Levo esse Sorriso porque Ja Chorei demais

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Faço malabares com as estrelas
tenho meia dúzia de planetas na gaveta
já viajei na calda do cometa
e lapido diamantes que já foram meteoros...

Inserida por tadeumemoria

Mais verde que a esmeralda é o olhar de jade…
Quando a tarde vem é verde oliva
Quando a noite já chegou é verde musgo
Quando chega o trem pela manhã é esperança
É um trem de abstração, paixão que arrasta um trem
Esverdeando bem alem, dos pinhais
Silenciosa como um trem acordando as manadas
Afugentando a passarada
Mais verde que a esmeralda é o olhar de jade
Mais tarde minhalma se perde
Verde como a vegetação no verde oliva
Que sobe as montanhas no olhar de Jade...

Inserida por tadeumemoria

É triste ser feliz, eu já fui triste um dia...

Inserida por tadeumemoria

ENQUANTO O CIRCO PEGA FOGO
Já fui palhaço em algum carnaval
E aprendi a sorrir quando o circo pegava fogo,
Descobri que os palhaços não são felizes,
Descobri que os palhaços não são engraçados,
Descobri que são solitários
E se escondem atrás de um sorriso,
Descobri que se arrependem
Do que dizem e do que deixam de dizer,
Descobri que se arrependem,
Do que fazem e do que deixam de fazer
Descobri que também já fui palhaço...

Inserida por tadeumemoria

Basta dizer
Que a solidão não me apavora,
Já me acostumei
Com os problemas de agora
E outros que antes já vivenciei...
Ah, posso até dizer
Que não sou infeliz
Que já sei caminhar
Com os meus próprios pés...
Que já penso em partir
E um dia quem sabe
Imaginar que tudo acabou...
Basta dizer que já consigo ver
E admirar as luzes fugazes
De um alvorecer,
Sem pensar na frieza
De dias monótonos
De alguém solitário e triste
Assim como eu...

Inserida por tadeumemoria

BABY
Guarde seu olhar de compaixão,
Cale suas palavras doces,
Já me acostumei com o silencio
E a escuridão...
A solidão me chama de baby...
Baby, baby baby baby...
A lua nos espera na varanda
Onde os fantasmas do passado
Dançam seus boleros,
Onde eu espero o momento que não veio,
Onde eu degolo aquele ser austero
Que da noite só esperava a lua...
Baby... baby..baby...
A solidão me chama de “meu bem,”
As taças tilintam irritantes,
Ao som de ébrias gargalhadas,
Daqueles que profanam a noite...
A lua se insinua na varanda,
Anda pros meus braços,
Pra insanidade inocente dos santos,
Pra ternura piegas e débil dos loucos...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se a névoa púrpura e plasmática
Bafeja este deserto de assombrações...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se tenho um punhado de estrelas na minha destra
E na minha esquerda
Um coração que pulsa
Ao ritmo de tuas lágrimas e sorrisos...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se a emoção que enrubesce sua face
Agita o sangue em suas veias
me faz manter suspensos e brilhantes os astros...
Quem disse que eu não sou Deus???

Inserida por tadeumemoria

Quando eu pensei que eu já era eu mesmo
Havia ainda muita coisa a descobrir
Quando eu pensei que já tinha me descoberto
Havia ainda muitas caixas pra abrir
Quando eu pensei que eu era eu mesmo,
Eu ainda era uma caixinha
Dentro de outra dez caixas maiores
Quando eu pensei que te conhecia
Havia ainda muitas coisas a se encaixar
A vida é assim mesmo
Há sempre algum invólucro a se desempacotar
São caixinhas de surpresa
Que a gente vive encaixando e desencaixando
Até descobrir que nenhuma surpresa há...

Inserida por tadeumemoria

. Quando a saudade perguntar por mim
Diga que a solidão que já me esqueceu
Solidão sempre pergunta por saudade
Saudade pra mim já morreu

Inserida por tadeumemoria

Mal o meu olhar perdera a pureza
Tereza já se despia
a noite mal anoitecera
ainda ingênua,
uma lua tímida no céu de chumbo
parecia o fim do mundo
o que cairia,
a chuva alagaria a rua,
a tribo dos vagabundos
de todos os mendigos
de pontes e de marquises
o que seria da chusma,
minha madre Teresa de Calcutá,
calcula a minha agonia,
Tereza presa nos meus braços
o paço guardado por vigias
o chumbo alagando o Ganges
a rua parecia o rio...

