Linguagem
Nós
A gente se vê e não se incomoda com a linguagem das palavras, nem com a dos corpos.
Na minha visão, somente a sua voz é o meu foco.
Nossos sinais não precisam de explicação: são feitos pela energia, pela telepatia — como o cheiro de doce sob uma lua vermelha, intensa em seu vermelho de magia constante.
Nesse momento, a felicidade torna-se intrigante, e a gente vê e respira poesia em tudo.
Um salve silencioso, cheio de surpresas é transmitido, como energias gritantes, que gritam sem som.
Então, eu acredito na felicidade —
e Deus me livre sair dessa sintonia.
Mas pensamentos pairam como nuvens de chuva e tempestade:
histórias escondem felicidades e tristezas, assim como a vida esconde aquilo que não se pode ver, amar, nem tocar.
Perdoe esse meu vício de linguagem,
Minha língua,
Sempre interrompendo a sua.
Sem meias palavras,
Te ganhando no beijo.
A persistência é a linguagem que mais domino, falo pouco, faço sempre, os resultados traduzem o meu discurso.
O amor incondicional é a única linguagem que o universo reconhece como prova de autenticidade, ele se manifesta na súplica desarmada de quem prefere a dor da ausência à vista da destruição do ser amado. É um instinto primitivo e divino que transcende a lógica da posse e a vaidade do direito, ensinando que a conexão verdadeira não se rompe, mesmo quando o objeto do afeto está em outras mãos. Essa é a essência doadora que sustenta o mundo e que devemos buscar replicar em nossas relações. Olhe para sua vida: quem ou o que você ama o suficiente para abrir mão?
O universo é um ouvido atento, mas ele não responde a súplicas paralisadas, a única linguagem que ele ecoa é a ação corajosa que rompe a inércia do medo.
“O corpo não mente: ele expressa aquilo que a linguagem ainda não conseguiu dizer.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“O eu não nasce pronto ele se constrói no corpo, na dor, na relação e na linguagem.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
As lágrimas são expressões da alma, mas a fé é a linguagem do espírito.
As lágrimas mostram a dor, mas a fé mostra a confiança.
O choro revela fragilidade, mas a fé revela rendição.
A lágrima pede consolo, mas a fé move montanhas (Mt 17:20).
Se não soubermos ser íntimos não viveremos nem o amor nem a amizade. Viveremos a linguagem ficcional das paixões, dos mundos virtuais.
