Mal
E o sabor de café da manhã é um estupefaciente de coisas indormidas e mal nascidas.
Meus cadernos envelheceram nos meus arquivos que param o tempo ao acaso, com informações estúpidas nascidas de minha caligrafia torta.
E os dias se abreviam em opióides para aliviar dores não lembradas mas conhecidas, comprados na farmácia de velho comerciante que me vende medicamentos sem receitas coloridas enquanto o resto são cinzas.
E tudo fica normal ou é normal - o sol nasce, as estrelas brilham - e a noite, a noite chega à revelia de meu relógio descomunal.
E mais uma vez o sol me ilumina todo dia e o dia todo, silenciosamente, e tudo se embranquece e todos são vistos como não são e a igreja toca mais uma vez o repicar de sinos anunciando mais uma morte de um senhor gentil que preferiu para de respirar e esquecer os próprios pulmões congestionado.
Pobres pulmões, o ajudou a respirar profundamente a cada passo rumo ao não sei pra onde.
E tudo isso é normal, e enfurece o que inconscientemente nos conserva por igual em um conjunto de normais que não mais choram.
Nada muda, é tudo parado, mas, estamos andando, correndo, atrás do ônibus que se vai e de amores que não existe e que se desfaz.
Ainda dá pra sentir saudades, de meu avô, de meu pai, de Dona Vera, onde estão? onde estão? e dos dias já idos, adormecidos.
Sinto saudade de minha mãe mesmo estando ao meu lado, saudade do nunca mais querendo ser futuro e do por vir serenando o presente em um sábado a tarde.
Existimos e ainda estamos vivos, sonhamos e ainda desistimos, e chegamos em casa e dormimos, e se houver outro dia? se houver outro dia? Não sei, talvez pra nunca mais.
Talvez
Talvez o sol não saia
o mar não se altere
o mal não caia
uma dor que não fere
O medo do medo
talvez não espante
e as cores do desejo
talvez não encante
Mais sempre no fundo
no amargo horizonte
ache o mundo
que o talvez não encontre
Erra-se, sabe, quase continuamente, esperando de
Não se fazer nunca tanto mal mas quantas vezes se cai
A vida, sabe, é um fio em equilíbrio e antes ou depois
Nos encontramos distantes em frente a uma encruzilhada
"O perdão é uma espécie de vingança; porque perdoando, você está devolvendo o mal para aquele que o envenenou."
Eu costumo pensar o seguinte: toda vez que nos sentirmos mal pensando que estamos ficando velhos e não conquistamos nada, devemos nos lembrar das pessoas que morreram mais novas do que nós e que independente de terem ou não um futuro promissor, tudo acabou ali. Nós por estarmos vivos estamos em infinita vantagem sobre elas, pois ainda temos aberta a porta para todas as possibilidades, cuja condição mínima é viver.
A capacidade reprodutiva do ser humano é como uma arma: pode causar muitos estragos se mal usada ou manuseada pelas pessoas erradas.
Nunca utilize a arma que o mal usufrui para a sua vingança, pois o melhor modo de enfrentar o mal é fazendo o bem.(Cláudio Santos, 2022)
Lágrimas
Eu chorei quando fui magoado.
Eu passei mal, sempre que iá para o colégio, estava esfomeado.
Eu sentia imensa dor ao ver a perda dos seus pais.
Eu questionei á mim, como sentirei essa dor quando eu vivenciar.
Eu mergulhei na solidão e depressão, até chorar.
Eu sou um mero servo e pecador.
Eu sou amante pelo drama e romance, pensador.
Eu corri até a minha mãe após resultados positivos vistos, ela chorou e sentiu a mesma dor.
Eu romântico! Não sabia... Ela adorou!
Eu admito que tenho defeitos.
Eu tive resultados mal feitos... Mais isso tornou uma motivação de fazer diferente.
Eu não sou perfeito, apenas faço diferença.
Eu sou chato, é um facto!Porque eu sou c- carinhoso, h-humilde, a-apaixonado, t-teimoso, o-ousado.
Ei, você sabia que és maravilhosa... És uma arte única e foste bem projetada pelo imprevisto dos seus pais, eles não sabiam que sérias um orgulho.
Eu vi você derramar lágrimas.
Eu perdi ele, não estavas lá, derramei lágrimas, também gritei, porquê você tirou ele do meu lado...
Eu semeiei lágrimas contraste de felicidade.
Eu não queria ser um fardo em sua vida, então decidi partir.
Eu sei que serás uma boa companheira, ainda não vá irmã, estou com saudade.
