Amor e Liberdade
Seria ele a culpa?
Seria ele minha amargura?
Não sei por exato...
Mas, ele é uma pedra no meu sapato.
É minha reclusão, minha repressão.
É o motivo da minha depressão.
É ele o alguém a findar minha liberdade...
Amar é ver as cores do arco-íris mesmo quando o sol não brilha sobre gotas de chuva.
Amar é sentir borboletas no estômago.
Amar é quando seu pior momento sobreleva-se aos seus momentos ruins.
Amar é enaltecer a alma. É sentir o coração eufórico.
Amar é a condição de encontrar-te satisfeito fisicamente e mentalmente, é sentir-se seguro e confortável... É aquela sensação de bem-estar.
Em suma, se amar virou "coisa" de gente corajosa, então as pessoas têm medo de serem felizes, pois amar é sentir a felicidade subitamente.
Você é pássaro, pássaro voa, não carregue malas. Teu sentimento bate asa, não queira curar quem vive de crença e não bebe da fonte do amor.
Aquele que reconhece o erro e pede perdão aprendeu,
Aquele que perdoa dominou o ressentimento,
Aquele que esquece vive em paz.
Não era Rapunzel, nem Cinderela, nem Chapeuzinho ...
Era Farfalla Blu, que vivia presa em seu quarto,
E sonhava debruçada na janela da sacada, com seu grande amor.
Sua mãe não era madrasta, nem bruxa ...
Era uma fada madrinha que queria protegê-la do mundo.
Mas, assim, cortava suas asas neon, tal qual foi ensinada.
Um dia, Farfalla Blu viu aquele homem dançando ...
Não era nem Príncipe, nem Lobo, era seu amor, e Farfalla dançou.
A mãe não gostou, mas Farfalla Blu escolheu o twist.
E no final, até a mãe dançou.
Você conhece a história do "Cisne Negro", Elizabeth Taylor Greenfield?
Nascida na escravidão em algum momento entre 1818-1826 em Natchez, Mississippi, Elizabeth Taylor Greenfield tinha poucos motivos para sonhar com a vida que eventualmente se tornaria sua. Por causa de uma série de circunstâncias improváveis e seus próprios esforços incansáveis, ela acabaria se tornando conhecida como a primeira cantora afro-americana a ganhar reconhecimento na Europa e nos Estados Unidos.
Elizabeth Taylor Greenfield foi chamada de "Cisne Negro" por causa da elegância de sua voz e da graça de sua presença. Nascida escrava em Natchez, MS, ela foi libertada quando sua amante se juntou à Sociedade dos Amigos, que era contra a escravidão.
Elizabeth começou a estudar música em 1846 e, em 1854, tornou-se a primeira cantora afro-americana a se apresentar para a família real britânica.
Ela faleceu em 1876.
Do Vazio, Transbordo
Do vazio, preencho-me,
como tela que se pinta sozinha,
colorido com as mais belas cores
de uma paleta que nem escolhi.
Sou arte que se faz sem intenção,
um quadro que respira
e dança com os tons
que o acaso me deu.
Do vazio, transbordo,
como rio que se perde
entre margens inconstantes,
a fluidez de um só
corpo que se desenha
com as tintas do improvável,
na liberdade de ser
mais que apenas vazio.
Quando a vida me cobre
com véus de incerteza,
esboço-me em traços largos
e deixo que o tempo
pincele meus contornos.
Não sei se sou obra completa
ou fragmento em constante mudança,
mas aceito o caos
como parte da criação.
Sou o intervalo entre
a matéria e o conceito,
o pulsar do imprevisto
na estrutura que se rompe.
Quando me olho de fora,
percebo que sou mais
do que a soma de escolhas,
sou o reflexo que escapa
entre as fendas da razão.
Há beleza no que escorre
sem forma definida,
no gesto que se faz
pela inquietação do existir.
Sou composição inacabada,
mas inteira naquilo
que jamais cessa de se criar.
E assim,
de um espaço que era nada,
sou cor, sou movimento,
um corpo que não cabe
em linhas retas
nem em molduras fixas.
Sou a contradança
entre o vazio e o transbordar,
a essência que se molda
na ausência de certezas,
como verso que se escreve
no tempo que passa
sem pedir licença.
