Livro

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Durante a fuga para Alexandria, Ardelly e Baldrak envolveram-se amorosamente, os dois dormiram juntos em uma tenda montada durante a noite no deserto, e se conheceram densamente (Dias Diogo, "Livro - Baldrak: A profecia dragão." 2017. Pág 123)

Inserida por diasdiogo

A VIDA SEM ARTES OU ARTISTAS É UM ERRO

A pessoa não precisa necessariamente amar a outra. Só atuar bem. Ser uma excelente atriz ou ator. Ser digna de concorrer ao Oscar. O problema é que às vezes um casal feliz de bons atores se apaixona, ou seja, quer ser feliz na vida real como na ficção. Aí muitas vezes não dá certo.
Amar e ser amado é algo quase da ordem do milagre. Vai acontecer no máximo duas ou três vezes na vida. Portanto, quer viver o menos triste possível? Não perca nunca a esperança de algum dia encontrar um amor recíproco. Todavia, enquanto ele não chega, seja o melhor ator ou atriz que você puder. A vida às vezes imita a arte. A arte é o melhor caminho para se construir novas possibilidades de vida. Seja artista. Arte é vida. A vida sem Artistas ou arte é um erro. Artistas não são pessoas falsas. A loucura deles não é doença, mas saúde interior.

Inserida por Atsoceditions

Palavras de paixão saltam dos lábios
e se desmancham nas palmas das mãos
Onde a eternidade prometida por ambos
perdeu-se nas promessas que insistem
em permanecer, estar presente
em nossas vidas
Tremulando como bandeiras de paz e amor
fincada nos corações
como demarcação de território
Quando o sonho tóxico tornou-se real
como antídoto do ácido que explode
e arrebenta o cérebro
Acendem-se as velas e a luz das idéias
neutraliza as alucinações
registradas no livro da vida

Inserida por valdirguimaraes

Senti um arrepio subir pela minha espinha, o frio e o calor se misturar e encher o meu estômago de um choque térmico instantâneo pelo seu olhar: ela estava encarando a minha alma.

