Lembre se que um dia eu te Amei
O silêncio não me incomoda, geralmente reconheço o porque dele nos que eu amo, e o resto é só um favor a me fazer.
“Pra todo canto que eu olho. Vejo um verso se bulindo.”
vamos para a vida, que ela não espera. quem fica enseja o fim que [re]mata.
Ontem foi um daqueles dias terríveis João, desses em que eu deixo de ser durona e viro uma gelatina doce e despedaçada. Eu tive insônia de novo, daquelas na qual você se mantinha acordado, só pra não me deixar ficar só. Eu fiquei doente, daquele jeito que você me via chorar e se desesperava porque não sabia o que fazer, mas eu aguentei mesmo sem você. Lembrei que queria que você me contasse algo sobre seu dia, pra entretenimento. Sempre funcionava João, e no fim das contas as dores já haviam ido. Senti fome durante a noite, mas não queria cozinhar. Que graça tem sem você pra reclamar da bagunça na cozinha? Então eu me propus a acreditar que estava gorda para não cozinhar nada que lembrasse você, então lembrei você me dizendo que eu estou ótima e não existia gordura alguma. Não sei João, fizeste muita falta na dor, mas cá estou feliz, cheia de energia e querendo dividir com você, então entendi que te recordo muito mais na alegria. Então João, me dita a regra do tão temido meio-termo, pra eu ficar entre a linha tênue entre a tristeza e a alegria. Tá tudo bem, eu até tomei café hoje e só fiz uma reclamação durante a manhã inteira. Que incrível não é? Era isso João, só mais uma carta, pra te dizer que de alguma forma eu lembrei de você, mas está ficando estranho, olha pra mim ó, eu engasgo o choro e algumas vezes fico sem ar, mas outras eu não sei sentir nada, nem raiva, nem amor, nem calor, a única coisa que eu sinto é frio. E não João, isso nunca foi bom!
...eu jurei, de joelhos, - nunca vou te deixar -. Com a graça de um garoto, e a seriedade de um homem. Vou cumprir o que assumi!
Forte
Observando o nada,
Encontrei o tudo!
Tudo que eu queria...
Um objeto de estudo.
Estudo complicado...
Tive que testar, provar
E dentre estas análises,
Senti algo no ar.
Não queria parar de estudar
Estava tentada, louca, abusada...
E neste corpo, que entretida,
Me deixou viciada...
E como tudo acabou?
Bem, nada tem fim...
Tudo isso permanece intocado...
Porém... dentro de mim.
Um leitor perspicaz, como eu suponho que há de ser o leitor deste livro, dispensa que eu lhe conte os muitos planos que ele teceu, diversos e contraditórios, como é de razão em análogas situações.
Esse bem e esse mal que sou eu
É melhor abir a janela do tempo
e tentar respirar um pouco de ar puro
antes que a poluição dos meus assuntos
consuma de vez os meus tormentos...
Mas para que fingir
todo esse conservadorismo?
Mas para que preferir um pseudo moralismo?
Saiba que o normalismo
não me convêm,
e nem contém
a medida certa de loucura
que me faz viver assim
como sou,
para mim tão bem...
O POEMA DAS CRIANÇAS TRAÍDAS
Eu vim da geração das crianças traídas
Eu vim de um montão de coisas destroçadas
Eu tentei unir células e nervos mas o rebanho morreu.
Eu fui à tarefa num tempo de drama.
Eu cerzi o tambor da ternura, quebrado.
Eu fui às cidades destruídas para viver os soldados mortos.
Eu caminhei no caos com uma mensagem.
Eu fui lírico de granadas presas à respiração.
Eu visualizei as perspectivas de cada catacumba.
Eu não levei serragem aos corações dos ditadores.
Eu recolhi as lágrimas de todas as mães numa bacia de sombra.
Eu tive a função de porta-estandarte nas revoluções.
Eu amei uma menina virgem.
Eu arranquei das pocilgas um brado.
Eu amei os amigos de pés no chão.
Eu fui a criança sem ciranda.
