Lugar

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Vá ao seu cantinho secreto, ninguém precisa saber, lá há de ser um lugar onde só cabe você. Não revele seus planos, para que não lhe roubem a paz ,e tudo se concretize no que a te se apraz.

Recomeçar não é voltar ao zero — é começar de um lugar onde você já sabe quem não quer mais ser.
O recomeço não pede permissão — ele acontece quando a alma não cabe mais no antigo cenário.⁠

“A vida não nos define pelo lugar onde começamos, mas pelo espaço onde conseguimos existir em verdade.”⁠

“O que nos define não é o ponto de partida, mas o lugar onde a nossa essência consegue respirar em verdade.”⁠

O inferno que quase me destruiu, foi o mesmo lugar onde Deus me tirou e me ensinou a sobreviver sem perder minha essência

A profundidade da nossa vida espiritual revela o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nosso coração.

Acho que uma das maiores vitórias da vida é poder pertencer ao lugar onde a gente realmente quer estar, e não ao lugar que foi imposto pra gente.

Ôôô, deixa o pagodeiro cantar...
Que hoje o coração tá dividido em dois lugar!

Primeira Parte
Ana me espera lá no portão
Com brilho no olho e marmita na mão
Tem o abraço que cura ressaca
Tem o beijo que bagunça e ajeita a casa

Ela cobra, ela cuida, ela faz drama
Mas sem Ana meu peito vira cama
Sem lençol, sem calor, sem nada
É ela que manda no meu coração de quebrada

Refrão
Mas quando a lua chega e o samba esfria
Selena aparece na minha poesia
Não tem zap, não tem foto, não tem endereço
Só tem voz de sereia e me tira do avesso

Ana é meu chão, é minha raiz
Selena é o pagode que a alma quis
Meus dois amores, e agora me diz
Como é que faz pra ser feliz?

Segunda Parte
Ana é ciumenta, me arranha, me beija
Reclama da vida, mas não me deixa
Diz que eu sonho demais, que eu vivo no mundo
Mas sem ela eu não sou ninguém, eu juro no fundo

Só que de noite, no compasso do tantã
Selena me chama pra sambar na manhã
Ela não cobra, não pede aliança
Só dança comigo quando a vida cansa

Refrão
Mas quando a lua chega e o samba esfria
Selena aparece na minha poesia
Não tem zap, não tem foto, não tem endereço
Só tem voz de sereia e me tira do avesso

Ana é meu chão, é minha raiz
Selena é o pagode que a alma quis
Meus dois amores, e agora me diz
Como é que faz pra ser feliz?

Ponte - Repique de Mão
Fala, meu povo!
Se Ana descobrir desse amor no ar
Vai virar mesa, vai ter que explicar
Mas como eu falo que Selena é inspiração?
Não é traição, é só imaginação!

Tô na roda, mas tô dividido
Metade no copo, metade no sentido
Amo a real e amo o que inventei
Sou maluco assim desde que me entendi

Refrão Final - Todo mundo junto
Ana é meu chão, é minha raiz
Selena é o pagode que a alma quis
Meus dois amores, e agora me diz
Como é que faz pra ser feliz?

Ana me abraça, Selena me canta
Uma me acalma, a outra me encanta
Meus dois amores na mesma quebrada
Um tá na cama, o outro na batucada!

Final
E deixa o menino... que ele ama duas vez...
Ana na vida, Selena no cavaquinho outra vez! Ôôô

Namorar? Casar?
Sim.
Mas que seja com alguém que coloca Deus em primeiro lugar.
Pois quem honra o Primeiro Mandamento entende o valor e o compromisso do casamento.