Inserida por SamuelSam

Encontro

Mal saíra do Hotel Meridien, onde seus amigos paulistas o convidaram para uma caipirinha. Quase uma da tarde. Nada demais, apenas o fato de ele não tomar caipirinha. Mas era uma amizade que vinha de longe, e não seriam algumas doses que iriam separá-los. Deglutira galhardamente três doses com alguns salgados e, após ouvir as indefectíveis piadas cuja validade havia expirado, despediu-se dos casais amigos e decidiu andar um pouco.
Colhido pelo bafo quente, olhou para a direita e viu o mar indecentemente azul, que em algum ponto lon¬gínquo engolia um céu de um azul mais claro, apenas manchado de algumas nuvens esparsas de algodão de um branco duvidoso. Andar um pouco pela Avenida Atlântica e olhar as beldades em uniformes de conquista não eram o ideal naquele momento. Tinha dei¬xado trabalho no escritório e, apesar de o celular não reclamar nenhuma atenção, no momento, sabia dis¬por de menos de meia hora antes de enfrentar o mundo além túnel.
Além do túnel, acaba a Cidade Maravilhosa, era o seu bordão predileto. As malditas doses haviam tor¬nado seu andar ligeiramente menos decidido que de costume. Na verdade, não sabia como matar a meia hora. Lá longe o Posto Seis e o Forte pareciam chamá-lo. Resistiu ao apelo e, muito a contragosto, decidiu andar um pouco pela Gustavo Sampaio. Um pouco de sombra, já que os prédios projetavam suas silhuetas no asfalto e lá também havia gente, muita gente andando sem muita pressa, com o ar tranquilo e um “xacomigo” zombeteiro estampado no rosto.
Relembrou a sessão de piadas. Achava que deveria haver algum dispositivo legal, ou pelo menos um acordo, que determinasse prazos além dos quais as anedotas seriam arquivadas e frequentariam somente as páginas das coletâneas ditas humorísticas. Ter de dar risadas ao ouvir pela centésima vez a mesma piada, ou variações sobre o mesmo tema, poderia ser perigoso para a paciência dos ouvintes, ou reverter em agressão física em detrimento de um contador desatualizado. Até que seria uma boa ideia colocar avisos nesse sentido. Ou, então, seguindo o exemplo das churrascarias rodízio, introduzir o cartão de dupla face, a verde autorizando a continuação e a vermelha decretando o final da sessão. Muito compli¬cado. Como fazer no caso de divergência? Decidir por maioria simples. Ou, devido à importância do assun¬to, haveria de ter a concordância de pelo menos dois terços dos ouvintes? Os desempates seriam decididos pelo voto de Minerva do criminoso, isto é, do conta¬dor. E se houvesse daltônicos na platéia?
Será que há exame médico para garçons de rodízio, eliminando os daltônicos?
Mas, na falta de regulamentação, como resistir à sanha do contador de “causos”? Não dar risada? Interromper? Contar a sua versão? Esses expedientes eram ainda piores. Olhar a paisagem do terraço, sim, e acompanhar a gargalhada dos outros foi a solução encontrada. Providencialmente. A regulamentação ficaria adiada, procrastinada, decidiu com uma risa¬dinha interior.
E tem aquela do português que chega em casa... E aquela outra da freira que... Ah, a melhor de todas, acabaram de me contar: o Joãozinho pergunta para a professora...
Afinal, era um bom passatempo, com a vantagem de observar fisionomias alegres. As reações eram muitas vezes mais engraçadas que as piadas.
Será que eles também conheciam TODAS aquelas anedotas, ou somente algumas?
Esbarrou num transeunte, balbuciou uma desculpa qualquer e teve direito a um bem humorado:
– Ô meu, olha só, estou na preferencial!
O peso pesado já estava se afastando e as ideias voltando a se agrupar depois da desordem causada pelo baque.
A ligeira dor de cabeça pedia uma parada numa farmácia. E farmácia era o que não faltava na rua.
Entrou e aguardou que a balconista o notasse. Entre ser notado e a pergunta:
– O que deseja? se passaram alguns intermináveis segundos.
– Duas passagens para Paris em classe executiva. E ante o misto de espanto e divertimento da moça, completou:
– Bom, já que não tem, qualquer coisa para a dor de cabeça. Poderia tomar aqui mesmo? Tomou o analgésico, agradeceu e, instantes mais tarde, estava de volta à calçada esburacada.
Olhou para o Leme Palace e resolveu voltar cami-nhando pela Atlântica.
Evitou o segundo esbarrão da meia hora de folga.
Em frações de segundos, os olhares se cruzaram. Era uma beldade, outonal, mas, apreciador de Vivaldi, as quatro estações são arrebatadoras, pensou.
O andar sinuoso, os pequenos sulcos rodeando os olhos, carimbos ainda piedosos no passaporte da vida, cabelos cortados Chanel, ombros e decote plena¬mente apresentáveis e não apenas um tributo pago ao calor daquele verão, pernas bonitas, e medidas ten¬dendo à exuberância. O rosto comum, tinha o olhar faiscante a valorizá-lo.
Naquele instante, o tempo parou, não o suficiente, porém, para que, da extrema timidez dele, brotasse algo mais inteligente do que um sorriso vagamente encorajador. “Pergunte algo, as horas, o caminho para algum lugar, o nome da rua, qualquer coisa”, rebelou-se dentro dele uma voz indignada por jamais ter sido ouvida no passado.
Continuou, como que petrificado, enquanto, sem deixar de olhá-lo, ela passou por ele longe o suficiente para não tocá-lo, e perto o bastante para deixa-lo sentir o perfume discreto que a envolvia.
Ele continuou imóvel e virou a cabeça, contemplando a desconhecida, que continuava andando, afastando-se aos poucos. Alguns passos depois, ela virou a cabeça e o olhar, mesmo àquela distância, lançou um convite mudo ou, pelo menos, assim pa-recia.
Sem reação, ele a acompanhou com o olhar. Ela deu mais alguns passos e novamente olhou para trás. A voz interior estava se desesperando. Ele mesmo não entendia o porquê da sua imobilidade. A desconhe¬cida estava se afastando cada vez mais, confundia-se no oceano de cabeças e, mesmo assim, pareceu-lhe que lá longe uma cabeça estava se virando uma última vez para trás.
Era um adeus. Sentiu que o que se afastava não era uma desconhecida. Era um pedaço de si mesmo, de uma juventude da qual não havia sabido desfrutar e agora lhe acenava de longe, mergulhada num misto de lembranças e saudade.

Inserida por celsocolunista

Não somos perfeitos o que nos fazem perfeitos são nossos erros do passado que são perdoados que nos fazem perfeitos

Inserida por Ana_Cersosimo

Sua personalidade atraí ou repele?Qual a sua? Nossas personalidade revela nossos segredos

Inserida por Ana_Cersosimo

Um dia - para todos nós - o dinheiro se multiplica etc.; o amor nos encontra; a felicidade enfim chega... Mas se não houver sabedoria nem cuidados, o dinheiro muda de mãos; o amor se faz passageiro; e a felicidade se transmuta em apenas saudade.

Inserida por Atsoceditions

Algumas pessoas no auge da sua arrogância e egoísmo nos fazem sentir apenas nota de rodapé nas páginas das suas vidas. Outras, ao contrário, nos fazem sentir a epígrafe que dá sustentação ao texto todo.

Inserida por ednafrigato

Prefácio ou primeira página

Não acreditei que ainda pudesse estar ali
Depois de perceber que já havia deixado ir
De que estava mais feliz longe
De que já lhe faziam feliz

Mas também quis desligar-se do mundo
De tudo, se perdendo totalmente
Procurou pelo fogo que arde sem se ver
Mas fogo não queimava mais

Não sei se vi
Ainda estava ali
Ouvi ruídos ensurdecedores
Do curto passado seu

Foi uma decida cada vez mais profunda
No desfiladeiro da alma
Quis me arranhar e tropeçar em cada pedra
Árvore, buraco...
Aumentei o barulho do ruído

Comecei a desistir de caminhar
Só rolei, pra mais fundo...
Então ouvi uma canção
Me chamando para levantar
Mas não para voltar
Sim para continuar

Inserida por jviolista

"A poesia é assim: surge na imaginação, passa pelas mãos para a tinta nos papéis e depois brota no livro, eternizando em vida."

