Lutarei Ate o Ultimo Minuto
Parece até que você esqueceu que me feriu quando veio exigir de mim uma explicação por entregar meu coração a outra pessoa.
E quem sabe até andando por entre as folhas caidas,por entre pessoas desconhecidas eu encontre você.
Chove chove
Que até da pra ouvir
O barulho do vento
E a chuva cair
Chove chove
Já faz algum tempo
E ta na hora
De sonhar e dormir
Chove chove
Há cada momento
A chuva que dança
Do lado de fora
Chove chove
Deixando lembranças
Antes de ir embora
Amigos? conto nos dedos de uma mão só. Pessoas que querem me ver mal ? já até perdi as contas. O fato é que muitos querem te ver caindo, triste. Porem depende só de você deixar que pessoas fúteis com mentes vazias te impeçam de ser feliz.
Eu era uma menina dócil, agradável, prestativa sempre distribuindo sorrisos, até que...
Me magoaram, me pisaram, me humilham e me jogaram no chão... E lá de baixo olhei e percebi que eu teria que reunir forças e me levantar, mas me levantar diferente...
Foi ai que eu tomei uma decisão! Decisão de deixar de ser aquela menina ingénua e me tornar uma mulher diferente....
E foi ai que me transformei nessa mulher fria e sem sentimentos..
Fria e calculista, manipulando todos a minha volta...
Uma mulher que de certo modo se tornou egoísta, tão egoísta ao ponto de ver outra no chão, olhar rir, cuspir e ainda passar por cima... Uma mulher que que age 70% com a razão e só deixa 30% para amar sua família (escolhidos a dedos), não mostrando minimamente nenhum gesto de carinho por pessoas alheias..
Mas acima de tudo, uma mulher que não tem medo de ser realista, não tenho medo de magoar ninguém com a verdade. Se me transformei nisso por causa da quantidade de cafas que apareceram em minha vida? Não, me transformei nessa mulher porque a VIDA me obrigou!
Quem sai entregando seu coração a qualquer cafajeste que encontra, merece mesmo é se ferrar até aprender a não confiar em qualquer pessoa.
Na sociedade todos tem um papel importante, desde a pequena formiga até o grande elefante, e o seu papel é parar de se importar com a opinião dos outros, por que criticar todo mundo sabe mais fazer melhor poucos sabem
No silêncio da noite ela olhou para a parede. Estava difícil enxergar até de dia, imagine a noite. Mas ela viu a sombra das árvores na parede. Não se era criança naquela época. Ela tinha certeza que não era criança naquele século. Pouco entendia o motivo de está ali naquele quente com aquelas pessoas que no início eram desconhecidas e agora elas faziam parte de sua vida. Ser Judeu no auge de uma guerra daquele tipo já era ruim, imagine uma criança judia. Ela sabia que estava sendo punida por algo que nem sabia se tinha feito. Todos os dias morriam pessoas que nada faziam a não ser trabalharem embaixo de chicoteadas. Naquele dia ela mesma havia presenciado a morte de uma de suas vizinhas. Era uma boa mulher. Gostava de cozinhar para os filhos e marido. Sempre que fazia um bolo, ela lhe levava um pedação enorme. E ao ver aquilo, Alizah começou a chorar. Apesar de estar acostumada com a morte, se é que pode se acostumar com alguma morte, aquela não era uma má mulher. Sua mãe, que estava ao lado, a abraçou e a levou para um lugar escondido. Os alemães não podiam ver uma criança chorando daquela forma.
E foi aquela noite de insônia que Alizah ficou olhando para a parede. Ela não havia feito nada, absolutamente nada para ser privada até de chorar. Ela era uma boa pessoa como sua mãe. Seu pai havia ido para longe com outros homens e seu irmão. Elas não tinham notícias deles a muito tempo.