E se ao final
me perguntarem o que sou,
direi que sou fluido,
transição que se esparrama
entre o ser e o deixar de ser.
Um conceito escorrendo da mente
que, ao tocar o chão,
se torna rio que não desiste
de encontrar o mar.
Porque ser é também desaguar
em possibilidades infinitas,
é não temer a dissolução
e encontrar na própria mudança
a raiz que jamais se fixa.
Sou processo que se faz
enquanto a vida se move,
uma arte sem moldura,
uma verdade sem contorno,
transbordando de mim
no vazio que me acolhe.
E se por acaso
me perguntarem novamente,
não direi mais que sou completo,
nem que estou pronto.
Direi que sou como a água,
que ao abraçar a terra,
transfigura-se em rio,
em mar, em chuva,
mas nunca deixa de ser
essencialmente líquida,
livre para se moldar
e expandir,
pois mesmo quando se evapora,
não deixa de ser presença,
não deixa de ser vida.
A noite silenciosa afugenta o sono e os mais belos sonhos dos inconformados, injustiçados e infelizes.
Grande parte de minha vida e pensamento é inspirada na sabedoria familiar, também de pessoas comuns, simples e humildes que fazem um show diariamente anonimamente no grande palco da existência. Por si é um laboratório teatral cotidiano do simples, como me alertou durante vários anos o querido "Zimba" - Zbigniew Marian Ziembiński, mais conhecido como Ziembinski, o magnifico ator e diretor de teatro, cinema e televisão, na década de 1970 com quem tive a alegria de conviver no RJ. Parece mesmo que no mais erudito e no mais simples são que circulam naturalmente as melhores respostas pois diferente do intermediário presunçoso do que é e não é e talvez possa ser, só vivem as sombras descrentes das perguntas sem sentido e as alegações infrutíferas e sem objetiva solução. A divina generosidade é a grande maré que nos movimenta pela brisa constante e continua do Oceano dos Humildes.
Ir alem é ter a capacidade de perdoar, apagar, desaprender o que estava errado, equivocado e aprender o certo, tudo de novo.
Necessitamos hoje de muitos sonhos, gestos, ações e criações de extrema beleza para revigorar em esperança nossa alma, tão desgastada em nosso tempo por tantos feios, bizarros e incivilizados sub-humanos comportamentos.
Um diferente incomoda a muita gente, um diferente insistente incomoda muito mais. Dois diferentes incomodam a muita gente, dois diferentes indiferentes incomodam muito mais. Três diferentes incomodam a muita gente, três diferentes insurgentes incomodam muito mais. Mil diferentes não incomodam mais a pouca gente pois mil diferentes não são diferentes, são iguais.
Distante das maquinas magnéticas dos homens são as estrelas na noite, o nascer do sol e o voar dos passarinho que me dão a verdadeira direção e orienta o meu coração em união e livre.
Hoje bastaria uma centelha generosa de bondade de cada um que resultaria em pouco tempo em um vasto oceano de amor para saciar a enorme sede de esperança em nosso mundo.
As mulheres mais bonitas e inteligentes do mundo inteiro das mais diversas culturas, trazem consigo o canto doce dos pássaros silvestres na alma. Jamais cataram em cativeiro, com seu espirito de vida dentro de gaiolas de ouro.O seu canto é uma das principais parte do feminino da lua, do direito e vocação de ir e vir como as ondas do mar. As passarinhas livres deixam se ser prisioneiras só da sua própria liberdade e escolhas, de seu amor, do seu querer e das coisas complicadinhas que se amontoam desordenadamente em seu coração.
O grande segredo da vida hoje me parece ser poder amar todos os passarinhos sem ter gaiolas para lhes guardar, amar todas as crianças de todas as culturas sem ter tido um filho algum para se espelhar, amar todas as flores de todas as cores mas nunca ter tido um jarro imperfeito algum por mais belo que fosse para enfeitar, amar todas as mulheres sem ter encontrado meu par perfeito para casar, amar todos os lugares do mundo sem ter tido a oportunidade de viajar, amar todas as musicas mesmo se nunca aprendeu um pequeno instrumento tocar, amar a mais ampla liberdade mesmo que tenha nascido cativo sem saber voar mas veio com a grande virtude de ousar pelo pensamento e sem limites sonhar.
