Mal
Se para Doar Sangue há um limite, para que a bela atitude não se torne um mal, também haverá de ter um ponto onde a sua Entrega precisa ser diminuída, ou até parada a força, para que a Vida não lhe seja roubada com sua própria permissão.
Às vezes, uma voz tem o poder de transformar nosso interior de maneiras que palavras mal conseguem descrever. Ouço sua voz e é como se um novo universo se abrisse dentro de mim, onde a alegria não apenas visita, mas decide fazer moradia permanente. Essa sensação se torna uma tatuagem sob minha pele: indelével e profundamente pessoal.
Cada nota, cada sussurro parece pintar cores novas em minha alma, cores que talvez eu nem soubesse que existiam... E em cada momento de silêncio, essa tatuagem vibra com a promessa de mais risos, mais canções, mais vida.
Neste mundo barulhento, onde tantas vozes ecoam, encontrei uma que me faz parar, ouvir e simplesmente sentir... às vezes, gritar para se calar! Que sorte a minha, ter tais tesouros que ressoam tão verdadeiramente dentro de mim.
Tem pessoa que faz mal e nem sente nenhum desconforto, é preciso descartar, e selecionar quem pode andar com você.
Os homens se afastaram da bondade e do amor ao próximo; preferem o mal ao bem, amam os prazeres mais do que a Deus.
Palavras podem ferir, mas não podem te deter. E, se falarem mal de você, lembre-se: a graça de Deus é maior do que qualquer julgamento humano.
Já não há mais separação,
nem pecado, nem aflição.
O tempo acabou, o mal se calou,
e o Cordeiro enfim triunfou!
É dada aos que lutam sem se corromper,
que vencem o mal sem se envaidecer.
É o prêmio da guerra invisível travada,
na alma provada, mas nunca quebrada.
Imunidade
Espere tudo do próximo "o bem ou o mal" e não terá motivos de amargar decepções... Essa é uma das muitas experiência que a vida me trouxe.
Se alguém te tratar mal, basta lembrar que há algo errado com essa pessoa, não com você, quando sou alvo de olhares compassivos ou excluído em conversas, tento resistir ao impulso de me culpar,
lembrando que a crueldade alheia reflete a limitação interior deles, não meu valor, essa mentalidade me fortalece em momentos de rejeição, ainda que seja difícil impedir que a mágoa me consuma antes dessa lembrança vir à tona.
Pessoas mal resolvidas andam destruindo outros seres humanos, vejo o reflexo dessa destruição em cada comentário disfarçado de “conselho” que recebo, como se eu precisasse de “dica de vida.” Reconhecer a dor alheia como um projeto de poder me faz repelir qualquer ajuda guiada por interesse, mas também me isola, pois me torna cético até diante de intenções genuínas.
O mal semeia a intolerância até florescer em domínio; então, emudecido o bem, faz-se senhor do silêncio.
Se dói, exclua. Se incomoda, evite. Se chateia, ignore. Se faz mal, afaste-se. Não mudamos os outros, mas podemos escolher como viver.
Minha vida… um depósito de excessos inúteis. Tristezas, pensamentos sombrios, compaixão mal direcionada… restos de guerras sem vencedores. Sou um reservatório entupido de emoções tóxicas, incapaz de filtrar o que me faz bem. Cada sorriso forçado… é um disfarce frágil
diante da avalanche de memórias escuras. No fim… essa batalha interna não deixa heróis, apenas sobreviventes… exaustos.
GÊNIO
(inspiração quase adolescente)
Sabe, simples folha,
Branca e mal riscada,
Eu queria te contar um segredo
Revelar a minh’ alma.
Colocar-te a emoção deste momento
Que dedico a um gênio...
Gênio da arte, Chopin!
Chopin com todos se seus prelúdios que me revigoram.
Ah, minha simples folha,
Eu te revelo:
__ Queria ser cada nota deste prelúdio...
De um quase outono.
Ah, como queria morrer...
E me transformar em som melódico
Para vasculhar a alma humana.
Fazê-la voltar-se às coisas supremas
Feitas de notas simples...
Mas amo tanto este impossível
Que possivelmente eu morra antes do tempo certo.
Talvez eu morra antes do meu morrer.
Mas será, folha mal traçada,
Será que compreendes? Responda!
__ Entendo-me!
Mais uma vez há um toque de silêncio,
Mais uma vez só!
Para se repetir sempre.
Impossível eu não me render
Às profundezas deste abismo.
Ah, meu gênio já está morto,
Com uma vida mais de essência.
E é para esta essência que eu caminho:
- Para a essência eterna.
- Para o mundo do além!
Set/1970
