Textos e poesias para legenda de foto

"Quem me dera poder concertar tudo o que eu fiz."

Redondo sem inĂ­cio e sem fim, eu sou o ponto antes do zero e do ponto final.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

MamĂŁe, eu nĂŁo quero ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz ...

O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço

E quando todos te esquecerem, eu estarei lå para te abraçar.

Se vocĂȘ precisar de uma mĂŁo, conte comigo, eu tenho duas.

ERA UMA VEZ

o sol nascente
me fecha os olhos
atĂ© eu virar japonĂȘs

Carnaval era meu, meu. No entanto, na realidade, eu dele pouco participava.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Restos do Carnaval.

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Ás vezes eu sinto falta atĂ© de dizer pra vocĂȘ que senti sua falta.

Aceite-me como eu sou,
ou dane-se do jeito que vocĂȘ Ă©. :P

Case-se comigo e eu nunca mais irei olhar para outro cavalo!

Para aqueles que querem muito me ver afundar, saibam que eu sei nadar.

Eu confio na minha beleza. Eu nĂŁo confio Ă© no bom gosto dos outros.

Rotina, eu estou sempre te traindo, mas Ă© vocĂȘ que eu amo.

Escrevendo, pelo menos eu pertencia um pouco a mim mesma.

Clarice Lispector
Todas as crĂŽnicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.

Nota: Trecho da crĂŽnica Pertencer.

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Uma coisa Ă© vocĂȘ dizer eu te amo, outra coisa Ă© vocĂȘ amar.

Com exceção de uns poucos, todos tĂȘm medo de mim como se eu mordesse.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Eu compus metamorfose ambulante aos 12 anos de idade ou menos.

Eu também não sou um homem livre. Mas muito poucos estiveram tão perto.

Hoje eu queria estar sĂł. Mas nĂŁo sozinho. SĂł contigo.