Lembrança

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Existe um mundo onde a dor também existe.
Onde cada lembrança sua arde como um fósforo riscado na pele.
Onde o silêncio entre nós pesa mais que qualquer despedida.


Existe um mundo onde eu ainda te procuro,
mesmo sabendo que você não está lá.
Onde o beijo que você nunca deveria ter me dado
vira fantasma... e me assombra todas as noites.


Existe um mundo onde amar dói,
onde o tempo não cura, só reorganiza a saudade.
Onde eu caminho carregando o que fomos
e o que nunca seremos.


Esse mundo existe.
Ele não está em outra dimensão,
nem em outro destino.
Esse mundo...
infelizmente...
existe aqui,
bem dentro de mim.

Não esqueci teu olhar, nem fugi de você.
Por não viver de lembranças, sonhei com você amando
sorrindo de felicidade.
Para não sofrer com a ausência de nós,
enfrentei forças desconhecidas só para estar contigo.

A lembrança, a dor e a saudade — a distância não acalenta a perda. Na verdade, ela nunca foi parte de você, não lhe pertence. Passou e se foi, como o vento que se perde no oceano, para bem longe.

Esquece de mim: confronto a saudade para fugir da lembrança hostil. Ignoro a falsa bondade ardente das aparências e, sentado diante da indulgência, resmungo sem aceitar a mão que se estende.

Desta vez, faça tudo diferente. A última deixou marcas que não merecem lembrança. Para evitar dores e lamentos, mude de atitude, vista-se de humildade. Desta vez, seja diferente.

Não posso somar o amor às cicatrizes vividas; a vergonha esquecida será lembrança de um confronto mal interpretado, denunciando um amor enfurecido.

A lembrança contada não explica a dor exposta, as cicatrizes que sangram à vista de todos, prontos a comentar.

Chorei a tua dor, sofri os teus sentimentos para nunca mais lembrar de você. A lembrança é um adeus, e a recordação, um passado apagado e esquecido em mim.

Noite longa, acordando em pensamentos. Pesadelos torturam o sono inocente — não há lembrança, nem presença de você, e ainda assim é um pesadelo.

A última vez, a derradeira aula,
Um olhar final em olhos molhados.
Nada novo na lembrança que pesa,
Nenhuma resposta que renove a esperança.Quando a memória clama por conforto,
Não encontra abrigo — apenas fuga.
O amor não para na contramão,
Segue adiante, mesmo quando o peito insiste alojar na paixão antiga, ainda assim o amor não estaciona na conta mão..

Te procurei nas lembranças que guardei
No silêncio das noites eu chorei
O perfume das flores se perdeu
E o som dos meus versos se calou


Mas sigo firme na minha doutrina
Que é amar mesmo quando a vida desafina
Pois quando o coração não é ouvido
O sonho se torna ferido


E no vazio da ausência compreendi
Que o amor não se força, ele nasce ou se deixa partir
O que restou foi a lição da dor
De quem entregou a alma em nome do amor.

Te procurei nas lembranças da solidão esquecida
Na esperança de ouvir do teu coração um acalanto
Mas o silêncio foi teu recado amargo
E no vazio fiquei aprisionado em liberdade sem direção.


O tempo ensinou que amar não é sofrer
Que nem sempre o querer faz acontecer
Minha doutrina é amar sem medida
Mesmo que doa, mesmo que fira a vida


E se o destino me fez entender
Que teu desprezo é o meu aprender
Carrego comigo essa lição
Amor não se força, é livre paixão

O riso nasce, tímido, entre as lágrimas quentes,
florescendo em solos de lembranças densas e vividas.
Cada suspiro é um eco do ontem,
onde a dor se veste de pétalas,
revelando que também é um campo fértil, um jardim.
Entre espinhos, brotam cores insistentes,
e o coração aprende que sofre para florir,
que o passado não é só sombra,
mas uma luz entre as dores,
um convite a sorrir mesmo na tristeza,
a cultivar beleza no silêncio das lembranças.
Sorrimos, então, jardins ambulantes,
onde a vida se refaz em cada lágrima que cai,
e a alma entende, enfim,
que até a dor pode ser flor, quando a vida.

