Juventude e Política
Entrei na carreira política em busca da realização de um sonho.
O sonho de uma cidade melhor, mais justa, onde todos usufruam de seus direitos, tenham um emprego digno e acesso aos serviços básicos de qualidade.
A cada dia enfrento uma nova batalha na busca incansável da realização deste sonho.
O que me move é a fé em Deus e a força de vocês, Cidadãos Lontrenses.
Acredito que política se faz com amor.
Eu amo esta terra e por isso, dia após dia, faço o possível e o impossível para construir a Lontra de nossos sonhos.
Sei que grandes conquistas são possíveis quando temos equipes preparadas, que atuem de forma a buscar sempre a melhoria da qualidade dos serviços prestados.
Confio em minha equipe de trabalho.
Hoje, a cidade de Lontra vem conquistando seu espaço, se tornando referência em diversos setores.
Convido vocês, Cidadãos Lontrenses, a participar desta luta, a acreditar que juntos podemos realizar nossos sonhos.
Agora é o momento de buscar o bem comum.
Agradeço e comprometo-me a trabalhar arduamente na busca do bem estar e da melhoria da qualidade de vida de toda a população dessa cidade que tanto amo! Obrigado a cada um de vocês que estão lutando pela cidadania e por uma Lontra cada vez melhor!
Política não é falar mal do outro. Política é conversar, é escolher de forma racional e de uma lógica do bem o melhor para o coletivo.
Quando penso em política, entro em um conto de fadas no qual a bruxa faz promessas que jamais vai cumprir.
Sinto o povo murcho. Não é para menos. Com a classe política que tem, não há Viagra que endireite Portugal.
O amor é semelhante a política. As vezes nos entregamos de coração, ouvimos promessas de um futuro melhor, mas nos decepcionamos.
Entretanto nem tudo está perdido, assim como haverá novas eleições e poderemos encontrar candidatos melhores o mesmo acontece com nosso coração.
AMOR = POLÍTICA.
O candidato é errado quando ele te oferece um cesta básica ao invés de oferecer um futuro em que você possa comer melhor, e no amor acontece o mesmo. O candidato é errado quando ele te oferece emoção uma noite ao invés de te oferecer paixão a cada novo amanhecer.
Na política brasileira as pessoas se vendem pelos seus próprios direitos.
Em homenagem ao meu professor Anibal.
Não importa o que você é!
Não importa a sua religião, raça, a política que segue...a sua SEXUALIDADE.
O que verdadeiramente importa é que sejas feliz da forma que você mais julgues certo!
DIVAGAÇÕES NA BOCA DA URNA (Pequenas Epifanias)
Política é exercício de poder, poder é o exercício do desprezível. Desprezível é tudo aquilo que não colabora para o enriquecimento do humano, mas para a sua (ainda) maior degradação. Como se fosse possível. Pior é que sempre é.
Ah, a grande náusea desses jeitos errados que os homens inventaram para distrair-se da medonha ideia insuportável de que vão morrer, de que Deus talvez não exista, de que procura-se o amor da mesma forma que Aguirre procurava o Eldorado: inutilmente.
Porque você no fundo sabe tão bem quanto eu que, enquanto a jangada precária gira no redemoinho, invadida pelos macacos enlouquecidos, e você gira sozinho dentro da jangada, ao lado da filha morta com quem daria início à primeira dinastia — mesmo assim: com a mão estendida sobre o rio, você julgará ver refletido no lodo das águas o brilho mentiroso das torres de Eldorado. E há também aquela outra política que os homens exercitam entre si. Uma outra espécie de política ainda menor, ainda mais suja, quando o ego de um tenta sobrepor-se ao ego do outro. Quando o último argumento desse um contra aquele outro é: sou eu que mando aqui.
