Linguagem
Generosidade é a linguagem do céu escrita com gestos na terra
O pouco nas mãos de quem reparte se torna muito diante de Deus.
“A linguagem é, acima de tudo, um instrumento de comunicação e expressão. Nem toda a repetição compromete o rigor; e, nem todo o desvio da norma é falha, às vezes é recurso.” (Monteiro, 2007)
A caridade é a linguagem universal do amor.
Quando estendemos a mão, sem esperar nada em troca, nos tornamos verdadeiros instrumentos do Criador.
A linguagem do corpo antecede a fala. Na quadra, o gesto diz aquilo que as palavras talvez ainda não tenham alcançado.
A gente se entende no silêncio, no olhar — como se nossas almas conversassem numa linguagem só nossa. É algo tão natural, tão intrínseco, que se confunde com a rotina e, sem alarde, vai tecendo os fios da história que construímos juntos, dia após dia.
A emoção é a linguagem corporal universal de adaptação imediata ao meio e ao outro, manifestada como reação e não como substância mental.
Duma língua veio um linguística, que por sua vez surgiu uma linguagem, que se desdobrou num linguajar da qual chegou num linguismo.
Silêncio também é linguagem. Ao cortar excessos, resta apenas o essencial e isso também se comunica.
— Jess.
função de poeta
poeta é quem revela
os ângulos íntimos da linguagem
arranca sentido até do que é bobo
superestima o fundo do poço
imortaliza mulheres em poema
A Matemática é a linguagem secreta do universo, presente em cada padrão, cada movimento e cada escolha que molda a nossa vida!
“Caminho das rosas”Poema
Todas as rosas são chamadas rosa...
As rosas falam a linguagem do amor.
Exalam os perfumes das flores...
Canta a vida, a alegria, à dor.
Falam dos sonhos, embalam o amor...
Soluçam baixinho e bebem gotículas do orvalho da noite.
Desabrocham-se felizes com os raios do sol.
E se curvam tristonhas debruçam em seus galhos...
Solta os espinhos que ferem doidos.
Com que elas enfeitam a realidade da vida.
Mostram-lhes cores vibrantes...
Aos apaixonados transmite carinho.
Aos braços da amada, suspiros baixinhos.
Das mães a alegria e lagrima no olhar...
Dos amigos o aroma marcante...
Parecem escutar com carinhos.
Dos que vagueiam nos silencio da alma...
Trás esperança ao coração sofredor.
As rotas por onde transpassam...
Não deixa ninguém sozinho.
Sorriem ao nascer do dia...
Dançam, acenam e dizem bom dia.
Depois de exalarem perfumes suave...
Na calada da noite se silenciam.
Falantes, transmitem mensagens de amor...
Na amizade conquista o calor.
E aos noivos trazem felicidade...
Tornando se em boquê de flor.
O buquê é o sonho que se tornou verdade.
Fazendo os noivos chorar.
Alegra as moças que espera um...
Um buquê poder abraçar.
As rosas de todas as cores...
Vibram incentivando o amor.
Olhando para a lua vi seus olhos brilhar...
Vi sua alma suspirando no desejo de amar.
Senti as gosta do orvalho no meu corpo a saltitar.
Senti o sabor de seus beijos mesmo sem te beijar.
enfeitados com rosas vermelhas, no doce prazer de amar.
Somos os seres mais teimosos da face da Terra. Dotados de inteligência, consciência e linguagem, ainda assim insistimos em negar o encerramento dos ciclos. Aceitamos o fim das estações, das histórias alheias, das coisas, mas resistimos quando o ciclo fala de nós. Quando o fim nos inclui, quando aponta para a nossa própria vida, criamos ilusões de permanência.
Talvez porque admitir o fim seja admitir limites. E limites ferem o orgulho de uma espécie que se acostumou a se ver como centro, não como passagem. Mas a vida não é feita para durar, é feita para significar. O ciclo não se fecha como punição, mas como conclusão. O fim não anula o que fomos; ele sela o que deixamos.
Negar a finitude não nos torna eternos, apenas nos impede de viver com profundidade. É quando reconhecemos que o tempo é finito que cada gesto ganha peso, cada escolha ganha verdade, e cada amor deixa de ser adiado. O fim não é o oposto da vida. O fim é aquilo que dá valor a ela.
O silêncio de uns, é a linguagem para outros, loucos não, mas indubitavelmente fortes em busca de empatia.
A linguagem do ESCRAVO é a greve, se não for como eu quero não vou mais.
A linguagem do SERVO é o salário, só vou se tiver algum benefício.
A linguagem do FILHO é o amor, vou porque amo-os, mesmo na imperfeição, desvantagem e dor, pois vou para entregar não para receber.
