Luis Fernando Verissimo Sonhos
Para seguirmos na direção de nossos sonhos é preciso sonhar, dar os primeiros passos e fazer acontecer, e se, por acaso, não der certo recomece novamente.
CORRE ATRÁS DE TEUS SONHOS, mesmo quando eles te parecerem impossíveis, porque se pelo menos não tentar realizá-los, chegarás na velhice com remorso de nunca ter tentado.
O caminho está ai na tua frente, coloque os teus sonhos na mochila, e com Fé, Gratidão e Coragem na alma, a vida se renovará para você.
AMOR … DÁ PARA DEFINIR? É desejo de abraçar forte, com tudo que ele trás: passado, sonhos, projetos, manias, defeitos, cheiro, gostos. Amor é querer pensar adiante, ficar sonhando com o futuro. Talvez Amor seja não definir, mas saber diretinho qual é a definição. É você pensar em desistir e desistir de ter pensado de desistir ao sentir a paz que a presença que aquela pessoa trás. É querer dividir, somar, multiplicar... Os sonhos. É querer proteger. É a vontade de dormir abraçado e acordar junto. É sentir que vale a pena não só na festa, mas também na tristeza. È aquele sentimento que lidamos enterrando nosso orgulho, prepotência, ciúmes e egoísmo. O amor não é sempre entendimento, mas é a busca dele. O Amor é… Olhar na mesma direção. Amor é... A força mais sutil do mundo... Amor é...
Vento o que trouxestes? Aventuras, beijos de estrada, asas aos sonhos, se teu assobio disser sim, então irei contigo!
Cronologia
Ainda carregas sonhos não vividos,
Já sem graça depois de tanto passado.
Profecias tão sérias que acreditavas
Agora desconsidera para não se ferir.
A rua da vida se tornou larga,
Lembrando dos sinais que passou no vermelho.
Uma foto irreconhecível,
Com pose de quem jurava que tornaria o mundo livre.
Quantas condenações que aos outros queria impor
Hoje silencia para se proteger.
Quantas palavras que pronunciavas
Entusiasmado já nem quer ouvir.
Quantas afirmações de eternidade
Que precoce se foram.
Quanta vida dita infinita
já findou.
Quantos rostos desejou beijar,
Tão poucos beijou.
Sorvetes e sorrisos no parque,
Só eram deliciosos por ter
uma mão segurando na sua.
Hoje os poemas de amor sem nenhuma arte
Estão em algum caderno esquecido no mundo.
Ninguém mais te reconhece.
Ficou no caminho a beleza que tinhas.
Pessoas que amavas desapareceram.
Divagas pensando e nem lembra mais,
Que valeu a pena,
Mesmo tendo ficado pra trás.
Por onde entram os sonhos depois que fechamos a porta?
Eles são vivos? As intempéries não os atacam?
Onde vai parar o sereno quando não encontra as pétalas?
Os pensamentos esquecidos onde encontram abrigo?
Onde é o deserto dos amores perdidos?
E de nós mesmos, onde ficamos escondidos?
Dois sonhos não podem ocupar o mesmo verso simultaneamente, é preciso que sejam paralelos para que a poesia possa dormir serena no poema da vida.
O poeta lírico
Busca nos sonhos,
As verdades,
Ou mentiras críveis.
Na ânsia de libertar-se
Põe os suspiros na boca da alma
Os olhos perdem-se no tempo
E o coração bate compassando
Rimando versos melódicos.
Gramado
Cidade de sonhos
De invernos gelados.
Gramado da luz natalina
Das belas meninas
Do chocolate
E da neblina.
Gramado
Dos lagos
Dos cinemas
Dos vales e museus...
Gramado
Dos apaixonados
Da felicidade
Da gastronomia
E da hospitalidade.
Desisto-me.
Todos meus sonhos
Vivem outros sonhos.
Todos meus gostos
Tem outros gostos.
Aquilo que choro
Sorri para vida.
Tudo que eu ganho
Perde o valor.
Meu tropeço
Quebra uma flor.
Tudo o que existo
Não resiste.
Desisto-me.
Menino
Ah! Meu eu menino
confia em mim
Tenho vivência
E alguns sonhos jovens.
Deixa o dia florir
No sol que te abraça,
Ainda há vida
É preciso ser feliz
Até o dia que não amanhecer.
O dormir dos sonhos
Foi a última tarde
E depois
O inverno chegou.
Foi de sol meio ofuscado
Olhar embaçado
A sombra foi sumindo
Acomodando-se em baixo dos pés
Distante um vento zunindo.
A tarde fez-se pássaro alado
O manto escuro veio gelado
E pôs os sonhos para dormir
Frutas de ódio
No chão silenciam estrelas
Aquelas que fizeram parte dos sonhos.
Tem convivências que matam amores
Criam sentimentos antagônicos e sólidos
Espalham infindáveis sementes
Que produzem frutas de ódio.
Horizontes
Que a noite
Traga sonhos
e a rima durma
Macia e suave.
Pois a poesia distante
Cria caminhos
e a madrugada que os implante.
E que amanhã o sol
Desarrume tudo o que foi escrito
E provoque outras reflexões.
E que nos dedos cruzados
A cruz da dúvida floresça,
Sem preocupações demasiadas.
Sempre haverá o entardecer
Criando pontes
Fazendo renascer os horizontes.
Dia de fazer sonhos
Hoje é dia de fazer sonhos
De iluminar a estrada
De sorrir descontraído
De não se estressar com nada.
Cada um faz o seu sonho
E reúne todos ou alguns
Numa utopia incomum
Um sonha por todos
E todos sonham por um.
Poeta ou poesia
Em dia de sonhos sou poeta
E busco com toda energia
Quando realizo nada me afeta
Sou a própria poesia.
