Lindo Corpo
Você despe a minha alma e cobre o meu corpo.
Não demora, e vai embora.
Quase grito por socorro.
Mas o amor é tanto, que não clamo.
Apenas te chamo.
Apenas te amo...
Você é dono do meu pensamento
Dono da minha mente
Dono da minha alma
Dono do meu corpo
Faço de você dono da minha vida.
O homem de pé é aquele cujo espírito, inteiramente livre, comanda a sensibilidade e o corpo. Não despreza nem um nem outro, pois ambos são bons e belos, porque criados por Deus, mas os domina e dirige, como um chefe a seus subordinados.
Disseram-me que estou brega, ultrapassada...que amar tá fora de moda,
que o papo agora é ficar, da um rolé, se enroscar e só. Cair na gargalhada, escancarei...se amar tá fora de moda, deixa eu com minha breguice. Prefiro ser taxada de já era que não senti arrepios, que não viajar olho no olho, pele na pele...meu corpo não é qualquer coisa nem se dá bem em qualquer lugar: meu corpo tem alma, coração, espirito...é deposito de sonhos, de paixão, de vida...de amor !
Assobiar
É evadir-se de dentro do peito enquanto emancipa-se da dor
e descer ao céu de pés descalços, feliz.
É também subir ao chão de nariz rijo, e de pé,
por-se arrogantemente como se nada tivesse ocorrido.
É pôr de sol de final de vida,
nos limites da tarde, no quase noite, a beira mar.
Assobiar é lamento, é sair de dentro, como se não tivesse opção.
Assobiar é saber-se sabido, e saber-se sonoro
é entender-se canário, cantante, livre.
É fugir pra longe de si, carregado pelo vento,
em pó de flor que poliniza os olhos,
e faz nascer uma plantação inteira de gotas de lágrimas.
Assobiar é cantar pra subir, e descer em seguida
pra o mais profundo íntimo de sua singularidade humana.
Quando considero o outro como sendo superior a mim mesmo, ele ganha status de corpo maior, logo exerce sobre mim uma espécie de “força gravitacional do amor”. Onde somos atraídos e movidos para servir uns aos outros, gerando assim uma relação recíproca.'
Ela nos diz em segredo aquilo que a voz silencia.
Busco, dentre as sombras desta multidão, lampejos de sonhos em mansidão;
Naquele olhar cheio de dia que o acaso acolheu.
Um Retrato,
Purificação.
Parece marfim:
As curvas dos lábios
O corpo à sombra do ar
E eu a te absorver em mim.
Em minha memória, estampado e
Como dizia uma vez Harry:
Fostes feito para ser amado.
Por essas nossas vidas, juntos:
Andamos
Por aquelas vielas estreitas de Ronn
Atrás de tecidos pras nossas roupas
Cantamos
Naquelas coxias do teatro San Carlo
Entonando plenamente a nossa voz
Comemos
No Bodin, em uma noite morna de verão
Pra comemorar a tua vitória
Amamos
À beira das águas cristalinas em Cadaqués
Onde me amavas pela primeira vez...
Choramos
Em nossa simples e bela casa
Ao primeiro sorriso do nosso filho
Sorrimos
Na Tour Eiffel ao passar por entre os espelhos
E ver a imagem refletida de nós três.
Cuidamos
De toda gente, de toda cor
Naqueles campos que não tem amor
Lutamos
Nas trincheiras de Varsóvia
Tua mão sem me largar
Olhamos
Serenos, em tudo o que vivemos.
Com a paz da certeza de quem pertencemos.
Por essas nossas vidas, juntos.
Preenche-me de ti
Não tenho do que seja meu,
Quando do teu vive a me rodear.
Confusos sentimentos me assaltam a alma:
E dos equilíbrios,
Tão puros e eternos...
Efêmeros desejos,
Não sabem mais em pé ficar.
Então, deita-te tu em mim.
Recolhe-me!
Preenche-me de ti.
Vigia-me!
Sufoca o desamor de dor.
Sorrateiramente, ganha-se cor,
Faz-me flor sem pudor.
Do que seja meu, em tu, morada se cria.
Pondera-se a razão de não se ter solução,
Nesta risca de amor, em teu ardor,
Desequilibra e esfria,
O que de por clemência,
E vingança anistia,
Meu corpo por ti ardia.
Sou muito acelerado e quando faço algo mergulho de corpo e alma, mas também tenho sonhos. Porem optei por gastar mais tempo realizando do que sonhando.
O corpo é uma carcaça. O que realmente dá vida ao ser humano, como conhecemos, é o sistema nervoso em conjunto com o marcapasso cardíaco.
Para não ferir o corpo,
Antes de agir,
Reflita!
Para não marcar a alma,
Antes de falar,
Pense!
Lembre-se,
A vida real
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Eu quero que diante do meu corpo morto, estejam apenas as pessoas que foram felizes, comigo! Depois, sozinhas! Aquelas que não poderão dedicar ao meu corpo inerte o seu escárnio no dia do meu velório, se quiserem no silêncio que sempre as motivou a meu respeito, me dedicarem uma prece diante da minha cova, eu lá do céu ou do inferno, neste momento não posso determinar o que Caronte irá fazer, as ouvirei pois será o que me restará fazer, o tempo do perdão terá passado, existindo apenas o do arrependimento.
ACD Nº 2768
84-09/10/2016