Eu acreditei numa igualdade total.
Eu não fui canção mas grito de dor.
Eu tive por linguagem materna, roçar de bombas, baionetas.
Eu fechei-me numa redoma para abrir meu coração triste.
Eu fui a metamorfose de Deus.
Eu vasculhei nos lixos para redescobrir a pureza.
Eu desci ao centro da terra para colher o girassol que morava no eixo.
Eu descobri que são incontáveis os grãos do fundo do mar
mas tão raros os que sabem o caminho da pérola.
Eu tentei persistir para além e para aquém do contexto humano,
o que foi errado.
Eu procurei um avião liquidado para fazer a casa.
Eu inventei um brinquedo das molas de um tanque enferrujado.
Eu construí uma flor de arame farpado para levar na solidão.
Eu desci um balde no poço para salvar o rosto do mundo.
Eu nasci conflito para ser amálgama.
II
Eu sou a geração das crianças traídas.
Eu tenho várias psicoses que não me invalidam.
Eu sou do automóvel a duzentos quilômetros por hora
com o vento a bater-me na cara
na disputa da última loucura que adolesceu.
Eu sou o anti-mundo à medida que se procura o não-existir.
Eu faço de tudo a fonte para alimentar a não-limitação.
Eu sei que não posso afastar o corpo que não transcende
mas sei que posso fazer dele a catapulta para sublimar-me.
Meu coração é um prisma.
Eu sou o que constrói porque é mais difícil.
Eu sou o que não é contra mas o que impõe.
Eu sou o que quando destrói, destrói com ternura
e quando arranca, arranca até a raiz
e põe a semente no lugar.
Eu sou o grande delta dos antros
Os amigos mais autênticos são as águas que me acorrem.
Eu sou o que está com você, solitário.
Quando evito a entrega, restrinjo-me.
Quando laboro a superfície é para exaurir-me.
Quando exploro o profundo é para encontrar-me.
Quando estribo braços e pernas na praça sobre o não alterável
É para andar a galope sobre a não-liberdade.
III
Sem bandeira que indique morte qualquer,
avanço das caliças.
Sem porto fixo à espera, nem lar de maternas mãos
ou rua de reencontro.
Ostento meus adeuses.
Sem credo a não ser à humanidade dos que me amam e desamam,
anuncio a catarse numa sintaxe de construção.
Eu escreverei para um universo de concessões.
Eu saberei que a morte não é esterco,
mas infinda capacidade de colher no chão menor adubado,
que poderei sorvê-la como à laranja que esqueceu de madurar,
que serei alimento para o verme primeiro da madrugada,
que a vida é a faca que se incorpora em forma de espasmo,
que tudo será diferente, que tudo será diferente, tão diferente...
Eu quero um plano de vida para conviver.
Eu ostentarei minha loucura erudita.
Eu manterei meu ódio a todos os cetros, cifras, tiranos e exércitos.
Eu manterei meu ódio à toda arrogante mediocridade dos covardes.
Eu manterei meu ódio à hecatombe de pseudo-amor entre os homens.
Eu manterei meu ódio aos fabricantes das neuroses de paz.
Eu direi coisas sem nexo em cada crepúsculo de lua nova.
Eu denunciarei todas as fraudes de nossa sobrevivência.
Eu estarei na vanguarda para conferir esplendores.
Eu me abastardarei da espécie humana.
Eu farei exceções a todos os que souberam amar.
Eu seria grande, mas o que sei, sei mais que um grão de areia, sou apenas, que acha o que pensa, mas será os pássaros não sabem porque constroem os seus ninhos e os outros que consideramos animais sabem menos que nós, cães que não abandonam aqueles que amavam nem no cemitério esperando o retorno, ou será que já estão vendo o que nunca veremos.
A teoria é diferente da prática. Na teoria eu nunca perdi um paciente, mas na prática percebemos o quão importante é a teoria.
Tudo vai ser silêncio
Tudo vai ser silêncio
E eu não consegui te encontrar.
