Luzes

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⁠Se Apagassemos todas as luzes da cidade observariamos mais a beleza das estrelas.
Assim é a beleza interior, sente acuada enquanto nós invertemos os valores.

Acender uma vela, diminuir as luzes, e criar uma atmosfera mais serena ao seu redor.

A noite, enquanto todos os lares apagam as luzes,
Deus acende as estrelas para nos iluminar.

Quando percebo chegar meu sono acendo as luzes e abro as janelas para dormir. Preciso de luz e de brisa quando regresso. A luz me acumina olhos sem prece... e o açoite do vento que se esgueira pela janela me é cura agora. Permito ao sono de quem segue serena os vagalumes carregar-me ao longe por certo. Só que neste hoje, mais lúcida de mim.

Bom Dia

O amanhecer se descortina
no horizonte,
no caleidoscópio de luzes
que anuncia o dia,
As estrelas fecham os
olhos para adormecer
nos braços do sol
A misteriosa claridade
espalha-se com os raios
da aurora
nessa infinitude de mistérios
que é a vida.

O último a sair apague as luzes, desligue o gás e feche bem as portas.. só não se esqueça de agradecer a Deus por mais este dia

🎹 Estou Na Rua 🇵🇹


Yeah…
Beco fechado, luzes a piscar, verdade na caneta a gritar…
Clássico na alma, moderno no ar.


Rimo no escuro enquanto Aldoar respira,
Beat 90’s bate fundo, faz tremer a esquina,
Valete na postura, Xeg no corte da rima,
Dealema no sangue — disciplina masculina.


Flow afiado, linha dura, pensamento real,
Palavra é minha arma, cada sílaba é fatal.
O mundo gira torto, eu mantenho o axial,
Boom Bap na espinha, atitude essencial.


A agulha risca… o grave sobe…
Trap a invadir o beco como fumo no ar…
Agora muda.
Yeah, yeah…


(Refrão)


Bass a bater, tô a entrar na cena,
Trap Tuga bruto, nunca muda o esquema,
Flow tão quente que derrete o problema,
Quando o beat cai, viraliza o sistema.


Luzes no bairro tipo neon de cinema,
Crew na vibe pesada — tema em cima de tema,
Se a vida testa, eu respondo sem pena,
Do Boom Bap ao Trap, mando em qualquer antena.


Tô na rua a fazer magia,
808 nos pulmões, energia,
Jogo perigoso? Eu conhecia,
Agora controlo a melodia.


Puto do beco a subir sem medo,
Flow camaleão, adapto o enredo,
Boom Bap na alma, Trap no degredo,
Viral no YouTube, pronto pro degredo.


Do cinzento de Aldoar nasce ouro,
Do silêncio nasce o meu estouro,
Do clássico eu puxo tesouro,
No futuro deixo o meu coro.


(Refrão)


Bass a bater, tô a entrar na cena,
Trap Tuga bruto, nunca muda o esquema,
Flow tão quente que derrete o problema,
Quando o beat cai, viraliza o sistema.


Luzes no bairro tipo neon de cinema,
Crew na vibe pesada — tema em cima de tema,
Se a vida testa, eu respondo sem pena,
Do Boom Bap ao Trap, mando em qualquer antena.


-

A esperança é a respiração da alma.
Mesmo no caos, ela acende pequenas luzes.
Não é ilusão — é direção.
A alma que espera, cria caminhos.
Desistir é morrer antes do tempo.
Persistir é florescer no impossível.

Teus olhos são raios de luzes, morango no mel, estrela cadente, caramelo no fel;

Seus olhos soletram canções de lá ra lá lá lá lá, e em segredo se fecham espreitando o nosso beijo, sem hora pra terminar;

Seus olhos piscaram dentre olhares, luzes que cintilavam, sem mais os meus, sem mais poder te cantar,

fosco, parado e frio, esperando por toda vida o seu olhar...

Gratidão! Minhas alunas queridas, Luzes em ser vida! Eu sinto que é assim que vocês, como Luzes iluminam a minha trajetória de entrega, dos meus saberes, sendo assim, me faz sentir amplamente abençoada e iluminada! Bora Reluzir vida em mais Luzes vidas!

