Luxo
Riquezas, fama, status, luxo, poder e autoridade, são próprios de pessoas que querem chamar a atenção para si mesmas, menos a de Deus.
Lixo a gente joga fora todos os dias e vai embora; mas, o Luxo a gente guarda no coração e fica eternamente.
Arremesse para a lata de lixo todo luxo que contribue para a sua sujeira mental, principalmente as ofertas dos ricos.
Uma vida perfeita, com luxo e despreocupação não existe, uma vez que o próprio trabalho já é vaidade.
A corrida atual pelo luxo dos homens se torna a escolha mais deprimente, decorrente do egoísmo mais sujo da sua própria decadência cultural, social e espiritual.
De lixo e de luxo o mundo está cheio e tem consumidor para todas as aquisições; poucos, porém, tiram proveito de ambos para trazer ao próximo saúde, solidariedade, segurança, prosperidade e confiança.
O lixo do luxo por estar por trás da etiqueta produzida por um falso sentimento de bem-estar formada pelas opiniões dos ricos.
Luxo, vaidade e lascívia é o prato predileto dos ricos e o dos pobres a crendice, ignorância e o desprezo.
Se o luxo lhe proporciona uma boa atração visual, dispense o lixo da má reputação, para não ser revestido pelo fracasso espiritual.
Quanto mais os homens casados lutarem para trazer o luxo, o conforto e o status para dentro de suas casas mais rápido a divisão da família acontece, visto que cada um menos tempo tem para o diálogo, a união e o convívio familiar para tratar de assuntos importantes como a responsabilidades dos pais em manterem uma família unida, abençoada, bem-sucedida e feliz.
A vida mais simples é aquela que as pessoas humildes nunca precisaram do luxo das pessoas mais ricas para lhes dizerem que podem ser felizes.
Herdeiras da Finada e da Vaidade
Lá pros lados onde o asfalto é poeira,
E o luxo ainda usa pulseira de feira,
Morreu uma tia — a finada abençoada —
E deixou pras sobrinhas a grana guardada.
Foi só o caixão descer com a coitada,
Que as moças viraram alta sociedade encantada.
Uma herdou um sítio, a outra uns trocados,
E juntas se acham no topo dos mais invejados.
Mudaram o andar, o tom e o batom,
Agora só falam de “brunch” e “champanhon”.
Fizeram plástica no ego, bronze no juízo,
E acham que o mundo inteiro gira no improviso.
A finada, se visse o que virou o legado,
Voltar do além? Talvez… só pra dar um recado:
“Vocês eram jacu e continuam sendo,
Só que agora de salto, tropeçando e se perdendo.”
Ai, que dó dessas almas tão iludidas,
Achando que dinheiro compra novas vidas.
Na rede social, são capa de novela,
Na real? Mal sabem lidar com panela.
Graças a Deus, aqui não tem dessas figuras,
Só gente de berço, de boas posturas.
Mas fica o alerta, entre riso e gargalhada:
Nem toda herdeira deixa de ser deslumbrada.
Ternos de luxo, limusines, distinção,
Suavidade fria e cordial,
Um ligeira coxo que revirava
Uma tralha imunda próximo ao local.
