Logo ali na Proxima Esquina
Fui ali no céu brincar com as estrelas, domar cometas e saltar buracos negros. Um dia me encontro, um dia te encontro. Um dia além dos céus, além de nós.
E se via ali, parada na cozinha, com uma xícara de café fazendo novos planos. E ela vive assim e vive bem. Agarra-se a algo que queira e vai de encontro... se é difícil, 'demorado', se requer dedicação além, ela não se importa desde que seja isso que a fará realizada. Ela sabe que foi criada para coisas grandes, logo, o medo não tem a menor chance.
Na minha lembrança, esse momento não termina. Só ficamos ali, fitando um ao outro, eternamente.
Sei
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali
Em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Ser fiel está muito além de beijar ou não outra pessoa.
Ser fiel é querer estar ali, mesmo quando se pode estar em qualquer outro lugar.
A melhor coisa é poder viajar,e se livrar do estres desse mundo.Ficar numa casa ali bem perto do mar,chegar e ver que as ondas estao rolando.
A vida é assim, espertinha. Você pode passar o tempo todo ali, preparada, mas basta um segundo de distração, que já era, nocaute. Sou adepta ao “o que não me derruba, fortalece”, não me arrependo de nada, só cresço e sigo em frente.
Deus lança seus pecados confessados na profundeza dos mares (Mq 7:19) e coloca ali uma placa: ‘Proibido Pescar’.”
A lua é companheira leal, sempre ali, observando, sabendo sobre nós em nossos claros e escuros momentos.
Mudando sempre, assim como nós como fazemos. Todos os dias ela é uma versão diferente de si mesma.
Às vezes fraca e pálida, às vezes forte e cheia de luz.
A lua entende o que significa ser humano: incerto, sozinho, crateras e imperfeições.
...E sabia que de alguma forma ele continuava ali. Miúdas crateras, gretas polpudas. Em algum ponto da cama, do quarto, da mente, do espaço.
Porto Seguro
Porto onde me aporto,
braços e abraços,
recolho-me e ali sou acolhida.
Sentimento de mansidão.
Luz que paira sobre mim,
ilumina, irradia, e nele não estou só.
Anjos invisíveis,
amigos disfarçados,
estão ao meu redor.
Olho e nada vejo, mas sinto.
Existe uma força,
um brilho,
um sentimento que não dá pra explicar...
Paris, 2012
Meu amado,
Hoje passei na porta do café que fica ali ao lado da Torre Eiffel onde nos encontramos pela primeira vez. Dois jovens me chamou á atenção. Eles sentavam numa mesinha de fundo e conversavam pelo olhar. A moça vivia jogando seus cabelos (sinal de muita timidez) e o rapaz tinham as mãos trêmulas quando seu olhar cruzava com o dela. Observar aquilo era magnífico. De fato, ali havia algo que quebrava todos os poemas de desamor. Eram uma perfeita simetria, eram feitos um para o outro. Éramos nós.
A vida é semelhante a quebra-cabeças...
Ajustamos aqui, acertamos ali, tentamos acolá,
até que encontramos o encaixe perfeito.
E para não sair do jogo,
embaralhamos tudo e começamos novamente."
Casa de vó é um monte de coisas mas principalmente um recanto de saudades, de saber que ali o tempo é escasso e passa depressa, de entender que nesse refúgio os momentos devem ser sugados até a última gota, porque a lembrança do quintal, do alpendre florido de orquídeas e da TV sintonizada nos canais tradicionais é muito passageira, ainda que eterna...
“Onde quer que você veja um negócio de sucesso, pode acreditar que ali houve um dia uma decisão corajosa.”
Cada Movimento Seu
Você ali vestindo sua roupa,
Eu nos detalhes observada,
Com olhos atentos, sem culpa,
E cada vez mais admirava.
Aquela beleza reluzente,
Aquele seu jeito tranquilo de falar.
Você o tempo todo transmitindo,
Aquilo que jamais outra pessoa poderá.
Seus olhos piscando,
Sua boca falando,
Pareciam estrelas e anjos,
Brilhando e cantando.
Seus gestos, seus toques,
Suas palavras e olhares,
Coisas simples demais,
Mas que me levam a outros ares.
Me sinto bem agora,
Me sinto feliz novamente.
Pois é seu aquilo que em mim guarda,
Esse amor eloquente.
E poder observar sem medo,
Você do jeito que nasceu,
Estando ali apenas para mim,
E eu vendo cada movimento seu.
Autor: Riller Diniz
