Longevidade
Começar do zero assusta qualquer ser mortal...olhar a longevidade de todo o novo caminho sem se ver o que há para lá do ponto de partida...imperativamente o pensamento enruga-se em mil questões antigas...o medo de tudo voltar ao ponto zero...no entanto todos os pontos zeros avançam nas contabilizações positivas e é esse o foco que se deve manter sempre que temos que fazer recomeços...cada recomeço é um nascimento pronto a crescer num desabrochar novo e tudo que é novo tem os mil encantos dos desafios misteriosos que alimentam as caminhadas...
A longevidade e o apego exagerado à vida me faz pensar que certas pessoas têm muito medo do juízo final.
A longevidade do amor é uma contradição em si mesma. É ver o extraordinário e inédito na pessoa amada, mesmo que as memórias e a sociedade gritem o contrário no seu coração.
A inteligência não garante a longevidade. O que garante a longevidade é o uso sábio da inteligência, a Sabedoria.
Mas a longevidade, afinal, é um avanço revolucionário da medicina e da cultura ou um retrocesso vingativo contra os indivíduos?
A gente descobre o que é viver o agora quando compreende que nossa longevidade é só uma consequência do nosso dia a dia.
A longevidade de um momento
Poderei ver o reflexo do futuro
Através dos fragmentos do meu desejo
Nos pedaços eu vou poder ver nossas silhuetas
Sincronizando suas emoções em harmonia
Tocarei meu amor em notas de entrega
E você cantará seu carinho em tom de paixão
Posso ver as rachaduras do presente
Através dos fragmentos do meu desejo
Enfrentando a miragem da minha inocência
Buscando poder para encarar a complexidade de duas almas
Que encontram na vontade a esperança de um toque
E acham na realidade o frio do espaço
Pude ver o impacto do passado
Através dos fragmentos do meu desejo
O poderoso corte que a decepção me causou, derramou lágrimas
Assim como abriu a cicatriz da sua confusão
Fez minha solidão gritar por um momento de presença
E fez calar as palavras que satisfazem teu coração
O segredo da longevidade na vida é aprender a ser feliz e gentil com seu coração, mente e espírito.
Pensamento.
Se a longevidade da vida fosse proporcional ao comportamento do homem, por certo, a evolução espiritual seria evidente.
Receita para longevidade no casamento.
Eu ganho, ela gasta;
Ela manda, eu obedeço;
Ela bate, eu apanho!
O segredo pra viver
Com boa longevidade
É manter a harmonia
Agir com suavidade
É plantar na relação
A semente da união
Pra colher a amizade
Minha família tem a característica da longevidade. Minha avó, por exemplo, morreu aos 97 anos. Quer dizer, vocês vão ter que me aturar por muito tempo ainda.
PALOMA:
P- Parabéns pelo seu niver,
A- A luz divina te guie,
L- Longevidade na sua vida,
O- Ótimo niver querida,
M- Maravilhas pra você todo dia,
A- Alegria e amor sejam sua companhia.
Amor, Amizade e Longevidade, caminham juntos.
Ontem, no velório do meu irmão; que foi tudo tão de repente, sem que soubéssemos e nem ele, que tinha uma debilidade, uma inércia em um órgão ali, silenciado e prostrado. Naquele lugar fúnebre, feito para você ver e sentir o adeus ao corpo porque a alma já estava em seu destino ou seguindo sua trajetória ou se desfazendo rápido em átomos se espalhando pelo ar. Afinal de contas somos feitos de que?
Dificilmente paramos pra pensar do que somos feitos! Viemos ao pó e ao pó voltaremos é o suficiente? E ficamos aqui dizendo que queremos nos tornar pessoas melhores, mas desconhecemos toda a nossa complexidade, física, mental, espiritual. Será que conseguimos nos tornar pessoas melhores se desconhecemos a nossa composição, nossas fragilidades ou melhor dizendo, nossas potencialidades e fortalezas? Sim! Somos capazes de tudo! E se somos capazes de tudo, somos capazes de nos descobrir, nos transformar e nos potencializar, chegando exatamente onde queremos. Mas, como nos tornar algo que queremos se não nos conhecemos? Bom, temos muitas formas de descobrir isso; inclusive a física, a mecânica quântica, também ajuda muito nessas respostas. E tudo ali, juntinho: Ciência e espiritualidade.
Ali, naquele local onde todos chegavam para olhar para ele com sentimentos, sentir e chorar, tive a oportunidade de ver pessoas que não via há muito tempo. Pessoas queridas que um dia tiveram uma participação estreita e emocionante em minha vida e que não poderia deixar de relembrar naquele momento. E numa mistura de tristeza e alegria, tive a oportunidade de abraça-los e sentir a saudade ali, peito no peito.
A saudade do meu irmão já estava em mim, como um “In print”, pois sabia que não teria mais a oportunidade de abraçá-lo fisicamente. Fisicamente! Mas, se a gente for falar do físico, esse texto não termina nunca!
E então, a cada perda, a cada momento fúnebre a gente escreve sobre aquele bem precioso que está partindo, mas continuamos com as mesmas atitudes. Não estou nos julgando! É que é inconsciente mesmo! Porque voltamos aos nossos postos de trabalho, às nossas tarefas, ordens e compromissos que nos afasta dos significantes e importantes propósitos da vida; que também são os amigos! Amigos de forma geral; afinal de contas estar junto com alegria e fraternidade é uma amizade!
Portanto, a saudade que eu gostaria de colocar aqui é aquela que naquele momento vem e nos chacoalha, nos faz refletir e até meditar ali no meio de todo mundo: Aonde estavam essas pessoas? Aonde eu estava? Colegas de escola, de faculdade, vizinhos, primos, tios, parentes? E percebi que esperamos muito para dar um abraço, para dizer eu te amo e para encostar no peito e fazer carinho em quem já deveríamos estar compartilhando ternura e alegria.
E, finalmente, dar e receber com naturalidade e com a verdade aquilo que fomos feitos para dar e receber: Amizade e Amor!
Que só percebemos e refletimos no que poderia ser feito e do quanto gostaríamos de fazer e entregar, ali, num momento como aquele! Onde comentamos, e discutimos sobre o assunto, e nos prometemos de nos ver mais vezes e nos encontrar. E assim, cada um sai dali seguindo seus rumos e novamente se esquecem!
Descobri, que cada pessoa querida que velamos é uma oportunidade de reflexão e redirecionamento em nossas vidas! Aquele corpo não está ali a toa ou do nada. Velar alguém é uma despedida, mas é a grande oportunidade e significa repensarmos no que fizemos e no que queremos fazer dali por diante. Se pensarmos bem, nos prometemos ali, na fragilidade do momento e nos abraços apertados. E depois?
Finalmente, descobri naquele momento a significância de um velório, além de velar quem já se foi! É ele, aquele corpo que ali está, até mesmo sem ele saber, nos dando a oportunidade de reaprender a Abraçar e Amar e a se reencontrar!
É aquele corpo, servindo como uma metáfora, já que precisamos de uma matéria para entender a vida e a morte, que está nos aproximando e gritando para cada um de nós: Aprendam além daqui o que é a Amizade, o Abraço e o Amor!
E repete, e repete e repete: Aprendam além daqui, deste velório, o que é a Amizade, o Abraço e o Amor, que é o que os fará viver bem, com saúde e longevidade!
Cris Salles
12/3/24
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