Poesias pré-fabricadas





Construir uma casa
É compor uma poesia
Quero tudo no lugar
Onde sonhei desde criança
Nada de alugar
A poesia é meu lugar
Onde deposito toda minha esperança

Quero fazer uma poesia
Compor uma casa
Construindo um futuro melhor
Num compor-me desventuroso
Aventurar-me na poesia de cada dia

As idéias me vem com força de ser
Discernimento
E é impossível
A vontade de escrever conter
Da vida social
Na eterna terna construção
Se abster

No meio dessa obra
Esse canteiro de cimento verde esperança
Indomável inspiração concreta
Doce e amarga ferrugem que corrói
Os vergalhões da saudade
De um tempo de criança

Poesias são eternas
Como as moradas eternas
Poesias se reformam
Como as casas se remodelam

Coisas que vem do coração
Geradas toda hora
De instantes descartáveis
Poesias afáveis
Pré fabricadas na alma

A era da criação desenfreada deu lugar à era do refinamento consciente; o desafio atual não é mais produzir o novo, mas elevar a essência do que já existe à sua máxima evolução.

“Há uma prudência silenciosa na alma que reconhece quando um lugar deixa de ser escola de virtudes e passa a tornar-se campo de desgaste. O espírito disciplinado não se apega ao que corrói, nem insiste onde a razão já advertiu sobre o dano. Afastar-se, nesses casos, não é fraqueza, mas exercício de governo interior, é uma escolha serena de preservar a própria integridade, como quem guarda a chama da lucidez contra ventos que apenas consomem e não edificam.”

Travessia no deserto




O deserto é um lugar difícil e impiedoso,
nele, o perdão diverge da tolerância e as renúncias divergem do ego,


O que deixou de ser moradia hoje se transformou numa sequencia inusitada de tombos e através desses mesmos tombos foi criando asas para alçar os novos voos do amanhã,


Lembre-se, a pressa de algumas ações pode fazer a sua própria realidade doer, pois se uma rosa é apreciada calmamente ao sabor de um olhar atento ela será significativa e se manterá linda, agora se a mesma rosa for apreciada e tocada com euforia ela permanecerá bonita, mas seus espinhos irão fazer a sua tolice sangrar,


Já pedi muito por você para os céus, então a cabeça perguntou, o coração reagiu e o corpo sentiu, porém apenas o silêncio foi quem interagiu,


Logo, foi lá no vazio que eu aprendi como se deve voltar forte e abraçando o mundo.

O que é a morte?
É o momento que a vida deixou o corpo mas levou a alma para um lugar melhor.

⁠Olhe para uma árvore.
Ela não pode sair do lugar.
Porém, ela não passa sede
e muito menos sabe o que é fome.
Jeová DEUS a alimenta
Todos os dias!

Eu tento não mostrar o que sinto por você,
mas toda vez que estou no mesmo lugar que você,
meu coração parece um barco em meio à tempestade,
agitado… como se a qualquer momento pudesse naufragar.”

A escrita foi o primeiro lugar onde consegui existir sem precisar me explicar.

Muito antes dos livros, dos projetos, das entrevistas, da comunicação profissional ou da construção pública da minha trajetória, existia apenas uma menina tentando encontrar uma forma silenciosa de permanecer inteira dentro de si mesma.

Eu comecei a escrever muito cedo.

Tão cedo que, durante muito tempo, nem percebi que aquilo tinha nome.

Enquanto algumas crianças aprendiam a falar sobre o que sentiam, eu observava.

Observava os silêncios das pessoas.
Os desconfortos escondidos atrás de respostas rápidas.
As mudanças sutis de comportamento.
Os olhares cansados.
As emoções interrompidas no meio da frase.

Desde pequena, eu sentia o mundo de forma intensa demais para caber apenas na superfície das conversas comuns.

E talvez tenha sido exatamente por isso que a escrita apareceu tão cedo na minha vida.

Ela não surgiu como escolha estética.

Surgiu como necessidade emocional.

Escrever era a maneira que eu encontrava de organizar aquilo que ainda não sabia explicar.

Enquanto o mundo seguia rápido do lado de fora, eu escrevia para desacelerar o que acontecia dentro de mim.

E naquele espaço silencioso entre pensamento e palavra, algo começava lentamente a fazer sentido.

A escrita foi o primeiro lugar onde não precisei simplificar minha percepção para caber no ritmo das outras pessoas.