Inserida por tadeumemoria

Quando os olhos lacrimejam
a solidão já se perdeu nos pântanos
e a alma já foi devorada pela alcateia...

Inserida por tadeumemoria

O PÂNTANO
Quando os olhos lacrimejam
A solidão já se perdeu nos pântanos
E a alma já foi devorada pela alcateia...
Então a neblina cai fria,
Perolada por um ou outro
Raio furtivo de luar
Que escapam por entre as nuvens,
As manhãs são raríssimas,
Uma ou outra lembrança
De um passado longínquo,
A essência humana é esse pântano;
Uma criança frágil caminhando
Num terreno íngreme e pedregoso
Sob olhares famintos de lobos...

Inserida por tadeumemoria

Já fui um feto
feito de afeto
então por que
tanto deserto?

Inserida por tadeumemoria

BICHO FAMINTO
Já é tão tarde
E ainda assim,
A noite continua...
A lua ferve em mim
Como se fosse um sonrisal
Neste copo de mágoas...

Queria entender
O teu sorriso-monalisa,
Tão despido de vida...

Da Vince daria
Vinte mii tonalidades
A essa surrealidade,
Então eu veria a beleza
Onde só tem arte...
Já é tão tarde
E a noite não perdeu o seu cinza
E esta agonia bate
Com golpes de um ninja
Que se esconde nas sombras
Das noites e das desilusões
Devo seguir meus sentimentos
E meus instintos
Como um bicho faminto
Que a lua conduz...

Inserida por tadeumemoria

Quando eu quis acreditar no amor...
já não era manhã...
já não tinha o sabor de hortelã,
os desejos já tinham dormido...

Inserida por tadeumemoria

Já entendi o teu olhar...
tuas desculpas,
tuas queixas, tuas enxaquecas crônicas...
já entendi o teu ar distante,
este sonhar de olhos abertos,
já vi tua mala pronta,
já decidiste só não sabes como falar;
não fala nada não, vai ser feliz...
mas saia sem que eu perceba,
detesto despedidas,
perco a voz, lacrimejo, faço cobrança,
alimento esperança...
mas não me ouça,
o tempo cura, o tempo é remédio,
O tempo curará meu tédio...

Inserida por tadeumemoria

Ainda não tinha o terminal de ônibus, já faz alguns anos, num daqueles rompantes Laura saiu abruptamente e nunca mais apareceu; cheguei a sonhar com seu rosto adornado surgindo com sua cabeleira dourada sobre a superfície da lagoa numa espécie de medusa; eram pesadelos que me traziam insônias
e me aceleravam os batimentos cardíacos trazendo-me uma espécie de apneia, depois quando eu conseguia me restabelecer corria pra varanda e ficava contemplando aquele véu prateado pela lua; vinham- me as lembranças de histórias mais tristes; visagens criadas pelo tempo, de amores consumidos pelas águas, nas vozes marcantes e inconfundíveis de meus antepassados; era bem possível que para terceiros tudo ganharia um tom folclórico e lendário, mas quem ouvira de suas bocas, dadas as devidas proporções, percebia-se, tudo era verídico. Portanto nunca era surpresa quando um corpo aparecia boiando nas águas da lagoa; mas esse não foi o caso de Laura; não foi o encanto da lagoa ou o desencanto com a vida que a levou. Talvez exatamente o contrário; talvez o encanto com tudo que soprava na brisa e aquele murmurar apaixonante que movia silhuetas quando a lua cochilava sob alguma nuvem; aquele encanto que soprava notas de alguma música, trazendo a ilusão gratuita de que a vida pode ser bela; talvez isso. Meditando assim, perdi a conta das vezes que vi os primeiros raios da aurora, ouvindo feirantes armando suas barracas, na esperança vã de ganharem a vida com a venda de seus produtos. Ganhar dinheiro jamais será ganhar a vida; assim passaram-se os anos, de modo que Laura era uma figura arredia atrás das portas; uma moldura desalinhada que mal suportava a foto desbotada; uma curiosidade que suspirava na minha alma a querer saber onde lhe levara tanta pressa de viver. encontrava sempre alguém que fazia parte daquele grupo que bebia e se derramava à noite, então o sorriso indeciso de Laura voltava a bailar às margens da lagoa como um fantasma teimoso; mas agora eu tinha Mirna, de olhar suave e fala mansa, que me falava de grandes poetas e cantarolava boleros enquanto se balançava na varanda como se a vida fosse eterna.