Inserida por charlan_fialho

Nos livros eu me acho
me traço, me encontro, me abraço
Descubro mais sobre mim
o que move esse tuntim
Aprendo quem há dentro deste denso ser
a humana que nada nesse extenso
Desvendo meus meus gostos
os coloco expostos
na biblioteca que em mim habita
e exorbita
Me transformo
Me altero
Assim como choro e sinto afeto
É uma viagem ao universo
tão vasto, tão belo
Me desfaço em confissões
Refaço minhas profissões
Me transbordo para um mundo
tenebroso e profundo
De vilão a mocinho
Princesa a índio
Livros são paraísos!

Inserida por Juliasiersantos

Epitáfio

Nem sempre tudo são flores.
É preciso espernear,
se infiltrar nos amores,
conhecer, devanear...

Ouvir quem conta uma história,
seja triste ou indecente.
Ou até um poema insano
desse poeta insolente.

Visitar a Pedra Grande,
despir quem me incendeia.
Balbuciar nos ouvidos:
- Você é linda, Serra Feia!

A indecência chega a ser boa
na medida do prazer.
O epitáfio dos loucos?
Poetar, sonhar, viver.

Autor: Renan Castro
Poema que faz parte do livro Guapó, Nossa Gente, Volume 2, de Claudenilson Fernandes.

Inserida por renan_castro

O sonho

Dormi e sonhei
que beijava-lhe
o corpo inteiro
fazendo-a perder-se
em devaneios.

Acordei despindo-me...

Inserida por renan_castro

Desde pequeno sempre gostei de livros bem que era mais pelas capas que pelo conteúdo com palavras que ainda não entendia. Mas sempre gostei e sempre acreditei que escritores os fabricavam. Nesta mesma época já me via como um curioso e contumaz pensador e nunca pensei em escrever um livro. Pois para mim, os pensadores tem como principal objetivos espalharem palavras, visões e pensamentos ao maior numero de pessoas que encontram pelos caminhos. Confesso que é o que tenho feito mesmo sendo o autor.

Inserida por RicardoBarradas

Têm pessoas que precisam adoecer para se sentirem cuidadas,
Se embebedarem para se sentirem faladas,
Ricas para serem respeitadas e,
Traídas para serem endeuzadas dai ,acabam se matando para serem valorizadas.

Inserida por Lupaganini

Nunca coloque um ponto final na história da sua vida; coloque uma vírgula, uma exclamação ou ate mesmo um simples ponto e vírgula! Às vezes, a nossa história acaba porque simplesmente colocamos um ponto final no lugar de uma reticências, trazendo um rompimento de uma possível continuidade; transformando-a assim, num parágrafo em de vez de um livro!

Inserida por Adriele58

Analogia sem você...
(Nilo Ribeiro)

Peguei a via mental
e me encontrei com você,
sei que não é normal,
mas alivia meu sofrer

sinto imenso vazio
sem você por perto,
soufogo comfrio,
casa sem teto

você está longe,
sinto tua falta,
sou templo sem monge,
caderno sem pauta

saudade que tortura,
noite de solidão,
sou quadro sem pintura,
pecado sem perdão

no escuro do quarto,
sozinho na aldeia,
sou toquesem tato,
praiasem areia

aflição que aguça,
rio de lágrima,
sou caminho sem bússola,
livro sem página

placa sem sinal,
luz sem escuridão,
estória sem final,
clima sem verão

coração sem pulso,
marido sem esposa,
floresta sem urso,
lobo sem a Loba

queimateu gelo,
frustra meu vulcão,
sou homem sem modelo,
cantor sem canção

pedra sem brilho,
árvore sem fruta,
saio do trilho,
perco a conduta

distante do desejo,
atormenta a dor,
sou boca sem beijo
e beijo sem amor

poeta sem rima,
estrofe sem verso,
sou rua sem esquina,
planeta sem universo

navio sem mar,
flor sem perfume,
sou noite sem luar,
sou vela sem lume

pé sem calçado,
andarilho sem caminho,
teatrosem tablado,
afago sem carinho

me tornei um nada,
manhã sem alvorada,
namorado sem namorada,
um ninguém absoluto,
tarde sem crepúsculo,
hora sem minuto

sem a tua presença,
sou visão sem imagem,
diante da tua indiferença
sou correio sem mensagem

urso não foi feito para Loba,
nem pobre para a burguesa,
não há nada que resolva,
basta-me admirar tua beleza

uma viagem de fantasia,
como os versos desta poesia

eu me sinto assim,
comvocêlonge de mim...

Inserida por NILOCRIBEIRO

O poeta é alguém que escreve e fala, o que baixinho no reduto da alma lhe diz o coração.

Inserida por EdeniceFraga

Prazo é igual menstruação: incomoda na existência e preocupa na falta

Inserida por Ednucci