Porque existem experiências humanas que não conseguem nascer completamente na fala.

Alguns sentimentos precisam de pausa.
Precisam de tempo.
Precisam atravessar silêncio antes de virarem linguagem.

E foi escrevendo que comecei a entender algo que me acompanha até hoje:
nem toda comunicação acontece através da voz.

Algumas das conexões mais profundas da vida acontecem quando alguém finalmente encontra palavras para sentimentos que carregou sozinho por anos.

Talvez por isso eu nunca tenha conseguido escrever de maneira superficial.

Para mim, palavras nunca foram apenas ferramentas.

Elas sempre carregaram presença.

Cada frase que escrevo nasce primeiro da observação humana.
Da escuta.
Da tentativa de compreender aquilo que geralmente passa despercebido nas pessoas.

Porque eu sempre senti que existiam dores muito silenciosas escondidas dentro de pessoas aparentemente funcionais.

Existiam mulheres cansadas sendo chamadas apenas de fortes.
Existiam crianças tentando sobreviver emocionalmente enquanto ainda aprendiam a existir socialmente.
Existiam pessoas sorrindo em ambientes onde já estavam emocionalmente ausentes há muito tempo.

E sem perceber, fui transformando tudo isso em escrita.

Não para produzir efeito.

Mas porque era a única maneira honesta que encontrei de permanecer conectada ao mundo sem me afastar de mim mesma.

A escrita se tornou meu espaço de tradução interna.

Ali eu conseguia transformar excesso em clareza.
Confusão em percepção.
Silêncio em linguagem.

E durante muito tempo, meus cadernos guardaram partes minhas que eu ainda não conseguia mostrar para ninguém.

Ideias soltas.
Perguntas difíceis.
Reflexões inacabadas.
Medos que eu ainda não compreendia totalmente.
Observações sobre pessoas que talvez nem imaginassem o quanto revelavam através dos pequenos detalhes.

Hoje entendo que comecei a escrever antes mesmo de saber exatamente quem eu era.

E talvez tenha sido justamente a escrita que me ajudou a construir essa resposta ao longo dos anos.

Porque escrever nunca foi apenas sobre produzir textos.

Foi sobre aprender a existir emocionalmente sem me abandonar no processo.

Foi sobre encontrar uma forma legítima de comunicação em um mundo que muitas vezes exige rapidez de pessoas profundamente sensíveis.

Talvez por isso meus livros nunca tenham sido apenas projetos editoriais.

Cada obra carrega experiências emocionais que passaram primeiro por dentro de mim antes de chegarem até o leitor.

Cada texto nasce de algo que precisei observar, sentir, compreender ou sobreviver emocionalmente de alguma forma.

Porque eu nunca consegui escrever apenas para informar.

Eu escrevo para tentar alcançar lugares humanos que normalmente permanecem sem linguagem.

O cansaço que ninguém valida.
A solidão escondida dentro da funcionalidade.
As perguntas silenciosas que as pessoas fazem para si mesmas durante a madrugada.
O medo de não ser compreendido.
A exaustão de precisar parecer forte o tempo inteiro.

E talvez tenha sido exatamente aí que descobri o verdadeiro poder da escrita.

Palavras não servem apenas para transmitir ideias.

Às vezes, elas devolvem reconhecimento emocional para alguém.

Às vezes uma pessoa lê uma frase e sente, pela primeira vez em muito tempo:
“alguém finalmente conseguiu traduzir isso.”

E sinceramente… existem poucas formas de conexão humana tão profundas quanto essa.

Com o tempo, percebi que escrever não diminuía a complexidade da vida.

Mas me ajudava a atravessá-la sem endurecer emocionalmente.

Porque a escrita não exige perfeição.

Ela exige verdade.

E verdade emocional talvez seja uma das coisas mais raras da nossa época.

Hoje, olhando para tudo o que construí, consigo perceber que muito antes da profissão existir, a escrita já estava lá.

