Luto Morte

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⁠Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.


Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.


De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.


O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.


Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.


E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.


Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.


Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.


E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.


O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.


Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.


O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.

⁠Embora a Morte que deixa quase todos impactados seja só a Morte Física — muitos Depressivos vivem à exaustão,
de tanto Morrer à Prestação.


Há mortes que não têm velório, não recebem flores, não provocam abraços demorados nem interrompem a rotina de ninguém.


São mortes silenciosas, íntimas, que acontecem enquanto a pessoa continua levantando da cama, respondendo mensagens, trabalhando, sorrindo para fotografias e dizendo, quase por reflexo: “está tudo bem”.


A depressão, muitas vezes, não chega fazendo barulho.


Ela vai retirando, aos poucos, aquilo que dava sentido aos dias: a vontade, a esperança, o entusiasmo, a capacidade de imaginar um amanhã diferente.


E talvez uma das suas maiores crueldades seja essa: fazer alguém continuar existindo quando, por dentro, a existência já parece ter perdido o significado.


Morrer à prestação é acordar sem ter descansado, cumprir obrigações sem sentir presença, conversar sem conseguir dizer o que realmente dói.


É assistir à própria vida de algum lugar distante, como quem permanece no teatro depois de perder o interesse pela peça, mas não encontra forças para ir embora.


E o mundo, quase sempre, percebe apenas a morte definitiva.


Chora-se por quem partiu, mas raramente se pergunta quantas pessoas estão desaparecendo lentamente diante dos nossos olhos.


Talvez precisemos reaprender a prestar atenção às ausências dos que ainda caminham.


Ao amigo que deixou de procurar.


À pessoa que antes vibrava e agora apenas cumpre horários.


Ao sorriso que ficou automático.


Ao “não é nada” repetido tantas vezes que já virou um pedido silencioso de socorro.


Nem toda dor pede soluções imediatas.


Algumas pedem apenas presença.


Um ouvido que não julgue.


Uma pergunta sincera.


Um “eu estou aqui” que não seja apenas uma frase, mas uma permanência.


Porque há pessoas que não precisam que alguém as salve da morte; precisam, antes, que alguém as ajude a reencontrar motivos para continuar escolhendo a vida.


E talvez seja essa uma das formas mais profundas de humanidade: perceber que, enquanto lamentamos os mortos, também precisamos cuidar dos vivos — sobretudo daqueles que estão desaparecendo pouco a pouco, sem que ninguém perceba.

Onde o Estado Paralelo atua, existe até pena de morte; onde o Estado finge atuar, não existe quase pena nenhuma.

Há uma ironia bastante cruel nessa constatação: onde a lei deveria imperar, muitas vezes prevalece a impunidade; onde a lei não existe, ou foi substituída pela força, a punição costuma ser imediata, implacável e até definitiva.

O Estado Paralelo não precisa de tribunais legais, recursos ou códigos escritos.

Impõe suas próprias regras, estabelece seus próprios julgamentos e executa suas próprias sentenças.

Não há presunção de inocência, direito à defesa ou possibilidade de contestação.

Há apenas o poder de quem manda e o medo de quem obedece.

Ali, a Sentença pode ser a morte, e o julgamento, uma formalidade dispensável.

Já o Estado legítimo, aquele que deveria garantir a lei e a ordem sem sacrificar a justiça, parece, por vezes, preso a uma contradição que corrói sua própria autoridade: possui leis, instituições, tribunais e instrumentos de coerção, mas frequentemente falha em transformar tudo isso em consequências concretas para quem viola as regras.

A demora se torna rotina, a reincidência parece um detalhe estatístico e a impunidade, antes uma exceção vergonhosa, passa a ser percebida como parte do funcionamento do sistema.

É preciso, contudo, distinguir justiça de vingança.

A força de um Estado não se mede pela quantidade de pessoas que pune, muito menos pela brutalidade de suas penas, mas pela capacidade de investigar, julgar com imparcialidade e aplicar a lei de maneira efetiva, proporcional e igualitária.

A justiça não precisa ser cruel para ser respeitada; precisa ser confiável para não ser desprezada.

O problema começa quando o cidadão percebe que o criminoso teme mais a sentença de uma Organização Criminosa do que a resposta das instituições públicas.

Nesse momento, não é apenas a autoridade do Estado que se enfraquece: é a própria ideia de que a vida em sociedade pode ser organizada por regras comuns, e não pela vontade arbitrária de quem detém o poder.