Numa noite depois de um evento no passeio público, nos dirigíamos à praça do Ferreira, quando num dos bares que tocava em alto volume uma música brega eu a vi, estava sozinha, sentada a uma mesa e ostentava um copo de cerveja que ergueu num leve cumprimento arremedando um sorriso; percebi como ela sofrera a ação do tempo, como o tempo pode ser cruel! Seria melhor nunca mais tê-la visto e ficar com aquelas lembranças bonitas. Agora aquela angústia se sobrepunha e Laura não passava de uma lembrança melancólica.

Inserida por tadeumemoria

GRAVIDADE

Os pivetes mal fazem um avião

E já pensam que são astronautas

Se perdem na gravidade da lua

E acabam na poeira da rua...

Inserida por tadeumemoria

quem já teve um amor verdadeiro
um dia e perdeu
herdou nos olhos a nostalgia...
mas perdeu seus horizontese suas referências

minha primavera, minha Vera prima
eles verão este inverno no meu olhar
eles verão o meu outono e outras estações
fases de lua e suas consequências

eles verão e eu inverno a derramar
o amor que transbordou no tempo e na saudade
quem já teve um amor verdadeiro e um dia perdeu
jamais será triste
triste é quem um amor verdadeiro nunca viveu

mas quem pode entender o amor,
o amor é um deus
ou se vive o amor e tem fé...
ou não vive e padece
e se torna um ateu

preciso lembrar que o amor me esqueceu
e que os sonhos que eu tinha
não são mais sonhos meus

Inserida por tadeumemoria

VOCÊ SABE ONDE FICA O BERIMBAU DO GOZA?
Seu Iteovaldo tentou explicar
Mas aos 85 anos já não lembrava direito:
"_Era um lugar bonito, de riso e de grito e admiração..."
O adolescente esperava ansioso
Sem querer saber de toda aquela prosa:
"_Só queria saber onde fica o berimbau do goza..."

_"Tem borboletas e passarinhos...
Tem uns ninhos e outros bichos e tem dois montinhos..."
Era meio poético falar assim,
Mas seu Serafim, bem vivido e bem sucedido
Imaginou que seria melhor compreendido:
_"Você desce uma alameda e tem uns matinhos
Que metem medo, mais pelos segredos que pelos perigos;
Foi assim comigo, tinha um fogaréu, vinha um vendaval
Mas depois dali estaria o berimbau..."

_"Sei não, começou seu Rui, que tinha algo de Barbosa
Comigo foi fácil achar o berimbau do goza;
Fui com Serafina, que era cega,
Surda e muda, e tateava tudo
E perguntava o tempo
E desfrutava a brisa e o calor da manhã,
O barulho das águas e o cantar das aves...
E era tão lindo aquele caminho,
Que o tempo voou e chegou a noite,
Surgiu uma nave de brilhos bonitos,
Improvisei uma rima pra Serafina
Que luzia como um vagalume,
Falava e via e me escutava,
Num impulso catei meia dúzia de rosas
Naquela magia ela já levitava,
Gemia algo que eu não entendia,
Mas lhe deixava formosa
Acho que era ali o berimbau do goza...

Inserida por tadeumemoria

⁠Não tenho medo mais da solidão,
já enganei meu coração
que posso ser feliz sem teu amor
se as noites são vazias eu penso assim,
e penso, assim eu vivo esta ilusão.

Inserida por tadeumemoria