Linha Tenue entre o seu Olhar
Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.
Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.
Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.
Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.
Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.
Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.
A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.
O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.
Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.
Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.
A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.
O adulto sente quando seus planos fracassam.
E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.
Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.
A verdade é que o mundo muito raramente acaba.
O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.
Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.
E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.
Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.
E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.
Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.
Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.
Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.
Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.
Encontrando-me a cada nova linha escrita, cada novo cuidado comigo, nem tudo está perdido, nós nos perdemos ao longo do caminho devido algumas complicações, mas dá pra gente pegar na nossa própria mão, se levantar e recomeçar.
Um dia de cada vez.
Cenas pantaneiras...
Não há nada mais bonito
que o pantanal alagado,
e na linha do infinito,
ver o céu amplo e azulado!
Os jacarés bocejantes,
mormacentos, preguiçosos,
as araras revoantes,
tuiuiús esplendorosos!
Nos corixos, nas baías,
o pantaneiro pescando,
nas canoas flutuantes...
As garças tão alvadias
os periquitos cantando
nas palmeiras mais distantes...
Que o telefone toque quando você estiver no auge da dor.
Que a voz do outro lado da linha mande pra bem longe sua dor.
Que um e-mail chegue quando você não mais puder suportar a dor.
Que a mensagem que chega leve embora sua dor.
Que a dor sentida, sofrida, lá no fundo reprimida chegue ao fim
que o toque esperado chegue e toque suave,
que a palavra esperada chegue enfim,
que a dor chegue ao fim...
pra você... pra mim.
E chega de dor!
Enquanto para os pessimistas o fracasso é o fim da linha, aos otimistas é apenas um aperitivo para o sucesso.
Estava pensando aqui, realmente um NÃO nem sempre o fim da linha... Ele fecha uma oportunidade mas ao mesmo tempo abre outras. Graças a um NÃO que me abriu uma nova oportunidade eu tive um final de semana sensacional. Que a semana seja assim com menos interrogações e com mais EXCLAMAÇÕES.
"As vezes acho que meu mundo é um enorme redemoinho , nada segue em linha reta, só gira, gira, gira....mais será que nadando com bastante força eu não saio disso??
"Fora da caixa, fora da linha, dentro do coração ou fora do mesmo não deixa de ser sentimento assíduo, vontade mutua, amor sem regras que quebra as correntes, as barreiras da alma serão como nuvens que o vento leva e traz...
Escrevendo sem borracha , para quando sairmos da linha darmos significado e novo sentido as curvas, ....e assim o texto não termina.
Já cansei de te procurar, já cansei de ficar na linha em quanto você ignorava minhas ligações, cansei de esperar seus e-mails. Cansei, de tudo. Agora darei ao meu coração o tempo que ele precise para se recuperar... Se algum dia você mudar e quiser voltar atras, estarei de braços abertos... Porque um verdadeiro amor nunca sai da cabeça.
Sou uma máquina de Ritmo, acompanhe, não saia da linha e não erre, apenas sinta e dance... é fácil, um pouco complicado, mas aprende... Let's go! Let's go, depois que aprender conhecerá o mundo da felicidade!
Pessoas andando pelas ruas, com a alma vazia, com o coração colado por um pequeno fio de linha preta.
Sem saber por onde vão, ou aonde irão chegar, rezando para isso tudo acabar.
Sozinhas porém acompanhadas;
O vento bate como um lento sino de igreja, trazendo todas as lembranças de volta.
Lembranças de tormenta, lembranças sangrentas, cujo as quais desejam esquecer.
Para onde vão? A que horas chegarão?
Ninguém sabe, eles apenas buscam um lugar para se refugiar.
Uma linha, um espaço, uma história.
Feche os olhos, o tempo vai passar!
Olhe o mundo, seja o velho olhar!
E o sol é o teu céu, é meu mundo, luar!
Sou eu, sou você, somos dois, somos uns!
Assim, serei talvez, feliz...
Ao mesmo tempo em que encontramos a felicidade, percebemos que ela está suspensa por uma linha muito fina, e que a vida é uma tesoura muito afiada!
Hoje os meus traços são tortos. Quando eles estão caminhando em linha reta eu os quebro, por receio do correto doer.
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