Levantou devagar e foi até a pequena janela. Ficou olhando para fora. Viu alguns alemães conversando sobre alguma coisa. Pensou em como vivia bem antes. Tinha toda boneca que queria, sua mãe, que era linda, estava um pouco mais velha. Continuava linda, porém parecia ter envelhecido vinte anos. Lembrou-se do que um soldado havia dito ao desocuparem sua casa: “ratos”. Era ela mesma um rato? Uma criança de 10 anos, inteligente, bonita, era um rato? Então voltou para a sua cama improvisada do lado da mãe. Sairiam dessa, de alguma forma aquilo passaria. Elas voltariam para casa onde estavam seu pai e irmão e eles a receberiam com música, comida e uma boa história.
Existe um dragão em meu quarto. Ok, não tem dragão nenhum até porque eles são gigantescos. Mas eu estou convencida de que existe um animal que cospe fogo e cheira a enxofre que mora em meu quarto. Talvez seja com meus cigarros semi-apagados. Minha vida é uma verdadeira bosta mesmo. Como posso falar que um bicho que cospe fogo mora em meu quarto se o único bicho que que tem por aqui sou eu? Completamente desnorteada da vida, eu bato nos móveis com meus pés incrivelmente grandes para uma garota de dezenove anos. Vai ver é por isso que ele escolheu morar em meu quarto já que se identifica com o meu pé. Mas que droga, não tem nenhum bicho em meu quarto. É que ando tão sozinha que fico inventando personagens para morar comigo. Isso ajuda quando me sinto só já que penso: pelo menos em meu quarto um animal me quer bem. Mas esqueço que esse animal faz parte da minha imaginação. Eu o até apelidei de Bob. O que a solidão faz com a gente, não é? Inventamos coisas para nos fazer companhia. Por exemplo, quando algum namorado briga comigo? É só falar: “Quem precisa de você se tenho o Bob?”. Eles ficam pirados comigo dizendo que nunca viram esse Bob. Eu fico rindo por dentro porque sei que nunca vão ver, mas eles não precisam saber disso. Nem eu vejo o meu Bob. Aliás, não existe animal nenhum em meu quarto. É melhor parar por aqui porque essa conversa não vai chegar a lugar nenhum.
Ela então sorriu ao ver aquela flor. Adorava flores de todo tipo. Orquídeas, tulipas, rosas e até girassóis amarelinhos cor de verão. Isso era completamente encantador naquela menina de treze anos. Todos diziam que ela era madura demais para sua idade, que seu corpo era adulto demais, que seu olhar era de mulher. Mas ela não era mulher não. Ela era uma garotinha como qualquer outra sua idade. Menina moça, sorridente, linda, grandes bochechas, cabelos grandes e encaracolados. Ela era linda e ninguém via isso. Assim como muitas pessoas nesse mundo ridículo. Todos passam pela gente sem nos olhar de verdade. E com ela também era assim. Até que um dia…
Enquanto envelhecia meus ossos, me olhavas de forma constante e perturbadora. Até gosto um pouco desse negócio de envelhecer. Esvaziar daquilo que nos torna mesquinhos, valorizar mais o momento e desvalorizar o material. Envelhecer é um dom que poucos tem. Não, meu querido. Envelhecer é diferente de ficar velho. Ficar velho são os ossos ficarem mais fracos, a pele enrugada, a vista embaçada, o andar dificultoso e a mente na época que passou. No olhar do passado. É isso que é ficar velho. É ter uma vida inteira e viver apenas o início dela. Envelhecer é viver tudo, inclusive e principalmente o presente. É que por mais que a dificuldade no andar e falar sejam presentes, a experiência também é. O valor da família. O valor daquilo que vivemos no momento nos torna completos e satisfeitos. Envelhecer é uma dádiva. Uma dádiva essa que tanto ansiei e consegui. A morte? Bem, a morte simplesmente faz parte da vida.
As crianças são os seres humanos mais felizes do mundo, mas elas não sabem disso, até descobrirem a verdade e tornarem-se adultos e infelizes, quando eu mi tornei adulto psicologicamente, nunca mais tive um sono de paz, virando a cabeça para todos os lados os problemas do dia a dia não mi deixa dormir, a gente começa a perder o prazer por jogos eletrônicos, tv, filmes e desenhos animados, tudo isso já não mi satisfaz, porque enxergar e compreender a desgrasa que é esse mundo são dar adeus a sua infância e sua felicidade.
