Limpar a Casa
Às vezes o coração é como uma casa com portas emperradas. Não entra sol, mas entra renúncia. Eu empurro cada porta com o punho das minhas pequenas certezas. Algumas cedem, outras permanecem guardiãs do escuro. E morar nesse lugar é aprender a plantar janelas.
O perdão que me salva é lento e sem lampejos. Ele se instala como casa simples, tijolo sobre tijolo. Não é espetáculo, nem notícia de jornal. É a rotina de admitir e soltar ao mesmo tempo. E aí a alma respira sem urgências.
Minha alma tem a textura de uma casa abandonada, onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado.
O corpo é uma casa que, às vezes, entra em reforma sem nos consultar, trocando a fiação do ânimo por circuitos de agonia que não têm interruptor. Resta-nos habitar o cômodo que sobrou, acender uma vela de oração e esperar que a estrutura resista a mais uma noite de ventania.
A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.
O amor é um hóspede barulhento que bagunça toda a casa da nossa alma e depois vai embora sem ajudar na limpeza, deixando apenas o cheiro de um perfume que odiamos lembrar. Mas, no fundo, a gente sabe que a casa vazia e limpa é muito mais triste do que o caos que ele causou.
A maior prova de força é não abaixar a cabeça, mas saber que chorar em casa te torna igualmente digno.
A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.
A memória é uma casa de quartos trancados. Algumas portas abrem sozinhas, outras precisam de força. Quando entro, encontro ossos de riso e móveis de abandono. Arrumo o que posso e não tento ajeitar o impossível. Viver é aprender a escolher quais cômodos habitar.
O amor é casa, e casa precisa de estrutura, eu só entro onde há pilares fortes, teto firme, e portas sinceras.
...Você entrou em minha casa, devastou a minha vida e foi embora. Mas agistes assim porque permiti que agisse de tal modo, do contrário, não podia ser diferente. Perdi a minha casa e perdendo-a perdi minha segurança, perdi meu conforto e assim, perdi também a minha paz. Foi como um tornado que passa e não vai embora sem deixar lembranças que marcam a sua existência. No entanto, ficaram os destroços, ficaram as lagrimas e o desespero de alguém que tivera tudo e ao olhar ao seu redor, percebe-se sem nada... Mas, de repente você me surpreende, me mostra quem eu sou e quem você é. Você nos fez perceber que somos diferentes e que eu existia antes de você e, de igual modo você também existia. Logo, nossa existência é distinta, mas é possível. E que não há motivos para guardar lembranças ou mágoas. De modo surpreendente, pela última vez me fizeste um pedido e desapareceu da minha vida. Eis o seu pedido: “Se desfaz desse lugar, vai embora daqui. Se esse lugar deixar de existir para você, as lembranças que você tem sobre ele e as pessoas que aqui viveram aos poucos também desaparecerão. Assim acontece com as pessoas. Elas chegam como quem não quer nada de nós, nos marcam, nos fazem bem, e podem também nos fazer mal. Mas se chegam a ir embora, levam a sua existência. E as lembranças, por mais que estas fiquem por algum tempo, não são capazes de trazer as pessoas ou as experiências vivenciadas de volta. Então, estas também vão embora, elas acabam”.
Se a barata soubesse o medo que eu tenho dela, ela me assaltava e levava tudo de casa, mas mostrar poder faz ela correr. É assim também com as pessoas, enquanto se escondem os medos e as fraquezas, elas não sabem como te atacar. Embora algumas baratas saibam nos surpreender, ainda assim algumas pessoas tem o poder de serem piores que as mesmas.
Ta faltando AMOR, e sobrando gente ruim!
Tranque a casa flor, e pare de se sentir culpada por estar infeliz algumas vezes sem ter acontecido nada, as vezes a gente não tem culpa desses minutos desvairados de entrega e fraquejo, pense pelo lado positivo, muitas vezes são esses momentos que mais servem de inspiração.
Texto Minutos Desvairados
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