Levo esse Sorriso porque Ja Chorei demais

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A gente complica demais as coisas porque ser simples é muito difícil. Ser simples custa tudo o que você tem.

De vez em quando sinto algumas falhas. Deve ser porque penso demais. Meu pensamento, apressado, corre a passos largos e intensos. Quase me derruba. Mas eu aguento (ou pelo menos tento). Ando parecida com o mar em dias de fúria: meio mexida. Tudo anda se ajustando e adaptando dentro de mim.

Não sei amar, isso é um fato. Mas sei gostar demais, cuidar demais, me preocupar demais. Tudo em overdose.

Aos Olhos do Pai

Aos olhos do Pai você é uma obra prima que Ele planejou
Com suas próprias mãos pintou
A cor de sua pele, os seus cabelos desenhou
Cada detalhe num toque de amor

Você é linda demais, perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Princesa Linda demais, perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Aos olhos do Pai você é uma obra prima que Ele planejou
Com suas próprias mãos pintou
A cor de sua pele, os seus cabelos desenhou
Cada detalhe num toque de amor
Nunca deixe alguem dizer, que não é querida
Antes de você nascer, Deus sonhou com você

Você é linda demais, perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Princesa Linda demais, perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Você é Linda demais, perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Princesa, aos olhos do Pai

Ana Paula Valadão
Álbum "Crianças Diante do Trono"

Eu bem sei que ciumento, exigente, impulsivo. Irritado por coisas tão banais. Eu vivo a provocar discussões sem motivo. Mas eu amo tão mal, porque eu amo demais.

Por você eu me viro do avesso, eu invento, arranjo um jeito.
Todos os meus sonhos falam de você, Tudo que vou fazer lembro-me de você.
Você é a música que não canso de ouvir.
Talvez você não saiba, mas você é tudo para mim.
Faço o que puder pra ver a sua felicidade...
Sem você meu mundo é triste, sem você eu me sinto perdida em um mundo de solidão.
Tudo isso por que: te amo demais Vida!

Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.

Guimarães Rosa
na novela "Campo Geral", em "Manuelzão e Miguilim"/ do livro 'Corpo de Baile'. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2001, pg. 148.
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As pessoas acreditam demais, se entregam demais, sofrem demais, e mesmo assim fazem tudo de novo.

A decadência da oferta espelha-se na penosa invenção dos artigos para presente, que já pressupõem o fato de não se saber o que presentear porque, na verdade, não se tem nenhuma vontade de fazê-lo.

O passado é a única realidade humana. Tudo o que é já foi.

Querermos ser do nosso tempo é estarmos já ultrapassados.

Que importa que já o saibas? Só se sabe o que já nos não surpreende.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever, Bertrand, 2001

Não importa muito com quem te casas, já que na manhã seguinte seguramente descobrirás que se tratava de outra pessoa.

Ensinam-nos a viver quando a vida já passou.

Um homem já está metade apaixonado por qualquer mulher que o ouça.

O homem que sabe ler fala com os ausentes e mantém vivos os que já morreram. Comunica-se com o universo - não conhece o tédio - viaja - ilude-se. Mas quem lê e não sabe escrever é mudo.

Não se diz nada que já não tenha sido dito.

Todo o delito
Já traz no ventre o seu próprio anjo vingador,
A terrível espera.

Cheguei demasiado tarde
e já todos se tinham ido embora
restavam paeis velhos, vidas mortas,
identidade, sujidade, eternidade.

Comeram o meu corpo e
beberam o meu sangue; e, pelo caminho, a minha biblioteca;
e escreveram a minha Obra Completa;
sobro, desapossado, eu.

Resta-me ver televisão,
votar, passear o cão
(a cidadania!). Prosa também podia,
e lentidão, mas algo (talvez o coração) desacertaria.

Pôr-me aos tiros na cara como Chamfort?
Dar em aforista ou ainda pior?
Mudar de cidade? Desabitar-me?
Posmodernizar-me? Experienciar-me?

Com que palavras e sem que palavras?
Os substantivos rareiam, os verbos vagueiam
por salões vazios e incendiados
entregando-se a guionistas e aparentados.

Cheira excessivamente a morte por aqui
como no fim de uma batalha cansada
de feridas antigas, e eu sobrevivi
do lado errado e pela razão errada.

“Que dia? Que olhar?”
(Beckett, “Dias felizes”)
Que feridas? Que estanda-
te? Que alheias cicatrizes?

Estou diante de uma porta (de uma forma)
com o – como dizer? – coração
(um sítio sem lugar, uma situação)
cheio de palavras últimas e discórdia.

a cerca já era
coroa de rosas
entre chifres do touro