E há algo ainda mais grave nessa inversão: quando o Estado deixa de ocupar os espaços que lhe cabem, outros poderes os ocupam.

Onde falta segurança, instala-se o domínio pelo medo.

Onde falta justiça, surge a justiça privada.

Onde falta presença institucional, cresce a autoridade paralela.

O vazio deixado pelo poder público raramente permanece vazio por muito tempo.

A sociedade, então, passa a conviver com duas realidades igualmente perturbadoras: de um lado, um poder clandestino que pune sem direito; de outro, um poder legítimo que, quando falha sistematicamente em responsabilizar, transmite a sensação de que o direito existe apenas no papel, e nem sempre alcança a realidade.

A questão fundamental, portanto, não é por que o Estado Paralelo consegue ser tão implacável, mas por que o Estado de Direito tantas vezes parece incapaz de ser efetivo.

A resposta não está em abolir garantias, naturalizar a violência ou desejar que o Estado se transforme naquilo que deveria combater.

Está em exigir instituições que funcionem, leis que sejam aplicadas e uma justiça que não seja nem instrumento de terror nem sinônimo de impunidade.

Porque uma Sociedade Civilizada não pode escolher entre o medo da execução clandestina e a descrença na justiça oficial.

Precisa ter o direito de confiar em uma terceira possibilidade: a de que ninguém esteja acima da lei, mas que ninguém esteja abaixo da proteção que ela deve oferecer.

Quando o Poder Paralelo mata, revela a tirania de quem se julga dono da vida alheia.

Quando o Estado se omite, revela a fragilidade de quem recebeu a responsabilidade de protegê-lo.

E quando ambos passam a coexistir sem que a sociedade consiga vislumbrar a autoridade da lei, o que está em julgamento já não é apenas a segurança pública: é a própria capacidade do Estado de justificar sua existência.

"Sem angústia.
Sem culpa.
Sem dor.
Sem morte.
Sem aflição.
Comigo Senhor,
sempre andarás..."
Amém!

☆Haredita Angel

"A morte para o espírito é aquele pássaro livre a voar fora das grades da vida!"
Haredita Angel
22.08.24

Mulher real...
Sem filtro
Sem medo
Nem do tempo
Nem da morte!
Haredita Angel
19.11.24

"Se a vida é feita de batalhas a morte é a batalha perdida!"
Haredita Angel
05.05.23

Seria o universo um ciclo infinito de nascimento e morte? Ninguém é digno de inveja e todos são dignos de pena.

Sim

Marcélio Sena

⁠Já morri algumas vezes, mas renasci diversas neste universo perverso, a minha melhor morte foi pelos meus filhos.
A saudades no primeiro ano que nos separamos.

Quando se conhece a morte, percebe-se que um instante nunca foi tão infinito.

Inserida por vitorap

Meu futuro eu busquei meu destino a morte fez.caminhando e sorrindo muitas coisas aprendi.para ser um vencedor tem que lutar pra conseguir.contra dragões eu lutei, em alto mar eu naufraguei. sempre com fé e esperança em deus acreditei.mesmo que no deserto eu fui enterrado minha alma e espirito com deus vai ser guardado. das poucas plantas que plantei muita inveja eu colhi. mais para o azar do mal o bem vai sempre existir.termino este caminho espero que me entenda na fé de um guerreiro a morte virou lenda.mesmo que ela tenha me vencido não me deixei abater, pois sei que um dia voltaremos a se ver.mesmo que isso não se passe de ilusão, quero que as pessoas que amei saibam que sempre vão estar em meu coração.

Inserida por Charles17

Não vejo razão para me divertir com aqueles que fazem piadas sobre a morte. Pior que isso são aqueles que, na ignorância de sua existência, brincam com a vida.

Inserida por Ponderador

Quem não demonstra Respeito pela morte alheia
Tão pouco irá respeitar quem permanece vivo !

Inserida por Cissasousa

A morte do pai tranforma a vida dos filhos, a experiencia aquirida ate a morte sera mutavel, mas o amor ao proximo sera perene.

Inserida por penaocana

Eu já estou bem convencida de que há vida apos a morte, mas ainda estou lutando para ter vida apos o expediente de trabalho...

Inserida por monalisatomazini

Uma ressalva.



A morte deve ser vazia, silenciosa, ócua.
Sei lá, mas estranha deve ser.

