Mais uma vez
Mais uma vez, a confiança esvaiu-se.
Seus olhos encontraram os meus, fixos em minha alma.
Sua voz ecoou, proferindo palavras que buscavam acalmar a tormenta em meu peito:
"Não se preocupe com mais nada. Doravante, eu sou seu amparo."
Você me assegurou, com a convicção estampada no semblante:
"Essas pessoas que a feriram agiram com puerilidade, movidas pela imaturidade."
Instintivamente, meu rosto desviou-se, um reflexo da desconfiança que me assola.
Com delicadeza, suas mãos emolduraram minha face, trazendo meu olhar de volta ao seu.
E, novamente, as palavras que eu ansiava ouvir, carregadas de promessa:
"Grace, não se preocupe. Agora, você tem a mim."
Naquele instante, vislumbrei a sinceridade cintilando em suas palavras e refletida em seu olhar.
Contudo, até o presente momento, meu rosto permanece voltado em sua direção, em uma expectativa silenciosa.
Aguardo, com apreensão, que as palavras temidas se concretizem: "Grace, siga seu caminho, pois também me reconheço imaturo para oferecer o cuidado que você merece."
Mais uma vez eu me despi para a ilusão de que iríamos dar certo dessa vez, e o que resultou, foi novamente eu perdendo a minha imunidade e mais uma vez eu tendo que lidar com a decepção.
'Se é pra falar de saudade, que fale das boas saudades e assim você será feliz mais uma vez."
Haredita
19.08.12
Mais uma vez...
Amar é igual a
compartilhar a vida;
simplesmente
compartilhar e
vivê-la.
Márcia A. Prazeres
Gera em mim mais uma vez,
Esse doce outono discreto,
Não nego jamais,
Eu te espero,
Ao passar de cada segundo,
Longe, mas não alheia;
O teu amor é a minha teia.
Girassol em flor,
Inigualável amor,
Adorado sem tabu, e sem pudor.
Riscam no horizonte,
Os primeiros raios,
São as tuas luzes,
Amor em verso,
Namoro em prosa,
Amor em chama.
Sábios são os teus poemas,
Chamamento celestial,
Horas em valsa,
Maré de contentamento,
Indissociável sentimento,
Tesouro do tempo,
Trazendo você para mim...
Sempre me supreendendo,
Carinhosamente,
Esculpindo a poesia,
- adormecida
Feito a duna ainda em grãos,
Aromas marinhos,
Do mar e do vento bailando,
- revolucionando
Um amor em construção.
Talvez te
ver mais
uma vez,
talvez!...
Transitando
entre a tua
gente,
pode ser,
Fui na beira
da praia
na areia
No afã
de escrever
o teu nome
Só para te
esquecer:
não consegui
- corri!
E eu que acreditava
que os meus poros
Eram impenetráveis,
- você está neles
Ocupando
com todos
os teus
aromas,
- os mais
primaveris
aromas
Tomaste-me
de mim
para ti,
Dominada
estou pelas tuas
pompas.
Rompo com o mundo
para me dobrar,
Para me ceder
ao cortesão
[atirado,
Teu primaveril
perfume perfuma,
Esse verso sobre
o teu corpo deitado,
Findando
esse soneto
[enamorado.
Ontem um quartel
ao sul foi assaltado
por terroristas
que queriam mais
uma vez convulsionar
a Pátria de Bolívar,
um militar foi morto,
o armamento recuperado
e o terror aprisionado.
É preciso esclarecer
cada passo dado,
Ser preciso ao manter
o povo bem informado
porque o perigo
vem sendo todo
o santo dia pavimentado
e o continente vem
sendo na escalada
pelo Império sacrificado.
Rechacar a externa
e grave intromissão
que faz perder tempo,
impedindo a paz,
e o restabelecimento
pela via de um caminho
mais aplainado,
é uma sensível urgência
de cada instante
e não há como desviar
da realidade dos fatos:
É quase Natal e até
agora não houve
nenhuma notícia
de reconciliação
com a tropa
e com o General
que estão há anos
injustamente aprisionados.
Em 2022 no Brasil, celebra se o primeiro centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Mais uma vez o ícone cultural deste movimento de brasilidade nas artes advém da nossa cultura ancestral indígena, são para mim carinhosamente, as filhas da figura masculina do Abaporu, do "homem que come" do período antropofágico de Tarsila do Amaral, que hoje vive no exilio. Elas chegam a nos pela Bienal, pelas belas artes indígenas, as nossas meninas indígenas, as Bonecas Carajás os ritxòkò, licocó, titxkòò ou litjokê vem revalidando a antropofagia cultural do original manifesto de Oswald de Andrade de 22 na promoção da brasilidade e do necessário canibalismo da cultura estrangeira cada vez mais neste período vivido hoje, entorpecido e agressivo da falsa globalização e das "fakes" da internet.
O dia nasceu mais uma vez
não tenho certeza se fiz tudo que devo
mais tenho certeza que já fiz o mais
importante lembrei de você
