Luzes
LUZES
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Algumas pessoas têm luz própria.
Outras fazem gatos; roubam sortes.
Cabe ao tempo fazer os cortes.
Natal, final de ano...
Nesta época em que as luzes brilham e os corações se aquecem, a saudade também se acende dentro de mim.
Hoje, ao lembrar de você, sinto que a fé me abraça e me lembra que nada termina para quem acredita na vida eterna.
Faz quatro anos que você partiu, mas percebo que Deus transforma ausência em presença sutil.
Em cada estrela que surge no céu, vejo um sinal do amor que permanece.
Em cada oração, sinto seu nome repousar na luz divina.
E, no silêncio da fé, entendo que você não está longe: está guardado no coração de Deus.
Que o Senhor continue iluminando o seu caminho no céu
e fortalecendo o meu aqui na terra, até o dia em que nossos passos se encontrem novamente.
Com fé e amor,
Geórgia Palermo 💐
Natal, final de ano...
A saudade chega antes das luzes,
antes da ceia,
antes do abraço que não vem.
Ela se instala silenciosa
e ocupa tudo.
Neste 31 de dezembro,
há quatro anos você partiu,
mas a sua ausência nunca foi vazia:
ela pulsa,
ela aquece,
ela lembra.
Sinto você no brilho que insiste,
na música que atravessa a noite,
no piscar das luzes
que parecem me chamar pelo nome.
A saudade não apaga.
Ela transforma.
Você continua brilhando.
Só mudou de lugar:
deixou a ponta da nossa árvore
e fez morada no céu.
Com amor,
Geórgia Palermo 💐
Há um ruído constante no mundo.
Um zumbido de notificações, luzes piscando, vozes comprimidas em telas.
Chamamos isso de conexão.
Mas, quando o silêncio chega, percebemos — há algo que se perdeu entre um toque e outro.
Vivemos cercados de redes: sociais, neurais, digitais, afetivas.
Somos fios, dados, pulsos elétricos viajando por cabos invisíveis.
E, ainda assim, sentimos falta de algo que o Wi-Fi não alcança: o olhar demorado, o riso inteiro, o abraço que não depende de senha.
O perigo, talvez, não esteja nas redes — mas na mente que, sem perceber, se desconecta de si mesma enquanto acredita estar on-line.
Desaprendemos a estar sozinhos, e confundimos presença com visibilidade.
Somos uma multidão em silêncio, cada um falando com seu reflexo.
E, nesse espelho luminoso, o humano se desfoca.
Mas há quem perceba as rachaduras — professores, artistas, pensadores, sonhadores —
que ainda acreditam que pensar é um ato de resistência. Eles caminham entre as redes e tentam tecer novamente o fio do sentido. A reflexão é sobre eles — e sobre nós.
Sobre a mente que precisa se reconectar com aquilo que não se mede em bytes:
a empatia, a escuta, o amor, a presença.
Não é uma revolta contra a tecnologia, nem um lamento nostálgico.
É um convite à consciência.
A lembrar que a rede mais importante ainda é a que se forma entre mentes e corações vivos.
E, talvez, o primeiro passo para isso seja simplesmente pausar.
Respirar.
E se perguntar:
“Em que momento eu me desconectei de mim mesmo?”
O sagrado não está nas luzes da festa, mas no modo como você acolhe quem não tem nada: o que você nega ao próximo, nega à sua própria humanidade.
Natal se aproxima e o coração aperta...
As luzes brilham, as músicas tocam, mas nada preenche o vazio de quem já se foi.
Falta o abraço, o sorriso, a presença que fazia tudo ter sentido.
Dizem que o tempo cura, mas a verdade é que a saudade só aprende a doer em silêncio.
Mais um Natal sem meu pai… e essa ausência continua gritando dentro de mim.
Feh Alvarenga
Naquela noite silenciosa, enquanto o sorvete derretia devagar e as luzes da cidade se perdiam desfocadas atrás de mim, entendi que a solidão não era vazio, mas um eco de tudo que já fui — e que, mesmo se dissolvendo como aquele instante, ainda havia beleza em simplesmente existir entre o que passa e o que fica.
— ian vioto
Caminhando sozinho na noite, com um sorvete derretendo entre os dedos e as luzes da cidade se desfazendo em cores ao fundo, percebi que, assim como aquela fotografia imperfeita, minha própria história também carrega beleza no caos, na solidão e em tudo que o tempo insiste em dissolver — e talvez seja exatamente aí que ela se torna real.
— fallen
Filho, quando procurar um amor, procure aquele que fecha a porta das opções, apaga às luzes do passado e abra as janelas das novas oportunidades.
A dor da saudade em mim, ordena-me silêncio, reflexão e as luzes apagadas.
Tudo no escuro...
Carlos De Castro
No coração de uma mãe, Deus acende luzes que nem o tempo consegue apagar… ela ora em silêncio, ama sem medida e transforma pequenos gestos em eternos abrigos de amor.
Muitas luzes da cidade somadas durante à noite ainda não são suficientes para brilharem mais do que a lua, considerando que mesmo com o seu luar menos luminoso, o brilho dela permanece imponente, caloroso como um olhar atencioso olhando com gentileza para a gente.
Onde existe amor, a fé encontra morada.
E mesmo diante dos caminhos difíceis,
essas duas luzes guiam a alma,
fazendo da incerteza esperança
e do silêncio, serenidade.
Simone Cruvinel
"O caráter é o que sobra de você quando as luzes do evento se apagam e você tira os cílios postiços."
