Livro
Ontem
Ontem mexi no livro,
fiz das palavras abrigo,
encontrei em cada página
um pedaço perdido de mim.
Ontem mexi num logo —
era pra minha filha, meu orgulho,
desenhei sonhos em vetor,
coloquei cor no futuro.
Ontem limpei a casa,
varri lembranças,
espanei silêncios
que dormiam nos cantos.
Ontem brinquei com a Nyx,
ela ronronava esperança,
e eu ria com a leveza
que só uma gata entende.
Ontem cozinhei lembranças,
aromatizei o tempo,
fiz do tempero consolo,
do prato, um afago quente.
Ontem bebi.
Bebi comigo, bebi do mundo,
bebi do tempo que escorre,
e fiquei de pileque —
rindo para as paredes,
como se fossem velhos amigos.
Ontem eu fui.
Fui alegre, fui feliz,
fui triste, fui silêncio,
fui tudo, fui nada,
fiquei…
Preso entre risos e ausências,
entre a bagunça do vivido
e a poesia do que não se diz.
Hoje é o Dia do Leitor: quem não lê pelo menos um livro por ano, limita os caminhos da própria vida.
Benê Morais
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
quando nenhum deles havia ainda.”
“Deus já sabia que Davi seria rei antes mesmo de nascer, porque todos os dias da nossa vida estão escritos no Seu livro.” (Salmo 139:16)
“Livro A Remissão dos Pescados revela que o erro continua existindo, mas o ser não se encerra nele.”
— Guilherme Abner.
“Livro A Remissão dos Pescados é para quem entende que nem toda escolha foi realmente livre.”
— Guilherme Abner.
Livro A Remissão dos Pescados mostra que sem remissão a justiça se transforma em crueldade legitimada.”
— Guilherme Abner.
“Livro A Remissão dos Pescados foi escrito para quem percebeu que condenar é mais fácil do que compreender.”
— Guilherme Abner.
“Livro O Diabo é sobre o preço de pensar sozinho em um mundo que exige pertencimento.”
— Guilherme Abner
“Livro O Diabo ensina que resistir não é lutar contra tudo, é recusar-se a servir.”
— Guilherme Abner
“Livro O Diabo expõe uma verdade incômoda: nem todo pensamento que vive em você nasceu em você.”
— Guilherme Abner
“Livro O Diabo é sobre como o erro deixa de assustar quando passa a ser chamado de normal.”
— Guilherme Abner
