Literatura Brasileira

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⁠Eu tinha uma mente gordinha recheada de uma porção de bolacha, duas de leite condensado e três de literatura. Maeve Phaira, Outono em Copacabana.

⁠Em quantos mares naveguei
Cheios de esperança ou cheios de lágrimas
As minhas, não as tuas
Por amar alguém que sequer encontrei

De onde vens, de onde vieste
Não sei
Porém almejei o teu abraço
O conforto que não me deste

Soubeste, pelo acaso
De uma grande paixão
Paixão essa, fracassada
Por um longo amor sem prazo

Não adiantou sorrir entretanto
Falsa esperança, traiçoeira
Levou todo o sentimento ao qual foi dado
Deixando a tristeza consumir cada canto

Oh, se eu pudesse, quisesse
Não deixaria o teu barco passar
Alcançar-te-ia, então
Sem agarrar a tua mão
Sei que não a iria largar

Querido alguém, ou ninguém,
Foi difícil te amar
Porém, o mais árduo,
Foi não saber como te alcançar

⁠Ao te encontrar, amor
Perderei o meu lar
Não sei onde estou
Quero me encontrar

Ao teu lado, dor
Perderei-me no meu mar
Quem sou, não sei
Quero me encontrar

Sem um barco,
Quero remar
Sem um par de asas,
Quero voar
Sem a certeza,
Quero te amar

Amor, estou perto
Estou perto de te alcançar
Perder-me-ei por completo
Para assim me encontrar

Escrever não é um mestre fácil. As frases deixadas inacabadas nunca continuam tão bem quanto começaram. Novas idéias dobram o arco principal do texto e nunca mais se encaixam perfeitamente.

Livros significam todas as possibilidades. Eles significam sair de si mesmo, perder-se, morrer de sede e viver plenamente. Eles significam tudo.

Você escreverá sua história de várias maneiras. Nunca se preocupe com a história. Você tem apenas uma.

Só gente muito ingênua acredita em autobiografia. E apenas hipócritas afirmam que estão contando o próprio passado.

Como o Brasil chegou a um número tão grande de romances que não incomodam ninguém?

Minha obsessão é dizer o máximo possível com o mínimo de palavras.

(...)
Te quero agora
porque amanhã já é tarde
e ontem já está guardado.
(...)

Sou de mim
patuá
folha
flor.
Sou de mim
patuá
luz de sol imenso
luz de lua rasa.
(...)

Um verso blue
para mim
para você
(...)
Um verso blue,
my dear,
perdido
nesse sábado de pedra
nesse dia de chuva.
(...)

O que vê
espelho
fixado
na parede do quarto?

dia e noite
e rastro da insônia.
(...)
O que vê
senão
essa cara
sem dono
esse terno de linho
e esse lenço no pescoço.
(...)

Eu nasci uma contadora de contos de fadas.

"A superação
é a soma da luta determinada,
com o esforço continuo".

O ato de escrever é o ato de descobrir aquilo em que você acredita.

⁠Li muitos livros, mas eles me leram mais.

⁠Gosto de escrever

Eu gosto de escrever
Eu não sei o porquê
Fico encarando o papel
Sem saber o que fazer
Fico encarando o celular
Sem saber o que digitar

Eu gosto de escrever
Ainda não sei bem porquê
Tenho muita coisa na cabeça
Que preciso despejar
Eu não devo esquecer
Eu não devo ignorar
Eu preciso registrar
Eu preciso escrever

Nenhuma idéia é inútil
Não há conhecimento fútil
Tudo é importante
Tudo é potência
Tudo é constante
Sempre em desenvolvimento
Sempre em crescimento
Como as idéias na cabeça
Giram como um cata-vento

Eu gosto de escrever
Não sei bem porquê
Só sei que sei escrever
Só sei que sei ler
Não sei se sei entender
Compreender as idéias do autor
Ver não é ler, ler não é entender
Entender não é compreender
Compreender não é aprender
Aprender não é conhecer

Ler a escrita é ler a mente
Ler a mente é ler o coração
O coração da gente
Tão impulsivo e ardente
É ler alma do agente
Que escreveu o sermão

Eu gosto de escrever
Eu não sei porquê
Mesmo se não há nada pra escrever
Escrevo mesmo assim
Um poema bem simplório
Que nasceu dentro de mim

⁠Um texto de um escritor de uma minoria só é eficaz se conseguir tornar universal o ponto de vista minoritário.

⁠Ela usava os livros para escapar da realidade.