Livro
EM TI
Foi para ti que criei um mar
E na orla duas estrelas brilhantes
Deixei meus rastros na areia
Para colher com teu olhar
A dor que ali tentei abandonar
Antes que a chuva voltasse na madrugada
E apagasse meus sinais na areia, em ti.
Não tento ser o herói das histórias que eu escrevo pois sei que sou como um leitor que sente o gosto de cada página de um livro bom, e que a vida é o melhor de todos os livros, a vida é aquele livro que não fica na prateleira pois está sempre a tira colo, e que também acaba sendo um diário onde cada dia se acrescenta uma página e que vai acabar sem ser finalizado de acordo, pelas despedidas inesperadas as quais a vida nos submete.
A DOR DA OSTRA
A Semente
A terra
As mãos.
O broto:
A essência da semente.
E então, as mãos e o riso!
Ou as mãos e as lágrimas!
Mas quem sabe,
a ostra, o mar, a areia...
A dor da ostra
A lágrima
A pérola!
EPITÁFIO PARA A MORTE
Essa tal morte...
Queria poder, para sempre, matá-la.
E à sua própria sorte, ninguém
ousasse ressuscitá-la.
Essa que destrói sonhos!
Que fecha uma boca risonha,
antes do seu último pronunciamento.
Essa que traduz humor em dor e lamento!
Poder matá-la! Oh, sorte!
Oh, quem me poderia vingá-la,
e escrever o seu epitáfio:
“Onde estão os teus grilhões?”
Oh, desgraçado anjo? Maldita morte!
" A vida é feita de mistérios e nem tudo precisamos entender para que as coisas aconteçam. certas coisas quando têm que acontecer elas simplesmente acontecem "
"Por isto: o que não quero é escrever meramente; não penso em deliciar o leitor escorrendo-lhe n’alma o mel do sentimento, nem em dar-lhe comoções de espanto e de imprevisto. Pouco me importo de florir a frase, fazê-la cantante ou rude, recortá-la a buril ou golpeá-la a machado; o que quero é achar um engaste novo onde encrave as minhas idéias, seguras e claras como diamantes: o que quero é criar todo meu livro, pensamento e forma, fazê-lo fora desta arte de escrever já tão banalizada, onde me embaraço com raiva de não saber nada de melhor. (...) Quero escrever um livro novo, arrancado do meu sangue e do meu sonho, vivo, palpitante, com todos os retalhos de céu e de inferno que sinto dentro de mim; livro rebelde sem adulações, digno de um homem."
No fim, tudo é poesia. Sol-te, fica. Parte, arte. Sala abandonada não está vazia. Liberdade não faz descarte. Toda morte faz algo viver. Toda força abraça o doer. Nada nunca realmente se vai. Só voa quem ninho não trai. Dar a volta por cima é saber voltar aos entornos. As cinzas explicam madeiras ou madeiras explicam as cinzas? Todo estudo merece retornos. Trânsito ou árvore? Razão ou emoção? Murchar ou brotar? Pra quê divisão? Na lateral, um ajuda o outro a florescer. Depender é também ser independente. No comercial, esqueceram de dizer. Crescer é também não seguir em frente. Entre ter tanto e ter (n)ão, só depende de viver sentindo. Olha por outra angulação? Tem mais um olho em estar r(indo).
(Vanessa Brunt)
Legado é sobre caráter. E caráter não é sobre a cicatriz. É sobre o que faz depois dela.
(Vanessa Brunt | Livro Depois Daquilo)
De que adianta lutar para continuar vivendo se a cada dia eu sei que vou morrer de angústias, de ódio, de frustrações, preocupações, de amores fracassados e acima de tudo saudades pois, ninguém além de mim poderá contar o capítulo da história que vivi neste livro da vida. Meu legado desaparecerá com o passar dos dias e gerações...
Acreditamos que coisas e pessoas são nossas. Na vida não existem garantias, nem datas de validade.
Livro Fechamento de ciclo e renascimento
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