Lindo Corpo
Observe atentamente com quem se relaciona, pois o corpo expressa as intenções e os atos revelam as ações.
PRESSÁGIO:
Enquanto nascemos começamos a morrer.
No vigor do corpo físico, definhamos.
Essas dores que sentimos,
Apenas, mensageiras são.
Menos dias, a cada dia,
Menos ser, a cada sonho,
Menos sonhos, a cada ser.
Sob sonhos!
Sonhamos tudo outra vez.
Assim, como o pensamento, logo passamos!
E quem não é o que é
Naquilo que é se perde.
02Fev2016
SEM TITULO:
Quão minúsculo é o meu pouco ser!...
Logo cabe em meu corpo físico
Limitado ao ter!...
Quão minúsculo é o meu corpo físico
Logo agrega o meu pouco ser!...
Que limita-se ao ter!...
EU E EU...
Ontem, meus sonhos se fizeram auspiciosos
Você nutria minha Esperança...
O meu corpo se fez um declínio,
Entre eu e eu.
E hoje, tudo é sonho sob sonho surreal!
Sonhar-te é possuir-te!
Possuir-te é um sonho.
É sonhar mais perto de ti.
Os corpos são fantasmas sem nexo
Sobre precipício que nem margem possui...
Eu me conheço e meu pensamento é avaro
As horas passam...
E meu sonho... é meu.
CHEGA DE DOUTRINAS:
Despindo-se desse corpo metafísico, franzino
É que me absorve dos morcegos, borboletas
A sugar o plasma de sua plebe...
Sob essa opaca noite, embrenha-se as nuances
Epiléticas de Da luz...
Chega de metafísica, de questões
Chega de tanta pontualidade e fragrâncias
Chega de doutrinas e doutrinas.
Estou farto de hipocrisias
Os hipócritas que habitam a plebe...
Subservientes à "sociaLATE" opõem-se
À simbiose...
No entanto se traem, e veneram o pr
PROSA
A poesia da alma é existêncial.
Do corpo comercial.
Poetizar não é consuetudinário.
Possui alma inusitada!
E viaja o mapa astral.
Chora, rir, mácula ou celebra.
É anuir ou repugnal.
Singular ou plural.
Atemporal...
possui ética.
Amoral.
SONHO POÉTICO
A poesia possui corpo físico. Sente dor, alegria e tristeza.
Sobretudo é sentimento que freme.
Qualquer um pode escrever um poema porque isso é expressão de sentimento, intrínseco a qualquer ente. Quando adolescente toda mocinha, todo rapaz, guarda em seu diarinho algumas frases de amor, rebeldia e desilusão.
Embora mais tarde quando as encontra-las, quase esquecidas, amasse em bolinha e descarte. Ou talvez alguns guarde-as consigo para a posteridade. Mas a vida contemporânea nos torna produtos comercial. E isso nos desalenta da produção literária, quase que involuntariamente. Pois quando somos rotulados “responsáveis, racionais”, partimos em busca dos bens frívolos na intenção de uma suposta aceitação social.
- A poesia em sua essência, não!
- Essa subverte...
Porque a arte por si só não permite negócio.
Ela possui a magia de oferecer sentimentos e sentido às coisas.
Já dizia o poeta Leminski o ato de escrever
A linguagem da poesia é um ambiente de santidade.
De tal maneira a fazer aplacar ou indignar o sonho poético.
Eu estou muito cansado da vileza de tudo que não é natureza.
Porque a natureza é a representação da arte.
E a arte materialização do Deus imanente.
Nem mesmo a vasão dessa solidão que carrego sobre os ombros me alenta.
A potência e fragilidade da vida, o nada que a gente representa diante disso.
- A humildade diante de nossa condição frágil
- De nosso próprio espirito imperfeito assusta
- E com a prudência do sábio
Me refugiu na santidade da poesia como essência da vida.
NUDEZ
Me despi
Não do corpo têxtil
Me despi
Desse inócuo corpo físico
Me despi
De sentimentos índolentes que não me apraz.
