Luis Fernando Verissimo Sonhos
Partitura
Em uma noite distante
Tive os sonhos invadidos
Como delírios mágicos
Linda voz em meus ouvidos.
Baixa e suavizada
Cheia de pronuncias líricas
Como notas da partitura
Que virariam canção.
Talvez foi o sim
Que ao entrar em mim
Docemente me acordou...
Findou-se assim.
Eu não paro de sonhar
Só o fim dos sonhos me faria parar,
Mas tenho estoque para uma vida
E se necessário vou fabricar.
Eu não paro...
Eu não paro de sonhar.
Estranho meu
Sou ativista do inativo.
Vibro com meus sonhos não vividos.
Emociono-me com o que não tenho sentido.
Lembro-me de quem nunca foi esquecido.
Sou o belo que não se viu,
Juventude que jamais envelheceu,
Vida de quem nunca viveu.
Morte de quem sequer nasceu.
Não me conheço, sou o estranho meu,
Fé e crença de ateu.
Prazer em não me conhecer.
Prazer em não me rever.
Minha vida nunca me pertenceu.
Restaurar sonhos requer habilidades e técnicas apuradas, mas com sensibilidade e uma medida de boa vontade e possível mantê-los íntegros e renovados.
Delírios.
As palavras, por vezes, me emprestam verdades
Por outras... Sonhos.
Sei diferenciar pela reação da frase.
Realizo-me quando vejo uma frase sorrir.
Imagino os sonhos que passam na cabeça de cada letra que,
Certamente, decolam em viagens delirantes e inesquecíveis.
DOIS VERSOS
Faço de sonhos os meus versos,
Opostos de mim que habitam o mesmo universo.
Se o primeiro é cinismo que beira a loucura
O segundo é feito de letras de candura.
Se um desfaz e deprecia
Segue-se o que exalta e alivia.
Antecipa-se aos olhos o que emociona,
Abrindo caminho para o que chora.
Grita alto o que interroga rebelado
Responde calmo o tolerante que me deixa silenciado.
Agiganta-se meu verso que é pedra na vidraça,
Se segura o outro que é de vidro e se estilhaça.
Cresce a ira do que me vaia e me critica
Entende-me o verso que me aplaude e me paparica.
Abre-se em cada linha o lírico de ternura explícita.
O mais grosseiro avança para fechar a lista.
Agressivo é o verso tenso que me desestrutura,
Mas o verso suave cava a sua sepultura.
O meu primeiro verso fala de amor.
O segundo... Ratifica o anterior.
(Primeira poesia publicada no meu blog: www.doisversos.com). Visite-me.
Viver da solidão é o fracasso dos oprimidos pelo coração
que não mereçe sentimento claros sonhos tidos
beijos vãos
Os pensamentos voam e com eles eu aprendi a voar, a ser livremente, livre na mente, nos sonhos, no verso, na poesia.
Sonhos
Que a certeza da morte
Não sirva de pretexto.
Que se morra pelos sonhos
E não com eles.
Ainda que ao acordar
Finde o devaneio num segundo.
Que não se deixe de ancorar,
A utopia de um justo mundo.
Fantasias e vida se misturam.
Feito pedras e concreto.
A vida tem anseios que não duram.
Mesmo efêmeros, sonhar é sempre correto.
Céu
Pendurei os sonhos no céu,
vivo tentando alcança-los,
minhas estratégias fracassam
não consigo nem tocá-los.
Pedi ajuda ao poeta
pra poder derrubá-los
disse-me que sonhos do céu não caem
para tê-los
é preciso busca-los a cada dia mais.
Até em meus sonhos eu sou um idiota. Tento escapar e voltar pra realidade, em vão. O que deve ser pior viver ou sonhar?
Conte tudo para Deus não conte os teus maiores sonhos para ninguém, você pode se decepcionar e se arrepender.
Vai atrás dos teus sonhos, não espere que alguém te apoie ou te entenda. Apenas entregue nas mãos de Deus e trabalhe duro até conseguir.
