Linha Reta e Linha Curva
A incrível linha tênue entre o amor e a idiotice me faz crer que o que mais almejamos enquanto seres debilmente apaixonados é o que mais nos faz ser invejavelmente idiotas.
Deus nos fez com um propósito escreveu cada linha da nossa vida. Todos os acontecimentos, fatos inexplicáveis, tudo foi planejado. Não existe sorte, Existe Destino.
Não sai, palavras não saem. Antes havia um motivo, agora há apenas pensamentos perdidos na linha de um tempo que já não tem certeza do que é presente, passado, se há certeza de futuro. Quando algo se perde leva muito mais do que do podemos prever. E ninguém se prepara para perder, no máximo, aprende a lidar com perdas.
Perdi tantas palavras, ainda tantas se perdendo em pensamentos desorganizados, e quando fazem algum sentido, não podem ser ditas. É mais simples dizer a uma multidão, sem problema algum, o que não consigo dizer para uma única pessoa, a quem realmente me importaria dizer.
Está tocando uma música agora, e nela encontrei várias das palavras que perdi. Acho que as músicas servem pra isso, para dizer a multidões o que uma pessoa gostaria de ouvir, o sentimento de alguém que também não conseguiu simplesmente falar.
A compulsão é uma obsessão em ação, e ambas demonstram quão tênue é a linha do livre arbítrio humano.
Nosso destino rege a linha da nossa história de vida e de nossos desejos inconscientes. O que significa que ele depende do passado e do presente, entretanto, não está feito, é construído e mudado em cada instante do presente em determinação do passado, não existe destino feito mesmo existindo uma estrada a se seguir. No nosso inconsciente o passado é um presente que luta para se manifestar, ele é atemporal, o que vivemos anos atrás lá na nossa tenra infância se faz presente como o atual presente ou com uma potencialidade até maior. Fazemos escolhas mesmo que inconscientemente a todo momento e estas com influências da nossa história de vida nos direciona, nos envereda a qual rumo tomar a cada instante, e isto modifica o nosso devir, o dito destino é uma constante variável, assim como o inconsciente ele é uma incógnita, modifica-se com a junção do antes e do agora.
Sou feito de retalhos costurados pela linha da vida.
Por isso à vezes, escondo minha tristeza sob um véu com sorriso bordado.
Na linha de raciocínio… Talvez eu esteja certa, talvez não. Decidas! Mas me dê um motivo para eu estar triste, por favor! Se não tens pra me dar, imagine eu pra encontrar.
Nossas crianças e nossos jovens estão perdendo o verdadeiro sentido da vida, estão criando uma linha de vida artificial demais, e tudo isso está os levando a um mundo angustiante, violento, ansioso e deprimido.
“Para a vida e para a morte não existe linha tênue”
Nunca existiu alguém que viveu, mesmo estando morto seu coração,os tropeços que a vida nos dá,é um contexto sem explanação.
Sempre existiu aquele coração que batia em descompasso, catando as migalhas de alguns abraços, acanhada felicidade, nada de desassossego, somente noites geladas.
Nunca persistiu em busca da verdadeira explicação, talvez os sentimentos fossem de brinquedo, estúpida canção, tudo esconde o tempo, dias sem compaixão.
Sempre persistiu de maneira errônea, arrogância em traços fortes, o orgulho era algo sem nome, riacho vazio, extrema fome, vozes perdidas, caladas.
Nunca entendeu porque os erros eram sua tônica, respondia de forma irônica, palavras que levam seu par à forca, tudo sem solução.
Sempre entendeu que sua vida não vinha do coração e que a morte tão vislumbrada, era suma decepção, nada como vidas trocadas.
Ninguém é inútil, todos têm o seu valor. A agulha pequena tece a linha da roupa elegante que veste o rico senhor.
O Cartão de Visita
[Verso]
Eu danço na linha da minha sanidade
Canto com a fúria da minha liberdade
Minhas falhas são minha faculdade
Minha coragem é minha realidade
[Verso 2]
Veja o mundo com lentes coloridas
Sinto o vento nos cabelos soltos
Meus sonhos são as marcas da vida
Minha loucura é o que os faz belos
[Refrão]
Minha raridade e loucura
São minha carta de apresentação
O brilho nos olhos reflete a bravura
E na maluquice encontro redenção
[Verso 3]
Deixo pegadas em trilhas incertas
Corro longe sem olhar pra trás
Sigo firme nas rotas desertas
Nos destroços encontro paz
[Verso 4]
Minha visão é a de quem não teme
Desafios são minha canção
Na solidão minha alma treme
Mas na coragem encontro razão
[Ponte]
Sou tempestade em tarde calma
Sou a chuva que lava a dor
No caos encontro minha alma
Na melodia do amor
Esmagada e gasto pelo Tempo ;as horas tiveram secado o meu sangue e coberto o cenho morno
Com linhas e rugas; quando a sua fresca manhã as regras da insonia me sugam
Ascender à alta noite senil,
Minguarem, ou sumirem de vista, a possibilidade de se rei
Roubaram o tesouro da minha primavera; hó princesa minha
Por esse tempo agora eu me oponho e me desfaleço
Contra a faca cruel da confusa mentalidade as vezes infantil
Sem o ponto final eles jamais ceifará da lembrança
Na suavidade do meu amor, embora lhe tire a vida
Nestas negras linhas ficará a sua beleza, estampada com meu sangue
à decadência da idade; e o medo do fogo as altas torres são destruídas, e eu ainda continuo aqui
E o eterno escravo do metal entregue à mortal ira; de estar só
Ao ver o oceano faminto ganhar as pedras da minha alma
Vantagem sobre os domínios das encostas;
E a terra firme avançar sobre o braço de água, gota gota me sacio do oceanos
Equilibrando-se tal mudança de condição,
Mesmo insuportável não ensino a pensar a ruína:
Que o tempo virá e levará o meu amor "lagrimas' ou as laminas fará-me ver a nirvana?
Este pensamento é mortal, sem outra escolha?
Senão lamentar ter o que se temer ou perder
Por Charlanes Oliveira Santos
