuições em prol da necessidade do próximo.
A Maldição
A maldição do homem é sua prisão;
também chamada de corpo;
esta cela de carne e osso;
o limita, o aprisiona, o diminui;
Fomos feitos com uma incessante vontade de ser mais;
com a consciência de que podemos tudo;
mas ao mesmo tempo limitados ao nada;
Mas afinal, como algo a mais podemos ser?
Se eu e você, compartilhamos a mesma prisão;
pés que nos mantêm no chão;
Esta énossa maldição.
Que voz está ecoando na sua língua?
“Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.”
— Tiago 3:10.
Saudade
Saudade, uma maldição?
Uma dádiva?
Dá sentido à paixão,
Dá motivo à lágrimas.
Nos leva ao extremo,
É o que nos corta, ó espada,
Nos traz só um pensamento,
O desejo pela pessoa amada.
Pessoa que muitas vezes está longe,
Longe de meu acolhedor abraço,
Me torno quase um monge,
Orando para em seu coração manter meu espaço.