Silenciosa.
Discreta.
Paciente.

Me esperando crescer até entender que ela nunca era apenas um talento.

Era linguagem da alma.
Era percepção organizada em humanidade.
Era a forma mais honesta que encontrei de tocar o mundo sem precisar gritar para ser ouvida.

No fim, percebi algo que mudou completamente minha relação com as palavras:

eu nunca escrevi apenas para publicar livros.

Eu escrevi para deixar partes minhas respirarem fora de mim.

E talvez seja isso que um texto verdadeiramente humano faça.

Ele atravessa o silêncio de alguém
e sussurra, com delicadeza:

“você não foi o único a sentir tudo isso.”

"Vem cá. Senta aí. Deixa eu te contar uma coisa.
Eu vim de lugar nenhum. Família sem condição. Sem pai. Sem dom. Sem habilidade. Sem altura. Sem dinheiro. Eu era o cara que ninguém olhava duas vezes. O que todo mundo apostava que ia dar errado. Menosprezado. Escarrado. Rejeitado.
Se tem uma coisa que eu sei nessa vida, é ser rejeitado.
Eu não nasci inteligente. Nunca fui o cara mais esperto da sala. Não tinha talento especial. Não tinha físico. Não tinha QI alto. Eu tinha nada. E o pior: todo mundo me lembrava disso. Todo dia.
Mas aí… algo aconteceu.
No meio do nada, da poeira, do silêncio e da fome… eu encontrei Alguém que comprou todas as fichas da minha vida.
Cristo.
Não foi religião. Não foi discurso bonito. Foi um encontro. Foi Ele olhar pra mim — com meus trapos, minha raiva, meu cansaço, minha alma rasgada — e dizer: 'Esse aqui é Meu. Eu aposto tudo nesse rejeitado.'
E ali eu descobri quem eu realmente sou.
Não sou coitado. Não sou vítima. Não sou o que dizem de mim.
Eu sou obcecado.
Eu sou imparável.
E sabe o que mais? Eu descobri que, se eu tivesse altura, talento, dinheiro, inteligência, dom… isso tudo seria apelação. Deus teve que me fazer assim — pelado, quebrado, humilhado — pra não ficar injusto pros outros. Porque se Eu tivesse só mais uma vantagem, ninguém segurava.
É sério. Eu sou apelação pura. E nem percebi.
Hoje eu ando com a fúria de quem já perdeu tudo e descobriu que ainda assim vence. Não tenho superpoder. Não tenho QI de gênio. Não tenho físico de atleta. Tenho uma coisa muito mais perigosa:
Uma alma que se recusa a perder.
Então pode vir. Pode vir desaforo, doença, dívida, solidão, desprezo. Já tô vacinado. Já morei no fundo do poço. E quer saber? De lá eu aprendi a escalar com unha e dente.
Cristo comprou minha ficha quando ninguém mais quis comprar. E desde aquele dia, eu nunca mais perdi uma luta.
Eu sou imparável.
E quem duvidar, é só atravessar."

Fecho os olhos e só escuto barulhos!
Vejo um monte de formigas opérarias, indo de um lugar ao outro, existindo.
Elas não escolherem estar aqui, mas se é para estar, que tenho algum sentido. O movimento ilude o tempo.

Foi-se o mês de maio, mês do amor, da doçura das noivas e mães. Passou para dar lugar ao mês de junho, mês paixão, cheio de cores, sabores, sons, luzes no céu e no chão. Não sei se é o calor da fogueira. Não sei se é o amendoim torrado, o coco ralado, quadrilhas, barraquinhas o forró, o quentão. Não sei se é o frio que pede abraço e dengo, se é o dia dos namorados que espalha romance no vento, ou é o arrasta-pé, coladinho no salão, que faz todo mundo lembrar que ser casal é arretado. Em junho, quem tem xodó fica muito mais apaixonado. E quem não tem, se anima a procurar um amor para se alegrar e quem sabe fazer um casamento...
Mesmo que seja só pelo tempo de uma quadrilha.