Linhas
Vivenciando novas linhas temporais através da presença:
Um estado de presença: do agora e de viver com paz no💓Viva com Presença,Paciência ePureza de intenção:Afirme com certeza e com poder: Já tenho: é meu
As suas linhas seguramente foram reunidas de uma maneira sábia graças à Compreensão Divina e resultaram nas suas formas exuberantes, um relevo atraente de curvas perfeitas, uma emoção naturalmente explícita,
Arte rica, abundante, que reúne intensidade e delicadeza, com certeza, uma venustidade interessante, uma natureza majestosa, apaixonante, que não deve ser comparada a outras, considerando a sua singularidade que é tão cativante
A sua exposição é irresistível, ainda que seja apenas uma parte da existência, feita de muitos detalhes, que vão muito além da sua beleza assim como a sua personalidade sempre verdadeira, sua inegável integridade, sendo bem mais do que pensam.
No espelho desses olhos que guiam,
encontrei o abrigo e a direção.
Em tuas linhas calmas que também sorriam,
deixei que desenhasses meu coração.
Se o mundo assiste a tudo em silêncio,
nosso compasso não conhece o fim.
No doce amor que agora vivencio,
trago o jardim que floresce em mim.
A vida ganhou cor, ganhou poesia,
em cada rima que o peito cantar.
Se a tua voz cura minha agonia,
meu verso mais bonito é te eternizar.
Lisboa
Reflexos da vida
O paralelo o simétrico
Sāo pontos destintos.
Em linhas de duas realidade destintas.
O inverso é dois factos diferentes.
Ambos tem as suas realidades!
Na procura do ponto de partida...
Numa curva em ascençăo,
encontra-se o equilibrio.
Onde para factores identicos,
Também há certezas e incertezas
Na realidade nada é absoluto.
Há uma neblina ofosca, entre o vector do ponto da origem
Ao ponto do final.
Só se tem a realidade do ponto de partida
Ontem foi, hoje é e amanhā será.
Onde está a razāo da existencia hoje?
O que nos enfluenciou?
Quais as forças que nos movem?
Entre a sustentaçāo e o atrito corre o fluir do viver.
No plainar e no magntismo de energias positivas e negativas
Entre dualidades ambigulas.
Todo pode ser o que criamos.
E nesse desejo vem a vontade de entreligar:
as duas energias para criar maior harmonia numa sintonia e neutra.
Neste cosmos existimos
Como elementos complexos
Representando o nosso eu
Dotado da sua individualidade, e colectiva a capacidade de agir.
Refúgio nas Linhas
Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.
Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.
Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.
Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.
Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.
Rita Padoin
Escritora
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
O destino é escrito nas linhas tênues do livro da vida, que nos conduz a um mundo criado por nós, realizado à medida que componhamos nossa história.
" Nas linhas do vento suave,
a noite repousa em silêncio,
cada estrela é um verso breve,
que ilumina o coração em início. "
... Percebam,
meus amigos, como tudo
neste mundo se contorce preso
às incultas 'linhas tortas' — isso porque
as refinadas 'linhas retas', até aqui, não
obtiveram sequer um breve sopro de
acolhimento em nosso cardápio
existencial!
Não importa se o teu "livro da vida" esteja sendo escrito em linhas tortas, pois quem irá lê-lo entenderá perfeitamente o que escrevestes.
Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava as linhas de melancolia que flutuavam por um antigo café no centro da cidade,
o dom de Iris, a alertou.
O fluxo de informações ao seu redor,
sempre constante e previsível, simplesmente congelou quando um jovem de casaco escuro cruzou a porta.
Ao olhar para ele, Iris não viu as correntes de luz habituais.
Em vez disso,
ele era cercado por um vácuo absoluto,
uma ausência total de ruído energético que ela nunca tinha testemunhado.
Quando seus olhos se cruzaram,
o rapaz paralisou.
Ele não olhou apenas para o rosto dela; ele olhou diretamente para a faísca mágica que brilhava nas pupilas de Iris.
Você também consegue ver as engrenagens do mundo, não é?
Ele perguntou, aproximando-se a passos lentos e firmes.
O nome dele era Emanoel.
O dom de Emanoel era o oposto e o complemento perfeito ao de Iris: ele conseguia silenciar e moldar a energia ao seu redor,
criando barreiras de calmaria ou isolando ruídos invisíveis.
Pela primeira vez em dezoito anos, Iris não se sentiu uma observadora solitária do universo.
Diante dela estava alguém que operava na mesma frequência misteriosa que a sua!
Quebrei expectativas alheias, surpreendi as minhas, reescrevi limites como linhas de água, agora planto rotas onde havia muros.
O mapa da existência nunca é traçado na claridade fácil das manhãs de bonança, mas nas linhas escarpadas e densas que a escuridão da noite insiste em nos impor, e é na vertigem do vazio, após o desmoronamento de tudo o que era concreto, que reside o pilar inabalável da nossa essência, o ponto de apoio que desafia a gravidade do desespero. O ato de reiniciar a jornada é um juramento silencioso que se faz sem testemunhas, revelando a indestrutível arquitetura da alma, onde a esperança se recusa a ser extinta, e a vitória se manifesta no simples ato de seguir.
Eu gosto mais das pessoas nas telas, nas pinturas, nas fotografias e presas entre as linhas de um papel (risos). Lá podemos ter a oportunidade de admirar sem ser observado, reprimido, interrompido. Sim... as pessoas fora das telas, das pinturas e fotografias machucam tudo que as tocam.
As vezes eu preciso transformar as pessoas em lindos rascunhos...Uma música, uma melodia, um escrito, um desenho, uma cor, uma respiração e até uma ilusão. Só assim eu posso continuar a lidar com essa humanidade que por vezes é muito questionável. Não seria uma prisão, apenas um escape.
PRAZER
Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.
