Luis Fernando Verissimo Sonhos

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⁠#ALTURAS

Vagueia o poeta em sonhos...
Fita o céu, em reflexos, das mais variantes cores...
Lá onde os violoes choram...
Louvando a vida e os muitos amores...

Se um sonho se ergue...
Outro sonho cai...
E nesse eterno vai e vem...
O tempo passa e vai...

Desgraçado do poeta pobre...
Cujo em vida o túmulo o cobre...
Não amou...
Não foi amado...
Pela vida passou...
Ignorou e foi ignorado...

Em redoma ilusória...
Fechou-se em falsa glória...
E agora que o amor se foi...
Ninguém há de contar sua história...

O luar no céu se apagou...
As estrelas todas tombaram...
A terra abriu sua garganta...
E o poeta foi engolido...
E agora aqui, no que lhe digo...
Esse vazio medonho me espreita...
O poeta que um dia também sonhou...
Agora jaz na sarjeta...

Estrela d'Alva...
Imaculada e pura...
Faz-me novamente sonhar...
Erga-me às alturas...

Sandrinho Chic Chic

facebook.com/conservatoria.poemas

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⁠Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...

Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...

Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...

Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...

Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...

Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...

Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...

Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...

Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...

Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...

Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...

De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...

Passaste em vão...

Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...

Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...

Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...

Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...

Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um dia, talvez, haverá novos sonhos...
Ouvirei com encanto alguém que não conheço...
Para mim será o começo de tudo...
O começo de um novo mundo...

Agora para mim já tão frio e já tão tarde...
E sem fazer nenhum alarde...
A minha alma não descansa...
Não sou nem mesmo uma lembrança...
Uma esquecida sombra que ninguém repara...

Todo o amor é desejar...
Embora se viva às avessas...
Se o tempo troteia...
E pesa como uma estrela...
Quão afortunados são os amantes...
Quão infelizes os ignorantes...

Estranha cousa esta...
A ventura de querer ver-te bem...
Mãos de renúncia...
Mãos de amargor...
Ao perder seu amor...

Semente divina...
Que só n’alma germina...
Exalta o viver...
Em doce tortura...
Ai amor...
Que sorte de quem tem você...

Repara...
Aqui eu sem luz e sem vida...
Quando, alta noite, me reclino e deito...
Clamo por ti...

No vazio do meu leito...
Só o silêncio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Sonhos estão fora de moda...
Construir castelos sem nos ventos pensar...

Mas não desisto...
E sigo...
Lá vou eu, nas minhas tentativas...
Quero mais é sonhar...

Tiro um arco-íris da cartola...
Abro minhas asas...
Caminho sobre as estrelas...
Vivo com desejo de amar...

Neste mundo de liberdades...
Em que tudo pode, tudo é permitido...
Tudo que se começa...
Já tem hora para acabar...

Sou pessoa de dentro para fora...
Quando sonho, sonho alto... Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar...

O problema em ser intenso...
É que intensidade assusta, afugenta, oprime...
Quem tem medo de se dar...

Amanhã, já me reinventei...
Não me dou pela metade...
Não desisto de sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tenho sonhos de louco...
E o meu desejo canta
Sonoro e profundo...

Vejo tesouros sem conta...
Amarguras, de dor, de desenganos...
Amores cegos e profundos...

Guardei segredos...
E tive medo...

Porém dizes que não te quero…

E eu te pergunto...
A quem devo tudo o que fiz?

As poesias mais belas...
Apenas olhares receosos...
Como o silêncio dos mudos...

E logo a noite corre...
E os dias seguem de fato...
E arde-me o peito...
De amar-te e ti estar preso...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...

O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...

A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...

Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...

No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...

Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Deixados sobre a mesa...
Como os homens vivem...
Nem os deuses socorrem...
Os sonhos, as esperanças e ilusões...
Como um deserto imenso...
De conversas vãs...

Da enorme dor humana...
Que todos fingem não ter...
A essência de ser e parecer...
Conduz ao purgatório...
Sem ninguém perceber...

Vácuo imenso e fundo...
Eterna busca...
Inconstância do homem de ser...
Responde sorrindo à cruel realidade...
Enquanto perde-se no horizonte...
Acreditando crer...

A terra cumpre sua promessa...
De tornar a todos iguais...
O bom, o mal...
Quem riu, quem amou...
Que chorou os seus ais...

Nem este falso silêncio...
Sobre os ombros nus
e esmagados...
Nem o luar...
Pode esconder os pecados...

Raro e vazio dia.
Noite desamparada...
O momento é tão fulgaz e rápido...
Até para o mais amado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Entre as sombras do desconhecido,
Onde a ausência desenha o seu traço,
Eu me perco em sonhos, tateando,
O que seria ser pai, o que seria o abraço.

Nas horas em que o silêncio é profundo,
E a dúvida murmura em seu canto sereno,
Imagino o futuro, o toque do mundo,
O calor de um vínculo, suave e pleno.

Não conheço o rosto, nem o riso,
Mas sinto a presença, um eco distante,
E em cada pensamento, um delicado aviso,
Que em algum lugar, um filho é um instante.

O que seria eu, pai, em sua história?
Um guia, um porto, um alento, um farol,
Em cada gesto, a promessa de memória,
De um amor que transcende e consola o sol.

Inserida por italo0140

Eu fecho os meus olhos
Mas ainda assim te vejo
Você tá nos meus sonhos
Porque ainda te desejo

Eu me tornei um escravo
Em agonia todo santo dia
Pela solidão, sou açoitado
Desejando a sua companhia

Por você, minha alma anseia
Por ti, a minha vida suspira
Por você, minha alegria pranteia
Por ti, minha consciência pira

O amor que um dia era...
Hoje é só uma quimera.