Manhãs não acordadas


Hoje eu acordei.
Acordei em mais uma manhã de céu nublado,
com as luzes embaçadas
pelas nuvens que cobrem todo o céu.


Hoje eu acordei.
Diferente de outras manhãs,
em que durmo acordado de olhos abertos,
vendados pelo vazio,
cobertos pelo nada
e preenchidos pelos vasos quebrados,
sem flor.


Hoje eu acordei.
Acordei sonhando com a vida
que mato todos os dias
ao não levantar da cama.


Parado,
cansado,
paralisado por mim,
em mim,
dentro de mim.


Esse sou eu?
Ou o eu já foi embora
nessa manhã
em que levantei?

Aqueles que aprenderam a fazer das luzes, sombras, para os que não entendiam, esqueceram que, se tentassem, poderiam fazer de sua luz interior, algo melhor que apenas projetarem sombras.

Mesmo a mais fraca das luzes pode ser vista por todos na infinina escuridão.

NO FIM DO ESPETÁCULO

No fim do dia -Quando as luzes se apagam

Quando as cortinas se fecham,

Quando os atores saem do palco,

Quando os aplausos não ecoam mais,

Quando as máscaras são guardadas...

Bem,

quando chega ao fim do espetáculo eu não valho a pena.




No momento em que a tinta seca,

No momento em que o quadro está pronto,

No momento em que os pincéis e a tinta são guardados,

No momento em que a obra já não é mais contemplada...

Então, no momento final, vejo que eu não valho a pena.




Logo a música chega às notas finais,

Logo os cantores já não cantam mais,

Logo a sinfonia está acabando,

Logo a realidade recai, logo o silêncio ecoa..

Logo eu escuto:

eu não valho a pena.




Assim que a escrita termina,

Assim que as ideias param de fluir,

Assim que são escritas as últimas palavras,

Assim que são expressos os últimos sentimentos,

Assim que chega à última estrofe do poema,

Assim que eu percebo que estamos chegando ao ponto final...

Assim que eu percebo que, no fim do dia e no fim do poema-

eu não valho a pena.

A luz da lua, apesar de falsa, reflete a mais absoluta das luzes.

Quando quiserdes encontrar direção para tua vida, pede a Deus. Ele acenderá luzes onde antes só havia escuridão, para te mostrar o caminho e te fazer enxergar que até os desvios têm propósito quando somos guiados pelo Senhor.

Entre Sombras e Luzes


Retirei as cores
para que o silêncio falasse.
Deixei a luz tocar a pele da paisagem
e a sombra contar o que o tempo esconde.


Montanhas respiram em tons de cinza,
o mar sussurra sem azul,
as cidades guardam memórias
em cada contraste.


Aqui, o olhar não corre.
Ele para.
Ele sente.


Porque entre sombras e luzes
existe um lugar
onde a alma reconhece
o que os olhos ainda aprendem a ver.


Tchesco Marcondes

Que o dia nos cubra de luzes e a noite de trevas se vá. Que lindo é ver tudo isso sem ter que sonhar, e ao cair na real, se a⁠rrepender de acordar...

exalta samba

Nota: Trecho da música Eterno amanhecer.

Então é Natal…
E hoje ele não chegou com luzes, nem risos, nem abraços.
Chegou em silêncio.
Chegou pesado.
Chegou doendo.


Por toda a minha vida, o Natal sempre foi sagrado para mim.
Era o dia em que o coração descansava,
em que a esperança respirava,
em que eu acreditava que o amor sempre dava um jeito de aparecer.


Mas hoje…
Hoje o Papai Noel não me trouxe nada.
Nem um gesto.
Nem uma palavra.
Nem você.


A ceia que preparei com carinho — pensando em nós —
esfriou.
Foi para o lixo junto com os sonhos que eu havia colocado à mesa.
Cada prato era um pedido silencioso de amor.
Nenhum foi ouvido.


O vestido que escolhi com tanto cuidado,
imaginando seus olhos me procurando,
continua pendurado no armário.
Bonito, inteiro…
como eu tentei ser para você.
Invisível, como eu me senti.