Ah, a grande náusea por esses pequenos poderosos, que ferem e traem e mentem em nome da manutenção de seu ego imensamente medíocre. Porque sem ferir, nem trair, nem mentir, tudo cairia por terra num estalar de dedos. Eu faço assim — clack! — e você desmonta. Eu faço assim — clack! — e você desaparece. Mas você não desmonta nem desaparece: você é que manda, essa ilusão de poder te mantém. Só que você não existe, como não existe nem importa esse mundo onde você se julga senhor, O outro lado, o outro papo, o outro nível — esses, meu caro, você nunca vai saber sequer que existem. Essa a nossa vingança, sem o menor esforço.
Mais nítido, no entanto, que as ruas sujas de cartazes e panfletos, resta um hexagrama das cores do arco-íris suspenso no centro daquele céu ao fundo da rua que vai dar no mar.
É o único rosto vivo em volta, nunca me engano. Chega devagar, pede licença, sorri, pergunta: “E você acha que aqui também é um deserto de almas?” Não preciso nem olhar em volta para dizer que sim, aqui também. E os desertos, você sabe — sabe? — não param nunca de crescer.
Ah, esses vastos desertos em torno das margens do rio lodoso e tão árido que é incapaz de fertilizá-las. Da barca girando no centro do redemoinho, se você estender a mão sobre as águas escuras e erguer bem a cabeça para olhar ao longe, julgará ver as árvores, além do deserto que circunda o rio.
Entre os galhos dessas árvores, macacos tão enlouquecidos quanto aqueles que invadem tua precária jangada, pobre Aguirre, batem-se os humanos perdidos em seus pequenos jogos que supõem grandes. Para sobrepor-se ao ego dos outros, para repetir: sou eu que mando aqui. Para fingir que a morte não existe, e Deus e o amor sim. Pulando de galho em galho, com seus gestos obscenos e gritinhos histéricos, querendo que enlouqueças também. Os dentes arreganhados, os macacos exercitam o poder. Exercitam o desprezível nos escombros da jangada que gira e gira e gira em torno de si mesma, sempre no mesmo ponto inútil, em direção a coisa alguma, enquanto o tempo passa e tudo vira nada.
Do meu apartamento no milésimo andar, bem no centro da ilha de Java, levanto ao máximo o volume do som para que o agudo solo da guitarra mais heavy arrebente todos os tímpanos, inclusive os meus.
Se os Brasileiros aplaudissem , reclamassem, protestassem,
exigissem da nossa política, educação, art., saúde e meio-ambiente, como
se faz no futebol teríamos não só um time vencedor e sim um país inteiro!
O papel da oposição política é aparar as pontas que machucam a Sociedade.
Lixar entre si as unhas que exorbitam na prática e no imaginário do Governo.
Nossa política é como uma casa de vidro; temos as pedras, e a chance de atirá-las, mas as pessoas tem medo de se cortar com os cacos!
Já expliquei mil vezes que a ciência política começou quando Platão e Aristóteles criaram a distinção entre o discurso do agente político e o do observador científico. A objetividade das opiniões do cientista político não vem de nenhum isentismo, mas do simples fato de ele JAMAIS se rebaixar à função de porta-voz de um grupo político. É a minha total independência de quaisquer grupos que me torna incompreensível e escandaloso para muita gente num pais em que praticamente TODO pensamento é grupal.
A missão da filosofia política não é inventar uma sociedade melhor (ou mais provavelmente pior), mas criar os instrumentos intelectuais que permitam compreender as sociedades existentes, e assim ajudar as pessoas -- governantes e povo -- a avaliar as conseqüências das suas decisões e escolhas. A filosofia política não julga a sociedade existente pela comparação com um modelo ideai, mas pelos critérios gerais da conduta humana estabelecidos por uma sã filosofia moral sedimentada pela experiência e pela razão. Se não há uma filosofia moral superior aos condicionamentos socioculturais das épocas, então estes se tornam os juízes soberanos de si mesmos e se instaura o império do fato consumado, o governo dos mais cínicos e brutais.