Jaz um amor que não teve começo
não teve meio
não teve fim
teve apenas uma longa espera
que findou-se no silêncio de mim.
19/01/14
Toda vez que eu ficar indeciso, em meio as flores, luzes e cores, se forma um abrigo aquecido pelo calor de teu sorriso.
Eu realmente não ligo para o que as outras pessoas pensam de mim. Apenas acho um absurdo que me julguem sem me conhecer.
Por mais que eu tente expressar em palavras quem sou eu, sempre serei no máximo um ponto...Interrogação.
Um tempo atraz eu costumava me pegar sonhando acordada, hoje percebo que Sonho acordada como uma forma de nao sentir dor .
Em uma noite dessas de verão, eu estava sentado em um restaurantezinho qualquer, apenas para sair, depois de um fim de semana inteiro enfurnado em casa. E notei uma garota de cabelos castanhos e olhos azuis ou verdes, fiquei indeciso quanto a cor de seus olhos.
Ela estava sozinha, imaginei que estivesse esperando alguém, e tive certeza ao ouvir sua voz suave falando pelo celular com, aparentemente, um cara, perguntando se ele demoraria muito para chegar. E aí as horas foram passando, e se estendendo.. até eu notar a expressão triste da garota, que ainda estava sozinha.
Bebi uma ou duas doses de whisky, tomei coragem e fui falar com ela, mas a conversa acabou não saindo como eu esperava. A deixei nervosa e vi seus olhos lacrimejarem. Depois de umas tentativas frustradas de me desculpar pelas minhas escolhas erradas de palavras ao falar sobre ela e o rapaz, ela me disse que eu não sabia nada sobre os dois e que eu deveria cuidar dos meus problemas.
Fico mal em concordar, mas é a pura verdade: eu deveria cuidar mais dos meus problemas. Só que enquanto ela me falava coisas e mais coisas para me sentir mal, a única coisa com que eu me preocupava era que eu ainda não havia perguntado o nome dela. E sem nem ao menos pensar, a interrompi, perguntando seu nome.
Ela se levantou, pegando sua bolsa branca combinando com o tom de sua pele, disse que era Lana e logo foi me dando tchau. Me levantei tentando alcançá-la, pois ela andava rápido, mas ela olhou pra trás e eu só tive a chance de olhá-la nos olhos.
A última visão que tive de Lana: os olhos.
Acho que você não entenderia se eu dissesse que eu sou estúpida e você é um doce de pessoa. Nem eu entendo. Porque eu sei que, ou nós dois somos estúpidos em pôr esperança nesse caso perdido, ou somos um doce de pessoa, mesmo não provando do teu sabor e todos confirmarem a minha amargura explícita. Só que os olhos que me encontram na rua não são como os que me veem da forma que sou de verdade, e nem as línguas que me provam sabem que não sou só acidez. Eu tenho lábios doces, será que ninguém sentiu? Eu não sou assim tão amarga, arrogante, e grossa como todos falam, você pode confirmar isso. Há alguma razão nessa cor pálida em mim. Eu não preciso da cor do pecado pra te fazer perder os sentidos, mas também não sei te fazer encontrar o caminho da minha casa. Da mesma forma que teus olhos não precisam ser claros para me cativar, e você não precisa ter o melhor corpo do mundo, nem uma mão grande. Eu só espero um pouco de coragem de ambas as partes. Talvez se atirar daqui do alto não seja tão ruim e nós encontraremos um final pacífico lá em baixo. Você só não pode ter um maldito carro e deixar as chaves jogadas aí do teu lado, sem vir me ver. É uma oportunidade desperdiçada. É ridículo. Tão ridículo como teu nome ser comum. O trágico é que meu coração bate menos a cada pensamento ligado ao teu, e tudo bem, eu sempre soube que morreria de amores. Vai ver você admire isso em mim. Talvez você goste desse meu lado masoquista que pede pra levar um tapa ou dois por essas coisas que penso, e sabe-se lá se é no bom sentido ou não.
- Relacionados
- 67 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
