Linha Tenue entre o seu Olhar

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LINHA DA VIDA...

A vida não é mole, mas também não é dura…
é apenas uma linha que temos que passar
pelo buraco da agulha…

Cada linha de expressão em meu rosto são caminhos que percorri e cada ruga são marcas da vida que venci.

Pelo sim ou pelo não, vou fazendo um zigue zague com uma cordinha chamada “talvez” e nessa linha imaginária e pueril ela fica flutuante como pipa conforme o vento sopra…
Onde?
- No meu coração!

METÁFORA DA EXISTÊNCIA

​A vida é a linha que tem que passar pelo buraco da Agulha.

Lu Lena /2026

Adimensionais


Agilson Cerqueira


A construção do raciocínio não se organiza em linha uniforme;
Ele se espalha em várias dimensões (suposições dimensionais).
Sem métricas mensuráveis (suposições qualitativas).
Em tentativas explicativas,
avança por múltiplas direções, como se cada ideia abrisse um novo espaço
dentro de si mesma a qualquer tempo.
Não se mede o pensamento.
Não basta seguir um percurso — é preciso percorrer dimensões, tocar o que é possível e também o que ainda não se deixa compreender.
Pensar, então, é habitar simultaneamente várias formas de sentido, mesmo quando elas parecem não caber umas nas outras.
Pensamentos sem sentidos (?).
Dimensões indefinidas!

O dia é uma ave encantada que pousa na linha do tempo cantarolando canções de esperança, que por ninguém é ouvida.

O Peso do Tijolo

A fumaça do café barato subia em linha reta, ignorando a bagunça de papéis sobre a mesa. Do outro lado do bar, a voz de Arthur ecoava, terna e flutuante, recitando versos sobre o "inefável vazio do ser". Os jovens ao redor estalavam os dedos em aprovação. Arthur era o poeta oficial do bairro, um caçador de relâmpagos.

Benício, no entanto, olhava para as próprias mãos sujas de tinta preta. Ele não caçava relâmpagos. Ele carregava pedras.

— Você devia subir lá, Benício — disse a garçonete, deixando a conta. — Deixar um pouco de poesia sair desse peito ranzinza.

— Não sou poeta, Clarice — respondeu Benício, sem tirar os olhos do caderno. — Sou escritor.

— E qual a diferença? — ela sorriu, limpando o balcão.

— O poeta voa, Clarice. Eu preciso caminhar. O poeta resume o mundo em um suspiro. Eu preciso de trezentas páginas para entender por que um homem chora ao ver um sapato velho na calçada.

Ela deu de ombros e se afastou. Benício voltou ao trabalho. Ele estava há três semanas preso no terceiro capítulo de seu romance. Não buscava a palavra perfeita que rimasse com a dor; buscava o motivo exato pelo qual seu protagonista, um velho relojoeiro chamado Vicente, havia parado de falar com o filho.

Arthur, o poeta, aproximou-se da mesa, exalando o perfume do aplauso recente.

— Benício, meu caro! Sempre enterrado na lama da realidade. Por que não liberta sua escrita dessas amarras? A vida é efêmera, meu amigo! Um sopro!

Benício ajeitou os óculos e olhou para o amigo.

— A vida pode ser um sopro para quem olha de longe, Arthur. Para quem vive, ela tem o peso de um tijolo por dia. Seu poema é lindo, mas ele não explica como o Vicente vai pagar o aluguel amanhã de manhã.

Arthur riu, uma risada leve, e deu um tapinha no ombro de Benício antes de sair pelos fundos com seu séquito.

Benício ficou sozinho. A luz do bar começou a piscar. Ele pegou a caneta. Esqueceu as rimas, a métrica e as metáforas abstratas. Em vez disso, escreveu sobre o cheiro de graxa nas mãos de Vicente. Escreveu sobre o barulho mecânico dos relógios de parede preenchendo a solidão da casa. Escreveu o diálogo seco, doído, que o pai nunca teve coragem de dizer ao filho.

A Polícia brasileira permanece na linha de frente da defesa da sociedade, enfrentando o crime organizado, combatendo a violência, recuperando patrimônios subtraídos e assegurando a aplicação da lei. Sua missão não se altera conforme os ventos políticos nem se submete às conveniências dos governantes de ocasião.
A Polícia é instituição de Estado. Os governos passam. A Polícia permanece. A Polícia não serve a governos. A Polícia serve ao povo brasileiro. Governos são transitórios. Surgem das urnas e se submetem ao julgamento periódico da democracia. Instituições policiais, ao contrário, possuem natureza permanente, sendo estruturadas para garantir a continuidade do Estado e a proteção dos direitos fundamentais independentemente das alternâncias de poder

Não se perca pela linha da indiferença enquanto oculta a sua transparência.
Seja verdade pura que nem a mentira mas bem contada será capaz balança o oceano do seu ser.

