Lucidez
Eu dizia complete-me, pois quem ama tem moral, curtindo a loucura transpondo as lucidez;
Agente faz e acontece sobrepondo tudo que vira musica para reconstruir um desafio;
Mais o nosso destino traz nas asas um novo dia com a esperança de ter o seu amor;
Não sei como guardar o tempo que me traz a ausência do seu olhar;
Me ensina a caminhar em sua direção para que eu possa entender todo o seu querer;
Meus sentimentos me dão lucidez e o meu coração desvirtua a minha razão para que eu tenha a chance de vencer;
Sem querer ser o que o vento insiste em querer te fazer ver sem lucidez, sem medo de ser feliz, viva o prazer de viver;
Minha lucidez desordenou os meus sentimentos e minha loucura cativou o meu coração e permanentemente na minha inconstância, tenho maneiras de acalentar com minha paixão;
Inquietante, mas capaz o meu amor é mais do que posso ser aparentemente, sem medo de errar me doando para sempre amar;
Quando me entrego é como um salto para o infinito sem recuo, sem retrocesso, no entanto a comodidade no amor não é o que espero;
Lucidez para fazer o que tiver que se feito com extrema competência é a medida da razão...
E insanidade para se contiver o coração a transbordado de paixão!
A violência é tão evidente que não se envergonha de andar por entre agente
Pois tudo é tão real, com armas e flores em noticiário de telejornal;
Já não aguento um país de tantos corruptos
O que vale mais ser ignorante ou ser burro?
Como em um
fundamental
Momento de lucidez
Me nasce a pergunta...
Quem ensinou
O sentido do amor?
Ou quem faz querer
O sentimento
Mútuo de valor
Porque?
Mostre, demonstre
Articule o entender
Pois só o amor
Verdadeiro
É mesmo pra valer
Não me importa
A quem ama
Ou como ama
Se me der a direção
Irei de todo coração;
Se a minha lucidez não agrada a gregos e a troianos, imagina a você, que estou pouco me importando?
Amar é
Foi e sempre será, a lucidez do coração
É curar os erros e superar toda e qualquer frustração
Reconhecer que o medo nos alcançou
Mas nunca desistir por interferência da dor...
Amar é
Encantar de propósito, acalentando com todo amor...
Suportando o silêncio, abraçando o barulho seja ele onde for
É disfarçar o ciúme e dizer que está tudo bem
Em ritmo de harmonia como um jardim de uma única flor
Amar é
Se declarar com elogios subliminares
Cultivando com palavras afetivas
E sentir reciprocidade de um sorriso muito grato!
Quanto mais insano é
mas lucidez se quer
coragem não é ausência
do medo! Mas a tolerância
de equilibrar os dois sentimentos;
A LUCIDEZ ENTRE O PENSADOR E O IDIOTA.
O pensador, mesmo quando dorme, permanece desperto. Não desperdiça o tempo alheio em choros estéreis nem se detém nas perdas que a vida naturalmente impõe. Ele escreve desde cedo e, ao escrever, não registra apenas ideias, mas atravessa vidas. Observa os acontecimentos da noite e dos dias com igual atenção, pois sabe que a consciência não repousa quando a lucidez é vocação.
Em oposição silenciosa, o idiota não busca a verdade, mas a confirmação do próprio ruído interior. Sua filosofia não nasce da dúvida, mas do medo de pensar. Ele transforma a ignorância em abrigo e a convicção vazia em escudo. Enquanto o pensador interroga o mundo para compreender a si mesmo, o idiota interroga apenas para vencer, não para aprender. Um escreve para existir, o outro fala para não se sentir pequeno.
O pensador toma da pena uma única vez diante do papel, não por economia, mas por precisão. Logo a abandona para acolher outros pensamentos, compreendendo que o silêncio também é linguagem. Ele incomoda porque não se curva ao consenso, mas vive tranquilo porque não depende de aplausos nem se fragiliza diante da censura. Já o idiota permanece, gira, insiste. Sua lógica é circular porque seu espírito não se move, e ele chama de firmeza aquilo que é apenas recusa de revisão interior.
Não dependendo de críticas positivas ou negativas, o pensador simplesmente é. Sua natureza evola em torno do próprio estro, fiel àquilo que o constitui. O idiota, ao contrário, precisa do olhar alheio para sustentar a própria ilusão de sentido. Um avança em silêncio, outro estagna em barulho. E assim, enquanto o idiota escolhe permanecer igual por medo da dor que o pensamento verdadeiro provoca, o pensador aceita essa dor como preço da lucidez e segue adiante, porque compreendeu que pensar é um ato de coragem e existir com consciência é a forma mais alta de dignidade humana.
