Linha Reta e Linha Curva
"" Prove, Trove, rime
Poeme-se
Cada linha cada verso.
Componha sem medo
Nem anseio de finalizar.
Versifique intensamente
Ascendente, coerente
Rime a solidão que foi
Agora os versos são teus
Ateus que não acreditavam
Agora se juntam em uma só estrofe
Versos seus, faça-os cantar
Entoando melodia de arrepiar
Até a alma que em ti, canta o amor...""
Senhores o amor foi destituído
sua linha era contra nosso pensar
ia em direção contrária
e a qualquer momento
iria se revelar
querer mudar o mundo
um absurdo!!
onde já se viu
pessoas se abraçando
vivendo em paz
vidas perfeitas
guerras jamais
não, mil vezes não
o amor tinha que parar
agora estamos livres
podemos enfim chorar...
.
Ou não
" Já cantei fora do tom
andei fora da linha
mas tinha que ser logo você
a coisa mais certa que me aconteceu...
" Sem amor, a linha é torta
indecifrável
sem amor, a luz não insiste
total desapego
sem amor, há parco desejo
e o que há é passageiro
não sobrevive
morre,
sem amor, a linha não é reta...
PÁSSARO LIBERTADOR
Na linha imaginária do horizonte,
Filtrada pelo sol já passageiro,
Vejo um vulto, asa de anjo
Que me chora logo defronte
A esta janela do meu derradeiro
Olhar cativo no monte
Do meu penar,
Sem te poder mais amar.
Anda, passarita Clara.
Com o teu bico de beijo,
Inicia-me no teu solfejo
E liberta-me desta amarra.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-05-2023)
MEU MAR MINHA LINHA
Era eu um pequenito
Naquela praia grande
De areal imenso
Do então Espinho extenso.
Eu ficava sozinho
Sentado numa pedra
Mais ao longe
Como que a comandar
A proa do meu barco
Rumo àquela linha do horizonte
Que eu via sempre direitinha
Com aqueles barcos grandes
De cargas de pão, de ouro
E especiarias, nos porões
Das fantasias.
Se calhar alguns petroleiros
Assaltados pelos piratas
Da minha verde imaginação
Que passavam com pachorra,
Na linha, do mar quente de verão.
E eu então imaginava:
Para além daquela linha, ficava
A Beira de Moçambique,
Era aí que o meu pai morava.
Não muito longe, eu via numa tela:
A Caracas do meu tio Vitorino,
Emigrado em Venezuela.
Depois, de barriga vazia
Voltava à areia da praia,
Morna da sorna da tarde
Que se ia com os barcos
E convidava ao sono.
Então, eu cobria-me com o meu manto
De areia
E, entretanto,
Adormecia...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-05-2023)
A LINHA
A vida é expresso de alta velocidade onde minha mente é o primeiro vagão, meu coração é o segundo, o último vagão é a minha respiração, tenho controle parcial do meu destino porém não dá estação final, porque a linha foi construída pelo criador.
Ninguém é inútil, todos têm o seu valor. A agulha pequena tece a linha da roupa elegante que veste o rico senhor.
A tecnologia é uma corrida sem linha de chegada,o que hoje é moderno,amanhã será obsoleto, atualize-se.
Não pense que tudo é sua sorte, olhe no retrovisor da sua vida, e veja na linha do tempo, quem te deu a mão pra você sair do vale da sombra da morte.
Todo dia, a moderna vida é para ser melhorada.
A tecnologia é uma eterna corrida sem a linha de chagada.
A que hoje é a moderna, amanhã será a ultrapassada.
O Cartão de Visita
[Verso]
Eu danço na linha da minha sanidade
Canto com a fúria da minha liberdade
Minhas falhas são minha faculdade
Minha coragem é minha realidade
[Verso 2]
Veja o mundo com lentes coloridas
Sinto o vento nos cabelos soltos
Meus sonhos são as marcas da vida
Minha loucura é o que os faz belos
[Refrão]
Minha raridade e loucura
São minha carta de apresentação
O brilho nos olhos reflete a bravura
E na maluquice encontro redenção
[Verso 3]
Deixo pegadas em trilhas incertas
Corro longe sem olhar pra trás
Sigo firme nas rotas desertas
Nos destroços encontro paz
[Verso 4]
Minha visão é a de quem não teme
Desafios são minha canção
Na solidão minha alma treme
Mas na coragem encontro razão
[Ponte]
Sou tempestade em tarde calma
Sou a chuva que lava a dor
No caos encontro minha alma
Na melodia do amor
Entre o trabalho que sustenta e o que consome a alma, existe uma linha tênue chamada escolha ou renúncia.
Esmagada e gasto pelo Tempo ;as horas tiveram secado o meu sangue e coberto o cenho morno
Com linhas e rugas; quando a sua fresca manhã as regras da insonia me sugam
Ascender à alta noite senil,
Minguarem, ou sumirem de vista, a possibilidade de se rei
Roubaram o tesouro da minha primavera; hó princesa minha
Por esse tempo agora eu me oponho e me desfaleço
Contra a faca cruel da confusa mentalidade as vezes infantil
Sem o ponto final eles jamais ceifará da lembrança
Na suavidade do meu amor, embora lhe tire a vida
Nestas negras linhas ficará a sua beleza, estampada com meu sangue
à decadência da idade; e o medo do fogo as altas torres são destruídas, e eu ainda continuo aqui
E o eterno escravo do metal entregue à mortal ira; de estar só
Ao ver o oceano faminto ganhar as pedras da minha alma
Vantagem sobre os domínios das encostas;
E a terra firme avançar sobre o braço de água, gota gota me sacio do oceanos
Equilibrando-se tal mudança de condição,
Mesmo insuportável não ensino a pensar a ruína:
Que o tempo virá e levará o meu amor "lagrimas' ou as laminas fará-me ver a nirvana?
Este pensamento é mortal, sem outra escolha?
Senão lamentar ter o que se temer ou perder
Por Charlanes Oliveira Santos
