Linha Reta
Há uma linha tênue que separa grosseria de sinceridade, saiba ser claro e sincero sem usar as palavras para machucar os outros.
Todos os rios, e alguns homens, são sinuosos porque seguem a linha da menor resistência.
Viver
é traçar um ponto na linha do tempo,
fazendo curvas dia a dia,
seguindo a trajetória do vento.
Pontuando todo momento.
Viver é olhar para o futuro,
contemplando o caminho presente,
é seguir mesmo no escuro,
prosseguindo sempre em frente.
Viver
é acordar cada dia e contemplar imagens,
ver as cores dos jardins,
é sentir o cheiro de um jasmim,
aprender com as paisagens,
colhendo suas mensagens.
Viver é agradecer todos os dias
Dias, meses e anos,
é ter saúde, paz , harmonia,
força, vigor ou ânimo.
Papeis para embrulhar saudade, café forte para esquecer as maldades e linha para costurar uma nova rota.
A Linha do Extremo
Há uma espécie de agonia em viver entre o sagrado e o profano.
De um lado, tudo aquilo que escolhi preservar.
Do outro, aquilo que, em silêncio, me chama para além dos meus próprios limites.
Eu não quero me jogar ao extremo.
Aprendi a desconfiar dos excessos, a respeitar as fronteiras que construí dentro de mim.
Mas também descobri que viver eternamente recuada pode ser outra forma de ausência.
Porque há momentos em que a gente precisa negociar com o próprio limite.
Não para abandoná-lo, mas para descobrir até onde ele pode ceder sem deixar de ser nosso.
E talvez seja essa a parte mais inquietante:
saber que existe desejo,
saber que existe vontade,
saber que existe um abismo logo depois da margem...
e ainda assim permanecer ali, na beira, sentindo o corpo pedir passagem enquanto a alma pergunta se é seguro atravessar.
Não quero alguém que me arraste para o extremo.
Quero alguém diante de quem eu mesma tenha vontade de chegar até ele.
Devagar.
Consciente.
Sem perder quem sou no caminho.
Porque talvez a verdadeira entrega não esteja em ultrapassar todos os limites.
Talvez esteja em encontrar alguém com quem até o limite se sinta seguro para negociar.
Cena: Homem com vara de pesca na mão, linha na água, sentado.
– Aqui dá peixe?
– Não, aqui dá tatu, quati, camundongo… Peixe costuma dar lá no mato…
Num traço mal feito,uma linha sinuosa e suave.
Macios,quentes e doces...
Minha perdição,onde flui,escorre desejo e paixão.
Pedaços absolutos de carne saborosa,que não me canso nunca de provar.
O que são Meu Deus!!!?
Não são lábios normais,não podem ser.
São portas para o inferno?
Meu inferno,pois olhá-los e não poder tocá-los com os meus é algo imensurável!Crueldade requintada do destino.
Como controlar a voracidade da fome dos meus pelos teus...
O que puseste neles?
Que droga viciante é essa que eles tem?
Como pode viciar-me neles e tão abruptamente deixar-me?
Tal qual um viciado em êxtase fiquei eu,desnorteada sem saber o que fazer com os meus.
Ah!Quão deliciosa confusão dos meus com os teus...
Volúpia voraz!
Mas eu preferi nem ligar
Fugi dos problemas
Fugi das responsa que eu tinha
Bloqueei a linha
E agora eu lamento no verso que possa me ouvir
Entender e voltar
Faço cada linha do teu corpo com a mão, convido Van Gogh pra me ajudar a entender sua arte de ser mas eu e ele perto de você, somos apenas duas folhas em branco.
Tudo que sabemos a respeito do amor é inacabado. A cada pretensa linha de chegada, o nosso entendimento se depara com uma nova linha de partida. A cada porta atravessada, encontramos mais à frente uma outra para ser aberta. Fonte inesgotável de vida, o amor é um caminho que clareia, progressivamente, à medida em que o percorremos. É como se cada passo nosso descortinasse um pouco mais da sua luz.
Bordado é Encontro.
Da linha com o tecido, da agulha com o dedo.
Do pensamento com as mãos, do texto com o têxtil.
Bordado é encontro de gente, de memórias, de vida.
E a gente alinhava as linhas,
Alinhava uma ideia, um sentimento noutro.
Com o Bordado a gente viaja sem sair do lugar e quando vê o tecido já não é só pano.
As cores não estão só nas linhas e uma ideia já virou bordado.
Com o bordado em mãos nos inscrevemos no mundo!
"Se a vida é o tecido e o amor é a linha, o tempo é a agulha que costura tudo. Não espere o fim do carretel para dar o primeiro ponto; a única costura que segura a alma é feita no agora."
Eu acho que há uma linha muito ténue entre criar o caos por causa da aventura e criar o caos por estar dependente dele.
Por traz de um pôr- do- sol bonito, tem sempre uma linha no horizonte bordando as cores de um novo dia. 24/05/2015
Estou cansado de seguir esta ignorante linha sistemática da sociedade, que nos impede de ousar e buscar.
Sua ausência passou por mim
Como a linha através de uma agulha
Tudo o que faço é costurado com a sua cor
Ando sobre uma linha tênue entre a solitude e a solidão, nem sempre consigo manter o equilíbrio necessário,
é frequente a oscilação, entretanto, felizmente, pendo mais, geralmente, para o lado saudável, algumas vezes, depende da situação.
A Solitude já é de casa praticamente, é bem vinda, sabe ser amigável enquanto que a Solidão é muito inconveniente, costuma aparecer na hora errada, então, apesar de eu gostar um pouco da sua companhia,
só posso aceitá-la no máximo como visita e que sua estadia seja breve
e que demore para voltar.
Busco ser resiliente e ter um comportamento sensato,
admito que esta situação não é fácil de lidar, mas não devo deixar de buscar,
pois, se Deus quiser, valerá a pena
cada momento equilibrado que eu puder alcançar.
