Juventude e Política
É senso comum que a razão da política é a de introduzir melhorias e levar qualidade de vida ao cidadão, que a remunera com seus impostos. Incompreensível, portanto, que a legislação não contemple um mecanismo para cassar os direitos políticos de qualquer mandatário público que tenha deixado seu território eleitoral pior do que quando assumiu. E não seria por falta de indicadores não termos ainda essa regra como cláusula pétrea nas três esferas de governo, deixando claro que, por serem os próprios políticos a criarem as leis, não hão de querer abrir mão das benesses do estado "apenas" por se mostrarem incompetentes.
São cinco os princípios que norteiam a ocorrência de improbidade administrativa na política: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No entanto, apenas os quatro primeiros são tomados como razão para retirar um político de suas funções apesar de se ter na eficiência o mais importante de todos, já que é eleito para melhorar as condições de vida da população, e não omitir-se ou piorá-las. Prova-se assim que não é a ausência do mecanismo legal que impede o avanço da incompetência, mas seu desrespeito.
“Vão-se os anéis e ficam os dedos”, diz o ditado popular. Mas em se tratando de política, para se ter um casamento perfeito essa lógica precisa ser invertida: a lealdade tem que ser prometida aos anéis, e não a quem os usa.
Em política, independente do lado que se defenda o erro mais crasso dentre todos é o de guardar lealdade a quem governa, em vez de vinculá-la à proposta!
Em política, separar joio do trigo é muito mas simples do que se pensa: quem quer poder defende o político, quem quer avanços defende a proposta.
Pode-se ser crítico ferrenho e sistemático da má política desde que isso não nos deixe insensíveis ao perfume e à beleza de uma flor. O antídoto contra a amargura é não olhar as coisas sempre pela mesma lente, nem torna-la refratária à multiplicidade das cores. Lembrando Guevara, há que se mostrar duro quando preciso, mas sem nunca abrir mão da ternura.
Não trate de política com quem não vê além da própria ideologia, ou de religião com quem se encerra dentro dos seus dogmas; também não fale do mundo a quem pensa saber tudo sobre ele, e nem do universo a quem já acredita conhecer todas as verdades. A sabedoria surge de não se abrir mão da busca, e só alcança os que descobrem não saber nada!
Discutir política é para quem entende o mínimo de política. Com quem defende partidarismo político não se debate. É como querer que chimpanzés usem os polegares... O ignorante político e o primata, o que falta em um, é inútil no outro.
DIREITOS? Não generalizando, claro! Temos hoje uma estrutura familiar destroçada por uma política amoral, que dá mais direitos que deveres.
Se os homens produzissem grãos em metade do tempo em que produzem fé, e, se a política não tomasse parte da distribuição das sementes, seria suficiente para acabar com a fome no mundo.
A escola, igreja e política são os grandes elos das relações sociais para os indivíduos e para a compreensão dos acontecimentos, os processos muitas vezes são conturbados pela desobediência de indivíduos no ideal humanista das relações.
A ideologia política muitas vezes é corrompida pelos próprios dirigentes e militantes, acaba às vezes contribuindo para uma sociedade de visão restrita dos valores, Incredulidade nos sistemas.
Os hipócritas, charlatões agem na politica contra a corrupção, mas em favor dos próprios corruptos em nome de Deus como se Deus ouvisse e neles existissem
A maioria populacional é domesticada pelo sistema da religiosidade e pelas regras da politica, para todo o bem de uma sociedade também já nascem com as caixinhas de pensamentos prontos.
Em uma sociedade conflitante na política e na religião destaca-se o egocentrismo, onde o homem é o reflexo de Deus e do Diabo.
A doutrina educacional tem sua base aliada a politica e a religião. A partir destes princípios se constituiu as diferenciações: étnico racial e social. São estéticas que se mantém em conformidade com os planos políticos e religiosos, na forma domesticada e ingênua para atender a soberania governamental e a tirania do clérigo. A democracia não garante a instrução liberta entre professores e alunos, pelo risco de a criticidade oferecer ameaça aos sistemas políticos e religiosos. Acredita-se no contínuo da educação crítica, e de perspicácia entre professores e alunos, observando oportunidades aonde sejam valorizadas as diferenças culturais, melhorando os métodos e relações humanistas para a construção da aprendizagem.
Confundindo Política, Religião e Fé.
Em um estado de direito adquirido e respeitado o cidadão comemora o segundo maior dia dos milagres, uma espécie também de comércio de medalhinhas milagrosas em dias santos, assim também o crescimento da laicidade como direito constituído. Se os homens produzissem grãos com metade do tempo em que produzem fé, e se a política não tomasse parte da distribuição das sementes, seria suficiente para acabar com a fome no mundo. Todas as desgraças são necessárias para o sustento do egocentrismo dos poderes supremos: “religioso e político”.
As desgraças bem como as vinganças de Deus fundamentadas e apoiadas pelo clero, e as guerras promovidas pelas grandes potências políticas apoiadas pela ONU são necessárias e inevitáveis. Salve-se quem puder! Para todos os eventos há um Deus amenizador da psique humana. Em um mundo já formado talvez por si só, o homem é um produto evolutivo pelos meios naturais, responsável pelos seus erros, pelos efeitos que causar, também por suas virtudes e pelo Deus que confiar. Humanos são seres pensantes que dependem das desgraças diversas, lidam com coisas abstratas que alguém o idealizou para sua realidade existencial. Sendo como um serzinho de tamanha pequenez a dar causas a concepção de mundo. De grande vontade de poder egocêntrico. Seu comportamento pode ser manipulado modificado nas condições de humano/desprezível independente da grandeza da sua fé ou da quantidade de grãos que produza.
Para um entendimento irônico diz-se: Produza fé porque alimenta mais que grãos; produza ouro porque alimenta mais ervas; produza castelos e altares porque abriga mais que celeiros; produza rituais fúnebres e ofegantes porque deve amenizar mais que analgésicos. Deus produza humanos sem características humanas, que sejam seres aceitáveis entre sua própria espécie, capazes de dirimir as guerras e as fomes.
Amauri Valim.