Me despi
De esperanças vãs que nunca aportam o meu ser.
Me despi
Dessa indolente arrogância que se faz competir.
Me despi
E sigo assim para me vestir de sonhos
E, seguir.
Meu corpo fadigado na frieza marmórea que os dias me facultam.
Só mesmo as letras seriam capazes de desvelar esse meu ínfimo ser.
Esse rude estado de proeminência que às vezes cintila em mim.
Serve-me apenas para velar a escuridão que me sonda
AO SAUDOSO MESTRE:
Nascido em João Pessoa
Capital da Paraíba
O menino de voz rouca
Corpo esguio ou delgado
Aos seis anos de idade
Mudou-se com a família
Para a pequena Taperoá
A quem chamava o guri
Minha linda princesinha
Aonde se projetaram
Seus primeiros madrigais
Logo imortalizados
Na memoria dos mortais
Com a mãe compadecida
Das mentiras infernais
Do chicó, e seu escudeiro
Floreando os recitais
Mais tarde, já homem feito
Fazendo o erudito
Se misturar aos cordéis
Introduzindo as artes
Ao nascente ARMORIAL
Movimento que queria
Popularizar a cultura
Do nordeste e do Brasil
Associando a ela
A linguagem do sertão
Em seu cavalo de fogo
E traseiro alardeado
Se não fosse um alazão
Carregava em seu gibão
A pedra do rei congado
Como o maior legado
Do povo de seu sertão
Sem alarde,
E bem pouca cerimônia
Apenas um violino.
Tocando em reverência
A vossa triste partida
Partiste a se encontrar
No reinado da “SARON”
Com nossa compadecida
Vou encerrar com pesar
Nesse meu coração físico
A saudade desse mestre
Nas rimas que vão ficar
Eternamente inseridas
No coração ARIANO
Do nordestino aguerrido.
Amor de corpo inteiro, Poema.
Quero seu amor de corpo inteiro...
Quero viver no teu coração.
Quero te amar e sofrer essa dor que me embriaga...
Que me desvanece de paixão...
Na tua alma, em teus encantos, nos doce sabor dos beijos seus.
E nos teus ardentes prantos suspirar e morrer contigo de amor.
Quero em teus lábios beber o doce mel dos teus amores.
Quero em teu ser todo me envolver e de esperança morrer.
Quero tremer e sentir o compasso do seu coração.
No aconchego dos braços seus, quero dormir e sonhar...
Que o dia nunca vai acabar.
Vem, anjo, meu encanto...
Minha alma, meu coração a ti espera.
Que noite bela e o suspiro do vento trás a brisa do amor...
O frescor da noite fria dá-me lindos momentos de amor.
Me toca.
Dedilha em meu corpo sua mais linda canção..
Aquela que fala de amor.
Entre em sintonia..
Eu e você na mais doce melodia.
E quando penso num dia frio e violento..
Então chega você aquecendo meu corpo assim,com teu olhar ...Deslumbrante!
Ondas de calor percorrem meu corpo ao som da sua voz.
Fecho os olhos e posso sentir o calor..o toque.
Então abro os olhos...olho ao redor e acordo pra realidade que é não ter você aqui.
Prece
Senhor,
que eu não perca a inocência da criança que fui, por mais que meu corpo pereça e envelheça até ser nada, partícula de pó ao longo da estrada.
Que jamais eu perca a ternura e o amor ao meu próximo, a capacidade de perdoar e de me sentir perdoada e que reine em mim a calma e o bom senso, por mais pedras que me possam atirar.
Pai, que eu não perca a fé na Tua bondade e na Tua soberana Justiça quando tudo ao meu redor for denso e o deserto me dilacerar a alma exposta perante todas as tragédias.
Que de todas as capacidades que me concedeste eu jamais perca a visão e o andar e que a minha existência possa ser de humildade independentemente do caminho a percorrer.
Sempre que eu me perder Senhor, porque o mundo é uma mentira, ajuda-me a Te reencontrar.