O destino não é uma linha reta. É cheio de voltas, curvas, pausas e silêncios. Mas nenhuma dor é em vão.

Expressar através da linha o que eu sentia, penso que observar as pessoas e o meu dom vejo em um olhar diferente até um sorriso que parece desenhado um mero disfarce até sorriso radiante tem espinhos, até solução não tem solução a razão chegar não tem mais sentido.


Seu sorriso, minha razão, talvez até razões eu tivesse. Receio que quanto mais eu olhava, mais profundos ficavam, mais distante parecia. Quanto mais eu corria, mais eu tropeçava entre medo e razão. Até parece impossível, mas você me salvou, me deu a mão e meio à multidão.

"A vida é assim quando você desiste da linha de chegada, você perde"

"O trem anda na linha; nós andamos na esperança que há na fé."

⁠Pelo efeito borboleta um ato modifica toda uma sequência histórica de um indivíduo, pois a linha do tempo que poderia ter inúmeras variáveis vai por um determinado caminho. Por isso é fundamental se pensar em atos e consequências.

Demostrações Públicas de Afeto


porque eles são
a última linha
de defesa,


até que não haja
nenhuma.


quando a estrutura
desabar na cabeça
de todos,


quem sabe
o mundo paralelo
se conecte
ao mundo real;


quem sabe
o alienado desperte;
o ignorante aprenda,
quem sabe;


quem sabe
o acovardado
se encoraje;


o homem
se humanize,
quem sabe;


quem sabe
o oprimido
se rebele;


quem sabe
o poeta
se torne poema
e liberte enfim,
a poesia.


porque eles são
a última linha
de esperança,


até que não haja
nenhuma.


29/09/23
Michel F.M.

O futuro não é uma miragem que nos espera passivamente na linha do horizonte, mas a consequência imediata e visceral da sua coragem de romper com o passado aprisionador, de dizer um "não" trovejante àquilo que insiste em se manifestar como um presente indesejado. Não permita que a nostalgia de uma infância humilde, ou a dor de um erro pretérito, congelem a sua capacidade de avançar, a felicidade reside em construir o novo, desfazendo-se do peso dos excessos inúteis, as tristezas antigas e a compaixão malgasta por quem não merece.

O compromisso, na verdade, não é uma linha reta, é um círculo vicioso de partidas e retornos. O eterno não se encontra na ausência de mudanças, mas na ousadia de reiniciar o abraço mesmo sabendo que todo amor carrega o seu próprio inverno intrínseco.

ENSAIO POÉTICO
Poema de Félix di Láscio.


PONTO DE QUESTÃO


Um novelo de linha
Ao ponto de tantas
interrogações:
“Ponto daqui e ponto
de lá...”


Não conseguiu se segurar.
E ficaram as questões
pendentes.
Pôs fim no assunto
e trancou.




Poeta e letrista brasileiro.
Postado em 29/05/2026 às 21h:00.

"Troquei o labirinto das explicações pela linha reta da minha própria verdade."

Senhor Psicológico

Tudo começa com um fim.

Como o fim de uma linha no caderno. Como o último episódio da sua série favorita. Todo começo nasce de algum encerramento.

O meu começou com o fim de uma relação que mal teve tempo de existir. . Mas essa parte da história não importa tanto quanto o que ela deixou.

Com o tempo, passei a travar uma guerra contra mim mesmo. Uma luta silenciosa, daquelas em que acordar já parece um combate.

Lembro-me de uma frase atribuída a Isaac Newton:

"Toda ação tem uma reação."

Cinco palavras. Tão simples... e, ainda assim, capazes de explicar boa parte da vida.

Não existe ação sem consequência.

Escrever uma linha no caderno significa, inevitavelmente, chegar ao seu fim. E, quando a linha termina, outra começa.

Talvez seja assim com a vida.

Talvez a batalha diária contra a depressão e contra a desordem da minha mente também tenha um fim.

Só espero que, quando esse fim chegar, ele seja o começo de uma versão de mim que finalmente aprendeu a viver.