Luto Morte

Cerca de 20512 frases e pensamentos: Luto Morte

Reflexivo nesta existência, vejo só em verdade a inevitável sequência: o moço, o velho e a saudade

Inserida por AlessandroLoBianco

Nossa vida é como a estória da cigarra e da formiga. Quando morremos sabemos se apenas descansamos ou juntamos montinhos pro futuro. E isso pode ter ou não relação com Deus. As pessoas acham que ser ateu coloca a encarnação sem propósito ou futuro algum...

Inserida por AlessandroLoBianco

Estado de alma: o jeito que cada um fica interpretando e assimilando sua existência no contexto em que vivemos.

Inserida por AlessandroLoBianco

Empenhado na luta para assimilar todas as dificuldades como um homem maduro (apesar de sentir demais algumas perdas) passei - após algumas leituras - a absorver certas situações na minha vida com o conformismo escorado na filosofia simplicista e acaciana de que nascemos e, um dia, sem exceção, teremos que morrer. Posto assim tomei mais gosto para viver e encontrei mais leveza no que me cerca. 🍃💚

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠Quando cheguei na matéria tive um longo caminho até entender que eu era um espírito imortal.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠O que fazer quando parte daquilo que somos é arrancado brutalmente? Apenas dizer ao universo: eu estou aqui.

Inserida por Pensamentosempre

⁠Comprei uma violeta de plástico para nunca vê-la morrer!

Inserida por Pensamentosempre

Todos vocês me mataram pouco a pouco, dia após dia, e agora me perguntam porque eu sou tão fria.⁠

Inserida por Blueeh

A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.

O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Somos restantes.

Inserida por daianearere

⁠Morrer é a possibilidade do encontro entre criatura e Criador

Inserida por celinamissura

⁠Se eu morrer antes de você,
Não chore, sorria!
Nem fale nada, recorde!
Não leve qualquer flor,
Leve rosas!
Guarde na memória as coisas boas,
Os sonhos que eu tive
Porque acreditei
Num mundo possível, mas alguns me odiaram, criticaram, se zangaram.
Não chore!
Nem dá mais tempo, acabou!
Mas a semente lançada, frutificará
E um mundo novo surgirá,
Onde todos tenham vez e voz.
A primavera florescerá.

Inserida por celinamissura

⁠A vida tem prazo
de validade
e é um campo minado.
De repente, quem amamos
se vai, de repente
já não estamos.

Inserida por celinamissura

⁠Nesse plano repleto de variáveis temos todas as escolhas possíveis e nelas nós podemos escolher viver, mais nelas a morte não é uma escolha, e sim a linha que foi traçada a todo um ser.

Inserida por Warley_Cesar

"O cachorro vai para o céu? Mas é claro que vai.
Enquanto o homem carrega o peso dos seus próprios pecados, os cães vivem de maneira pura, inocente, sem malícia. Dizem que os cachorros não têm alma — mas quem diz isso é o próprio homem, esse ser complexo, tortuoso, repleto de falhas e contradições. Foi por causa do pecado humano que Cristo precisou morrer na cruz, numa tentativa divina de nos resgatar de nós mesmos.

Já os cachorros... eles não precisam de redenção. Não traem. Não mentem. Não matam por inveja. Não conspiram. Eles apenas amam — de maneira incondicional, fiel, silenciosa. São amigos leais até o fim, mesmo que esse fim chegue cedo demais. Não foi preciso um cachorro crucificado para que fossem dignos do céu: eles já são, por essência, aquilo que nós lutamos a vida inteira para ser.

O céu, se for mesmo um lugar de justiça e amor, seria incompleto sem os cães.
Eles chegam lá antes de nós — e talvez nos ensinem, do outro lado, aquilo que esquecemos aqui: a arte de amar sem reservas.

O homem complica. O cachorro entende.

Inserida por walaguia

semente infeliz

Era uma semente alada,
com um futuro promissor.
ganhou um berço de lata,
seu futuro virou opressor.
sem perceber caiu na cilada,
não era admirada,
cresceu, ficou entalada,
não sabia que era na lata,
que seu destino era a salada,
e assim a morte a ceifou.

Inserida por Alegoria

Conjugação da Vida

Eu vivo.
Eu, e você vive.
Eu, você, eles vivem...
Nós morremos.
Eles vivem...

Inserida por Alegoria

O mar do esquecimento

A melhor forma de começar um texto é dando lances no mar das ideias; para alguns possa parecer algo entediante, para outros um esporte, mas para mim é uma questão de vida ou morte; Sei que parece um exagero, mas é assim que vivo, dependendo da sorte, pescando no mar da vida e correndo risco de fisgar a morte. De uma maneira mais inteligível, diria que os momentos em que passei tentando rabiscar algo ceifaram parte da minha vida, e a outra parte que restou está perecendo por causa da parte que se foi. Com efeito, uma parte depende da outra, e nesta lógica, preciso plantar o resto que me resta; sei que não irá trazer de volta o tempo perdido, mas a floração de uma parte pode imortalizar a outra. Entretanto, no meio disso tudo, corro o risco de perder tudo, e ser mais um nesta vida em que os mais fortes imortalizam e os mais fracos transmutam em esquecimento.