Que sempre Te lembres de mim quando a Ti eu clamar na solidão deste mundo vão e que a Tua liberdade esteja em meu coração.
Senhor
Que não seja vã a minha existência por aqui, ajuda-me a ajudar quem de mim necessitar, por isso concede-me Pai o pão de cada dia, a suficiência de tudo o que vier de Ti. Acima de tudo, livra-me de todos os que de dia e de noite buscam o meu mal, de todos os que com hipocrisia dizem amar-me, lembra-te o quão foste traído pelos que eram Teus.
Senhor,
Que a amargura não se instale em minha alma e que não se aparte de mim a capacidade de sonhar, sobretudo que esta angústia tenha um fim e eu consiga acalentar os filhos sem pais e os pais órfãos de filhos.
Que eu diminua, para que Tu resplandeças cada vez mais e que toda a angústia me ensine o voo das aves, o caminho da gratidão.
Célia Moura
A TUA DOR, IRMÃO
Doem-me todas as palavras
No teu corpo de solidão
Enquanto a madressilva me sorri.
A Liberdade de um grito
Cravado em mim
Que desconheço.
Doem-me inclusive as sílabas
Dos teus lábios de silêncio
Em redor da enseada.
Doem-me castiçais de prata
Transbordando corvos feridos,
E sementes que jamais germinarão.
Dói-me este pão de cada dia
Irmão,
A tua fome que encerro em mim,
O teu frio que me rasga por inteira.
Dói-me este sangue de traição,
Esta ânsia de jasmim,
Este beiral de pardais,
Pedaço de ti.
Dói-me a luz da cidade desperta.
Mata-me o desassossego do fado
Que me liberta e santifica
Num altar de cravos e madrugada…
…e finalmente já exausta de mais um hino à tua, nossa Dor
Meu irmão,
Todas as palavras me doem,
Seja qual for o Caminho!
© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…
Em um gesto simbólico e poético, o corpo de Marie Curie repousa em um caixão revestido com chumbo, preservando o que restou da energia que um dia iluminou a humanidade. Ao lado de Pierre, descansa no Panteão de Paris, entre os grandes nomes da França — Voltaire, Rousseau e outros imortais do pensamento humano.
Mais do que uma cientista, Marie Curie foi uma alma intrépida que desafiou preconceitos, doenças e perigos invisíveis para revelar as leis ocultas da matéria. Seu legado não se mede em radiações, mas em luz moral e intelectual, que ainda hoje inspira mulheres e homens a crerem no poder da busca sincera pelo conhecimento.
A VISÃO DO ESPÍRITO SOBRE O PRÓPRIO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O trecho de número 309 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das mais significativas lições sobre a diferença ontológica entre o ser essencial e o invólucro material. Quando Kardec pergunta sobre a consideração que o Espírito nutre pelo corpo ao qual esteve ligado, a resposta é clara e despojada de sentimentalismo: o corpo é visto como veste incômoda, uma espécie de instrumento necessário, porém limitado, que cumpriu sua função durante a etapa terrena. A expressão veste desconfortável tem força filosófica, pois revela a consciência do Espírito diante da natureza transitória da matéria, conforme a tradição espiritualista e segundo a tradução criteriosa de José Herculano Pires.
A continuação aprofunda a questão. Indagado sobre o que sente ao contemplar o corpo em decomposição, o Espírito responde que quase sempre permanece indiferente, * esse quase sempre merece um estudo com uma percepção mais profunda dentro das obras Básicas * , pois aquilo que jaz não o representa mais. A decomposição se torna fato natural, não motivo de horror. É o reconhecimento de que o elemento corporal pertence ao ciclo universal das formas, enquanto o princípio pensante prossegue adiante.
Esse conteúdo permite duas conclusões essenciais. Primeiro, a libertação da matéria não implica desprezo, mas compreensão filosófica da sua utilidade temporária. Segundo, a recordação da existência corpórea se torna lúcida e serena, uma vez que o Espírito, liberto, percebe com mais clareza o papel pedagógico das vivências físicas no processo de aperfeiçoamento.