Fico imaginando se seria possível explicar o exato momento que uma pessoa fica sabendo da morte de alguém,...
O susto que leva, ou melhor,...
Seria susto ? Seria um sentimento inexplicável.
Tem gente que acha que inexplicável se trata apenas do que é bom e colori nossas retinas, .. Será ?
Enganam-se.



Minha irmã pela manhã perdeu seus dois animais de estimação, o casal, juntos.

Um deslize fatal.

Um acidente.

Quem nunca se permitiu a sentir amor por um animal, seja cachorro, gato, tartaruga, passarinho.. o que for criar , não sabe de fato o verdadeiro significado de companheirismo,
Oras , o animal que for não espera que você seja rico, um Eike Batista, um George Clooney na beleza ou um mago da ciência... Ele estará lá por você como se sua vida fosse baseada nisso, .
Não há sensação mais sincera, e relação mais saudável.


Ela perdeu.


Chorou por uns longos minutos, um choro abafado, de me fazer, embora toda orgulhosa estivesse por fora, quase morrer por dentro, ... Doeu-me mais ainda a ver pedindo a minha mãe que trouxesse vida de volta aos bichinhos.

Não seria possível. Se foram, deixando um espaço vazio na casa e um silencio no coração da pequenina.

Ah, mas como é bom ver ainda que um amor tão puro a animais de estimação podem ainda serem vistos.

Confesso que nunca tive muito jeito para a coisa, nunca se quer me disseram que eu poderia ser uma ótima veterinária em um futuro próximo,... nada do tipo.

No entanto, me enche de calma e paz quando vejo que existem pessoas capazes de disponibilizar tanto amor para com eles e chorar na perda de um.


Lendo mais tarde algumas notícias, no mesmo dia, vi ainda que a televisão brasileira perdera um de seus maiores ícones, sua rainha nata e eterna:


Hebe Camargo.

Seus bordões incomparáveis, mais de 100, salvo o engano.

Sua presença de palco como nenhuma outra e um domínio do que faz como poucos.

É... O dia começa perdendo quem tinha muito a ensinar.

Um animal de estimação que nos ensina que amor de verdade não se compra ali na esquina ou é baseado nos trocados que temos no bolso, e uma experiência de vida e superação de um câncer que não vemos todos os dias.

Perdas.

Ninguém dita normas para saber como lidar com elas.

Embora saibamos que tudo que nasce um dia morre nunca estamos de fato preparados para perder alguém.

Nem sempre esperamos por isso, nem sempre conseguimos aguentar tantas perdas.

É perda demais para, muitas vezes, recompensa de menos.

Mas imaginemos que se trata de um ciclo, não é verdade?
Não somos eternos, e talvez que bom mesmo que não sejamos.

Mas enfim, deixo uma ressalva neste tema, talvez escrevendo a dor se dissipe nessas palavras.

Tem gente até que diz em solidariedade que se pudesse para não ver uma mãe, amigo, irmão,.. o que for, sentir dor, se apoderava de um pedaço da lástima para si próprio,... Mal sabem eles que a dor pode ser tanta que o mero corpo só serve de armadura fraca.

A dor física não mata, porém, a do coração, dilacera.

Inserida por amandalemos

Pássaro da morte
Ouço
Cautelosa
Alçando vôo no barulho do vento.
Pergunto a tí
Que passeia sobre a vida:
Qual a aventura se ser no mundo
(esse em que tú não vives apenas passeia)?
E porque é infinito aquele que apenas morre?

Inserida por sandraliracoelho

Tempo. Que medida existe dentro dele?
porque não sabemos ate que dia nós o teremos,
pois a morte de forma furtuita, o tira de nós.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Por nao sabermos para onde iremos e estando
la, descobriremos que nao existe mais escolhas
a serem feitas.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Fiz minha escolha desde o inicio e a muito tempo.
Sei que a levarei comigo ate depois do fim,
quando nao vou mais poder escolher.
O que não importa, pois sei que fiz minha melhor
escolha: você!

Inserida por oliverher

Precisamos sofrer um martírio em nosso orgulho, precisamos permitir a morte do que nos afasta da realidade do Evangelho. Permita o martírio de cada pulso que te leva à distância de um relacionamento com Ele. Seja martirizado por Ele por espontânea vontade, não por leviandade, mas por saber que a morte pode ser a fonte de vida em suas emoções.

Inserida por tiagobelinha

Eu e você poderíamos ser um casal até a morte, viver apenas realizando as nossas vontades, se amando, a vida é tão curta.

Inserida por gabrielvalentim