A meia-noite chegou.
E onde deveriam existir sorrisos,
existiam lágrimas caindo sem permissão.
Lágrimas que não pedem atenção,
mas imploram para não serem ignoradas.


Esperei uma palavra.
Uma única.
Um “vem”.
Um “eu me importo”.
Mas recebi o silêncio.
Frio.
Cruel.
O silêncio de quem escolheu o orgulho e me deixou sozinha.


Eu pensei que no Natal os corações se amolecessem.
Que o amor falasse mais alto.
Que ninguém fosse deixado para trás.
Mas hoje eu aprendi que nem todo mundo sente como eu sinto.


Eu não queria presentes.
Nunca quis.
Queria você.
Somente você.
Sentado ao meu lado.
Segurando minha mão.
Dividindo o pouco que para mim sempre foi tudo.


Mas você preferiu a distância.
E essa distância gritou mais alto do que qualquer palavra.


Este Natal será inesquecível.
Não pela alegria…
mas pela dor de esperar o mínimo
e receber a ausência.


Esperei cumplicidade.
Respeito.
Atenção.
Carinho.
Esperei ser escolhida.
E não fui.


Dói admitir,
mas dói ainda mais sentir.
Estou sozinha agora porque confiei.
Porque acreditei nas suas palavras.
Porque fiz de você prioridade
quando talvez eu fosse apenas opção.


Poderíamos ter sido felizes.
Mas você só me disse no último momento que não estaria aqui.
Se tivesse sido antes, eu teria chorado…
mas não teria sangrado desse jeito.
Talvez estivesse com minha família.
Talvez não estivesse quebrada.


Eu te priorizei desde o primeiro dia.
Cada encontro.
Cada espera.
Cada silêncio engolido.
Para mim, cada segundo ao seu lado era especial.
Você era o meu homem.
E por você…
eu teria feito o impossível.


Não sou perfeita.
Nunca fui.
Mas nunca te ofereci menos do que amor verdadeiro.
Nunca pedi perfeição.
Pedi presença.
Cuidado.
Respeito.


Então é Natal…
E agora só me resta Deus.
Deus segurando minhas mãos enquanto eu choro.
Deus sustentando meu coração apertado,
enquanto as lágrimas descem sem controle.


E mesmo machucada,
eu ainda faço uma oração silenciosa:
Que o próximo Natal me encontre inteira.
Que eu volte a acreditar na magia do amor.
Que eu esteja segurando a mão de alguém que fique.
Que escolha.
Que cuide.


Então…
é Natal.
E hoje, quem precisa nascer de novo sou eu.


Autora :Ilda Araújo Días

Sob o brilho das luzes neon e a escuridão do céu noturno, o mundo se revelava,
mas a imagem que meus olhos captavam era distinta daquela vista pelas outras pessoas;
jamais me encaixei, desde o primeiro choro na infância difícil
— e ali, no quarto escuro do começo, meu futuro já estava traçado: o diferente, o sonhador com uma visão única.
Me distanciei da fonte comum, onde todos saciavam a sede com as mesmas paixões banais,
os mesmos desejos de um jardim perfeito e uma vida confortável com as contas em dia;
não conseguia beber daquela fonte contaminada pela tradição, daquela água estagnada da mesmice.
Meu coração, essa engrenagem solitária e incansável, despertava ao som de um chamado indomável,
uma gaita de foles à margem do caminho, um blues rouco e melancólico da noite,
uma revelação intensa que a escola jamais apresentou e que meus pais nunca sequer mencionaram.
Que lancem as críticas, os diagnósticos, os conselhos cheios de boas intenções:
Eu amei, sim, eu amei profundamente o mundo e a beleza de sua desordem,
mas cada pulsação, cada alegria, cada desilusão, cada traço de afeto
— eu amei em solidão, dentro da caixa de ressonância do meu crânio, na imensidão deserta do meu quarto,
completamente e de forma extraordinária sozinho, sem ninguém além do teto empoeirado e do eco do meu corpo ardente.