Alma leve
Pensamento suave
Coração em paz
de repente a lembrança:
brinquedo esquecido
da criança que eu fui um dia
Sem querer algo me pesa
Uma certa tristeza
Vem sempre junto à saudade
e o tempo prosseguiu fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Pensamento é quase tudo
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças que entristeçam
Quando a fruta apodrece
A semente germina
Uma coisa termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Quer dizer ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Mas as coisas prosseguem
Estando aqui e ali
A vida rumando
A caminho de um fim
Talvez tudo simplesmente
Seja nada a caminho de nada
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente seja isso
Creio
Que talvez seja difícil agora
Olhar a tudo e compreender
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Pois a paz tão procurada
Quanto o brinquedo esquecido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo isso um dia a gente vai achar
Escondido nas dobras do tempo
Portanto
Mesmo que não sejam
Aquilo que imaginamos vazio
Precisa ser e estar
em equivalência com o Todo
O tudo e o nada
de forma a permanecerem
Perene e eternamente
Perfeitamente equilibrados
E é nisto que tudo consiste
Universo Perfeito
Alegria demais inexiste
e em contrapartida
nada pode ser assim... tão triste

Edson Ricardo Paiva

Enquanto a lua pintava a sombra do sol perdido, o silêncio aprendia a dançar com as lembranças.

​"Ah, a doce lembrança de um tempo onde o nosso amor era a melodia constante... Recordo-me com ardente saudade de quando eu fazia do nosso romance uma narrativa diária, enviando-lhe novas histórias de amor, ou de quando a urgência do meu desejo me impulsionava a atravessar distâncias, movido unicamente pela necessidade irrevogável de a ter nos meus braços."

Lamento de um Cavaleiro


Um dia eu te amei
Como nunca pensei
Hoje é uma lembrança
Do que poderia ter sido uma mudança


Aquela que foi dona do meu coração
Hoje me deixou na solidão
Pensando aqui nessa escuridão
A perda de uma grande paixão


Te deixarei partir
Da sua vida irei sumir
Como gelo a derreter
Meu sentimento irá desaparecer


Vc poderia ter sido tudo pra mim
Mas assim
A nossa história chega no fim.

No coração de um mosteiro antigo, onde os sinos ecoavam como lembranças de séculos passados, dois olhares se encontravam em silêncio.
Não eram palavras que falavam, mas o desejo contido, a respiração suspensa, o fogo escondido atrás das paredes frias de pedra.


Eles se viam o tempo inteiro — nos corredores iluminados por vitrais, no refeitório austero, no jardim onde as flores desafiavam a disciplina do lugar.
Cada encontro parecia uma cena de filme, uma ficção projetada na tela invisível da mente.
Mas era real: a visão que compartilhavam era deles, e ninguém mais podia decifrar.


O mosteiro, com suas regras e votos, era o cenário de um amor impossível.
E, no entanto, quanto mais tentavam fugir, mais os olhares se buscavam, como se o destino tivesse escrito essa história nas pedras do claustro.


No fim, não havia fuga.
O desejo não era pecado, mas poesia — e naquele espaço sagrado, eles descobriram que até o silêncio pode ser cúmplice de uma paixão.

⁠" Não bastasse sua ausência tive que conviver com as lembranças... atormentado pensamento...dor da saudade... dor da ausência... falta você ...vazio do meu viver."💞

" Neste momento...presente do tempo...desnudo a lembrança...encaro a saudade...a falta do seu abraço...do beijo...do suave tocar...marcas doidas...sofridas...de momentos...que não vão voltar...mas insistem...o meu ser...habitar."✨️🌛