Lamento pela Morte de um Ente Querido
A saudade já tem idade do aisberg congelado, exposto ao sol 182 dias por ano e continua em pedra uma saudade.
A saudade já tem primaveras outonos, invernos e muitos verões, e tem muito a ver as dores e o condor.
A saudade é mais sentida que o sal e açúcar e os dois são sinônimos de carinho, os dois podem ser prazer e dor.
A saudade está madura, é de amor eterno, eternamente dura.
A saudade já tem idade, e na idade vem a experiência, e a experiência da saudade é dor prazer na morte.ALI.H.H
Milhares de mortes. Só 15% do país vacinado. Um ídolo jovem morre. Desemprego. Fome. Necropolítica. Governantes corruptos. A saúde mental geral ferrada! Psicoterapia é um luxo pra poucos. Hoje o desafio é tentar não morrer...
O ano de 2020 teve um início, teve um meio, mas talvez nunca tenha um fim. Dos anos mais difíceis, com certeza, esse ano foi um dos campeões. Campeão das angustias e das incertezas.
O dia 31 de dezembro vai chegar, mas 2020 dificilmente irá embora, ele ficará por muito tempo nas conversas, nas lembranças, na história de cada um que viveu e sobreviveu a esse momento. Até que um dia, quando tivermos bem velhinhos, vamos comentar: você lembra de 2020? eu estava lá!
O ano em que os calmos ficaram estressados e os otimistas ficaram pessimistas. Um ano estranho, mas de muito aprendizado.
Onde pessoas se afastaram, mas também se conectaram.
Um ano de suspensões, reduções, demissões, mas também de promoções.
O ano onde muitas máscaras caíram, mas também onde muitas máscaras salvaram. E no meio dessa tempestade, novas pessoas nasceram. Em busca de uma calmaria, boas pessoas se foram. E em meio a orações, outras pessoas ficaram.
E hoje, fugindo de um cansaço e desânimo, buscamos um pedacinho de esperança e desejamos a todos um Feliz Natal e um Ano Novo que não precisa nem ser próspero, mas que seja novo e que, no final do ano, ele termine. Diferente de 2020, o ano que teve um início, um meio, mas que nunca terá um fim.
Vida morta: mate-a e viva!
Viver até que um dia venha a morrer;
Florir para no fim de uma tarde murchar;
Ajuntar até que um tempestuoso vento termine por espalhar;
Construir para a constante ação do vento corroer.
Crescer pra desgastado e cansado, envelhecer;
Sorrir até que o desencantamento leve a entristecer;
Lutar para ao fim exaurido e vencido, se entregar;
Amar até que desiludido do sonho, acabe por odiar.
Corroer a flor até que novamente torne a sorrir;
Destruir o ódio para que purificada a alma, cresça o amor;
Murchar o rancor até que em relacionamentos possa confiar;
Perder o medo para fazer recomeçar um fulgurante viver.
Morrer o desencanto até que em um momento consiga voltar a sonhar;
Amadurecer o interior para fortalecido continuar a lutar;
Espalhar a tristeza até que o tempo a faça desvanecer e o coração florir;
Abolir o mal para assim, supremo, o bem surgir!
Jeismalli G. F. Fernandes
Tenho andado distraído procurando um motivo para amar
Perdido só as divindades sabem onde podem me encontrar
Aos gritos chamo um alguém mas sei que ele não vai me escutar
De lado finalmente me viro e dessa vez vou dormir sem parar.
TALVEZ NO COMEÇO DA PRÓXIMA HISTÓRIA, UM BOTECO NO CÉU.
Aqui na terra não está nos meus planos montar um boteco. Mas e depois que eu morrer e for para o céu?... talvez sim! por entre as brancas brumas reluzentes, monte enfim o meu boteco. Porque ouvi dizer que por lá a galera celestina toma bastante vinho e às vezes, veja só, até umas geladas! Será mesmo?!... Mas e se eu for pro inferno!?... Ah! ai terei que mudar os meus planos, e estando naquela região mefistofélica, quem sabe tentarei ganhar a vida, ou melhor, a morte, vendendo artigos religiosos!?
Algo morre dentro de um homem; simplesmente morre na primeira vez que ele escuta uma garota chamá-lo de velho.
O dia está frio. É só mais um dia de clima gelado. Quero escrever, mas não me vem inspiração alguma. Parece que tudo aqui dentro está sem vida.
O dia está morto, assim como meu interior. Eu permaneço em um espaço paralelo aonde não preciso atuar. Não sou ninguém, não existo, não faço parte de nada.
É difícil ser mãe, esposa, avó, irmã, amiga... são muitas pessoas vivendo em uma só. Seria tão mais fácil e agradável não ter nenhuma destas responsabilidades.
Eu sei que isto é impossível...
É a vida. Ah, a vida, ela é um assassino mordaz. Algumas vezes mata lentamente, outras com uma agilidade sobrenatural, e outras ainda, sufoca
... uma pessoa pode ter muitos amores, mas precisa ter muita coragem pra escolher viver só com um, o meu marido foi covarde, covarde como o pai dele e como todos os irmãos, mas a escolha foi dele.
Passeando pelo cemitério, me surpreendo ao me deparar com um pequeno e negro corvo que me fita sem parar,
Ao perceber que há algo em seu bico, minha curiosidade só aumenta
O que será aquilo? O que essa ave carrega?
Eu me mantive inerte e de fato admirada com aquele acontecimento, pois eu não imaginava;
E ao me aproximar ela não se mexeu, aquela ave de morte ali permeneceu.
Destino, loucura, pensem como for,
ela carregava consigo em seu bico uma flor.
Flor esse que para mim simboliza amor e morte, ela carregava uma rosa em seu pequeno porte.
Acredite ou não, você é um mero mísero fragmento de poeira, o teu ego será a tua sepultura, e o seu corpo decomposto nem para fertilizante servirá para a terra...
In, Quem Bate?
Se a sua vida é um mar de rosas então com toda a certeza um dia ela encontratrá um oceano de espinhos chamado de morte.
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