Inserida por italo0140

É melhor ficar atento aos lugares e as pessoas....

Que procurar sonhos...

Encontrando desilusões...



Na rua em que eu moro...

Pedras azuis...

Conhecem minha história...

Vivi ardis...

Testemunhas de minha trajetória...



Tudo aqui é um palco de emoções...

Pecados deliciosamente cometidos...

Sem arrependimentos...

Sem perder juízo...



Uma vida cheia de cores...

Valores...

Sabores...

De tudo um pouco...

Experimentei..

Com moderação...

Sem me perder...



Meus erros fazem parte da minha vida...

Errar também é um acerto...

Um jeito...

De melhorar...



Certeza sempre tive...

Carrego comigo essa idéia..

Manter a chama acesa...

Que nunca deve se apagar...

E na esperança que um dia tive...

Meus sonhos sempre irão se abrigar...



Ao homem é permitido...

Estender suas asas ao infinito...



A liberdade é plena...

Horizonte pode alcançar...

A mais bela estrela pode tocar...

Sonhar, viver, sentir...

Fazer seu destino...

Por aí...



Quando ama tudo transforma...

O fel vira mel...

As distâncias se encurtam...



Nasce então a Poesia...

Fazendo-se presente...

A alma sente...



Tormentas da vida perdem o sentido...

Não há perigo...

Em coração alheio...

Encontra abrigo...



As mãos entrelaçadas...

Antes distantes...

Agora alcançadas...

Fazem bater em uníssono ...

O coração partido...

Possuindo um sentido...



É tão bom sorrir...

E nos olhos do amor se ver...

Rosto enrusbescer...

Corpo tremer...



Ah...

Quero voltar a amar...

E tudo isso voltar a sentir...



Permita Deus que eu possa...

Antes de partir...

Deixando de sofrer...

Mais uma vez viver...



Sandro Paschoal Nogueira

— em

Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho

#Defendo #o #que #sou...

E você?

Que fará com a lembrança...

De sonhos perdidos de criança?

Seu futuro será em preto e branco?

O tempo correrá noite e dia ?

Passará por madrugadas frias?

Seu choro será contido?

Amargamente escondido?

O sangue ficará frio ?

Terá um irônico sorriso?

Enfrentará com coragem o seu medo?

A pureza apagará...

E no fundo do olhar...

Algum brilho terá?

Se eu lhe digo essas coisas...

Embora me odeie...

Falo da ternura que você não sabe...

Custa encontrar o amor...

A você entrego esta mensagem...



Sandro Paschoal Nogueira

#Vento #que #varre #minha #alma...


Que em campos floridos espalha meus sonhos...

Coração ora alegre...

Coração ora tristonho...



Abrindo os véus de ilusões...

Assim eleva meu espírito....

Ao céu cheio de azul...

Faz da vida ter mais sentido...



Me traga de volta à cidade...

Onde nasci...

Aonde mais rápido que ela...

Envelheci...



Aonde o menestrel canta à lua...

Pelas pedras azuis a caminhar...

Dos que partiram...

Da saudade aqui a ficar...



Na lembrança do abismo de mim....

Em pegada sem caminhada...

Só posso encontrar...

Estrela brilhante a me guiar...

Suave melodia a me encantar...

Mão a outra encontrar...

Outra alma para amar...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

#Uns #partem...


Outros ficam...

Na cidade dos sonhos...

De um mundo perdido...

Estrela do Norte...

Anuncia uma madrugada fria...

Uma névoa tênue e esvaecida...

A irmã do sonho no céu brilha...

E os violões choram...

Tristes sem na verdade o ser...

Casarões antigos abrigam...

Histórias e amores antigos...

E o destino forte...

Junto aos menestréis...

Faz tudo reviver...

As pedras azuis...

Sem saber isso eu o porquê ...

Entre si comentam...

Sou aquela que por mim passam e ninguém vê…

E na visão do poeta que sonhou...

Que veio ao mundo para isso ver...

Junto a elas chora...

Pelo amor que nunca encontrou...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Rodoviária de Conservatória.

#Ouvi #dizer #que #o #tempo #não #volta #atrás...
Enquanto podia e estava ali...
Meus sonhos sempre estavam a florir...

Não me diga que não está na hora...
Não sei se fico ou se vou embora...
Se me acho...
Se me perco...
Se me dou assim...
Meio sem jeito...

Fazia questão de transparecer...
Em cada tentativa e em cada sorriso...
Todos dado sem retorno...
Tanto eu tinha a lhe oferecer...

Enquanto podia de mim desfazia...
Como um tolo eu me enganava...
Verdade dura e cruel...
Que eu não encarava...

Mas a ponte se quebrou...
A porta fechou...
Amor acabou...
E coração endureceu...
Já não mais é seu...

Adeus...

Sandro Paschoal Nogueira

Enfeitei minha alma de margaridas...
E descobri o meu próprio jardim...
De meus sonhos...
Construí minha realidade...
Descobri que o horizonte não tem fim...

Sou aquele que chora de melancolia...
Que não aguenta se segurar por dentro...
Que descobriu em fração de horas...
Que viver é só um momento...

Sou presença de amor profundo...
Revirando caminho que traço...
Olhar arisco em olho terno...
Destino bordado no tempo...

Criança de alma pura...
Que a Deus conta em murmúrios...
Suas felicidades ...
Suas amarguras...

Sou simples assim...
Tais quais as margaridas do meu jardim...

Sandro Paschoal Nogueira

“Embalamos novamente nossos sonhos e sorrisos,
e recomeçamos, porque nunca deixamos de acreditar.”

Inserida por CarmenEugenio

“⁠Só quem já realizou sonhos, sabe quantas noites de sono passou.”

Inserida por juniormartins

Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Inserida por droplets