Inserida por Alegoria

A imobilidade da luz

Agora do mesmo jeito que os fiz, desfazer-los-ei. Morrem uns para existir outros. Às vezes, o tédio ou falta de perspectiva me faz deletar em massa. Assim eu era. Sei que podia parecer algo cruel deletar a existência de “alguém”, (espero que entenda) não fazia isso por que queria ou por que gostava, simplesmente porque era preciso.
A vida foi, a princípio, uma ideia que me surgiu em um momento de tédio; Eu não esperava tanto; simplesmente me surpreendi! Quando tive a primeira ideia da criação, estava passando por um momento conflituoso, tinha me entediado com tantos projetos monótonos e acabei destruindo o meu último projeto que era uma esfera consideravelmente grande de energia branca, e foi aí que tive a ideia de algo mais interessante: resolvi criar uma galáxia invés de constelações e centros sugantes. Mesmo assim, vi que aquilo não passava de uma ampliação dos meus projetos anteriores. Então, fui a pasárgada refletir; estava muito exausto e nenhuma ideia boa ainda me exsurgia. Após algumas consideráveis eternidades, vislumbrei algo que seguia um fluxo próprio e fugia da monotonia; algo que era regido por uma regra geral. Era a gênese da vida. Assim sendo, foi nesse momento que me debrucei em um projeto magnificente: A Criação. Remodelei os destroços da esfera de outrora, criei a natureza e os animais. Com o pulsar das gerações e o dardejar dos milênios, sucumbi ao ver o grande equívoco da criação: foi a pior monotonia que já vivera; antes pelo menos eu podia ter eternidades para outras coisas, entretanto, daí em diante, tive que tutelar esse projeto. Nesse momento, tive muito trabalho, deletando e renovando existências que no fundo seguem uma lógica continua de perpetuação. Isso tudo me dava calafrios em gastar algumas das minhas eternidades nesse fastidioso trabalho. Sei que para infinitas eternidades que tenho, algumas não iriam me fazer diferença. Entretanto, isso me fustigava lentamente e me causava uma monotonia cruel. Foi então que decidi criar uma vida que se destacasse. Por tentativa e erro, comecei por macacos, depois sapos, aliens, e por fim, sapiens. Já estava com as mãos doloridas de tanto misturar. Com o tempo acabei gostando dessa criatura. Pensei, que talvez deveria misturar dois deles. E assim ficou: Sapiens Sapiens. No final do processo, só restou uma criatura, e assim, intitulei-o de Anão. Ah não, não era esse nome; lembrei: Adão. E assim o foi. A criatura a cada “secundos” demonstrava destreza, sabedoria e, assim, me alegrava. Certa vez, resolvi criar o Destino para cuidar da vida e da morte. Com tempo livre, ocupei-me em outros projetos, e acabei deixando a minha criação em segundo plano. E de supetão quando estava no cinturão de Orion, uma ideia catucou a minha mente, sugerindo-me a criação de uma companheira para a criatura. Estava sem tempo para visitar frequentemente a minha criação, e por isso, resolvi dá a luz à ideia. Só que quando fui criá-la, tinha esquecido da fórmula. Misturei sapo, macaco, peixe e acabei criando uma mistura de sapiens com peixes; vi que não estava legal para uma companheira. Chamei-a de sereia para não ser desprezada. E sem obter sucesso, resolvi arrancar uma costela do Adão, e assim, formei uma companheira; intitulei-a de Eva . Vi com o tempo que ambos estavam felizes. Mas isso não me agradava nem um pouco. Felicidade é monótono e monotonia me causava incômodo. Então coloquei uma arvore com frutos afrodisíacos para testar a resiliência de ambos. Eles passaram um tempo se contendo em comer os frutos; foi então que decidi colocar uma serpente para atentá-los. A serpente fez um ótimo trabalho. Ainda me recordo da retórica da serpente que usou para ludibriar Eva:
—Estes frutos têm poderes especiais, por que não comes um?
—Porque fui proibida; estes frutos não fazem bem.
—Não seja tola, se o criador colocou uma árvore desta no paraíso, é claro que foi para vocês. Ele devidamente está testando a inteligência de vocês. E desta forma, ele quer que vocês ultrapassem as restrições e façam a diferença.
—hum, talvez tenhas razão
—É claro que tenho; sou fruto do criador!. venha aqui; Tome este fruto, este é seu; partilhe-o com Adão.
E assim, Eva levou o fruto, e Adão, ingenuamente, comeu o fruto de Eva e não percebeu que caíra na tentação da serpente. Dessa forma, acabei vendo a fragilidade dessas criaturas; vi que estavam muito longe da minha sapiência. E nessa lógica, vi que eles jamais iriam chegar perto dos meus Arcanjos. Com efeito, condenei-os a lei do Destino. E assim ao Destino declarei:
—Estarás incumbido de ceifar a vida deles, toda vez que chegar a hora. Eles terão o fado de nascer, crescer, procriar e morrer. Eles não mais viverão uma eternidade. Vão sentir a dor carnal. sofrerão com os temores e seguirão a Lei Natural.
Depois me ausentei e deixei-o regendo a criação.
Após algumas finitas eternidades, resolvi visitar a criação. Senti um verdadeiro abalo ao ver aonde a minha criação chegara. As criaturas de outrora não mais seguiam a Lei Natural. Criaram a sua própria lei. O Destino estava cada vez mais com problemas. As criaturas estavam dominando cada vez mais a inteligência. Estavam adiando o veredicto do Destino. Guerras, miséria, contrastes, tecnologia, temor, destruição, estavam caracterizando a criação. Aquilo de fato não era monótono, era extremamente inconstante. Talvez a minha ânsia pela fuga da constância tenha a impulsionado à Evolução. Não os via mais como uma criação. Via-os como uma transmutação. E destarte, resolvi me ausentar novamente e esperar mais algumas eternidades para ver até onde eles irão chegar...

Inserida por Alegoria

"Eu, como soldado e cidadão desta grande nação, ao defendê-la, optaria mil vezes, sem hesitar, dormir nos braços frios da morte, que trocar carícias e beijos quentes com a covardia..."

Inserida por wikney