Luxo
“Dei-me ao luxo de para de sentir a dor
Mas o problema é que quando para de se sentir a dor
Ela voltara três vezes mais forte.... E eu.... Eu não sei se conseguirei suportar.”
Ela escolheu entre um prato caro e fino se alimentar da alma... entre caminhar em estradas de luxo e aplausos viajar nos mergulhos de seus braços... entre aprisionar pássaros abriu a gaiola de seu coração e permitiu o amor pousar.
Cheguei a conclusão de que o povo brasileiro é caridoso demais!
Não contentes em bancar o luxo dos políticos, tem uns "bons samaritanos" por aí do mundo gospel que ainda bancam as "grandes obras missionárias" de TODOS os típicos líderes e artistas religiosos do evangelho da prosperidade (da prosperidade deles, não do povo).
Povo caridoso? Não. Povo trouxa, frouxo, manipulável, mesquinho, individualista e preguiçoso. Povo atrasado! Povo contra o povo... Burros! Contra eles mesmos...
A vida já nos limita demais ao que somos e ao que fazemos, por isso não podemos nos dar ao luxo de errar NUNCA!
Eu vi o menino no lixo,
Eu vi o urubu...No luxo.
Que prato vai comer o bicho?
A carne ou o lixo?
Quem é lixo?
Quem é carne?
Quem é bicho?
Quem viu adiante o destino,
Tendo a frente um futuro nu?
Terá sido o urubu-menino?
Ou foi o menino-urubu?
Altair Leal/ direitos reservados
poesia publicada no livro
Marginal Recife vol.05
Não sei exatamente o que é correto.
Não me dou ao luxo da certeza.
Por que viver o inexplicável.
É muito mais exitante.
O recomeço do fim
Não temos o luxo de nos darmos por satisfeitos ao término de um relacionamento. Claro, que não dá para insistir em algo que não vem dando certo, mas além de encerrarmos um ciclo, temos que reconhecer a falência de algo em que, ainda que por um momento, acreditamos ser a realização de um sonho e de um encontro de almas.
Mais do que encerrar uma etapa, reconhecemos que não nos empenhamos o suficiente, não demos tudo o que estava ao nosso alcance, não nos esforçamos o necessário, assim como, também, não fomos totalmente correspondidos.
Reconhecemos o fracasso, sucumbimos ao egoísmo, ao individualismo e não fomos humildes o suficiente para cedermos, para descermos de um falso pedestal que nos coloca acima do outro, quando somos exatamente iguais, todos sujeitos aos mesmos erros e paixões.
Não deve haver satisfação alguma no fim, nem mesmo pela possibilidade de um novo recomeço. O fim é algo lamentável, como a morte de um sonho, e não deve haver orgulho em colecionarmos esqueletos, dentro ou fora do armário.
Está cedo para comprar luxo e impressionar pessoas. Não esqueça você está apenas começando, é hora de investir e multiplicar.
Guarde seu lixo na bolsa
Nunca na sua mente
Defenda o luxo da gentileza
Jamais o lixo da indelicadeza.
