Julgamento
Com Jesus Cristo eu aprendi o caminho para o céu, a olhar o meu próximo sem julgamento, a tirar o chapéu para a vida em sinal respeito, agradecimento e contentamento. .
Menos crítica, menos julgamento, mais compreensão humana e bom tratamento, mais empatia e cortesia alivia sofrimento.
“Silenciar a dor não apaga o julgamento que carregamos. Enfrentar é o caminho mais duro e mais libertador.”
Lembre-se que antes de julgar quem sou, examine se teu julgamento condiz com as tuas atitudes para comigo!
O julgamento raso e inconsequente tem poder para destruir, em apenas alguns instantes, tudo o que exigiu anos de dedicação para ser construído.
Se nós estamos na flexibilidade do sentir, não estamos mais no lugar do julgamento, o nosso sentir é completo, ele acessa toda a informação, o julgamento é a inteligência limitada da minha mente.
Ato I: O Juramento de Julgamento
No silêncio do templo, eu me prostro,
Perdido entre o martelo e a luz,
Devo ser a mão que pesa a balança,
Ou o coração que busca a verdade?
Por onde anda a justiça dos homens?
Nas sombras, ela se esconde com medo,
E eu, seu servo, me vejo entre almas,
Vendo pecadores em cada suspiro de vento.
Eles me pedem a espada e o fogo,
Que eu decida quem viverá ou cairá,
Mas não sou deus, nem demônio,
Sou apenas a sombra de uma vontade distante."*
Julga com mãos de ferro,
Silencia a chama do espírito.
A lei é o que nos guia,
E a dúvida é tua queda."
Mas como posso ser o algoz,
Quando a própria verdade se esconde de mim?
Seremos todos sombras perdidas,
Caminhando entre o nevoeiro da incerteza?
Ó, destino cruel, que nos amarra,
A um ciclo de dor e traição.
Não há paz no julgamento do inocente,
Nem redenção no cair do malho.
"Na balança da vida, a verdadeira justiça se perde entre as sombras; somos todos prisioneiros de um destino que nos desafia a encontrar luz na incerteza."
Ato II: O Julgamento das Almas
Nas trevas profundas, eu os vejo,
Aqueles que suplicam por um vislumbre de luz.
Mas o que é luz neste abismo de medo,
Onde o destino de todos é cinza?
Bruxas, dizem, bruxas condenadas,
Mas onde estão as marcas do mal?
Quem entre nós não carrega pecado?
Quem pode julgar o inferno nas almas?
O malho está em minhas mãos,
Mas meu coração arde com dúvidas,
Eu, que sou o carcereiro,
Sou também prisioneiro das sombras.
Inocente sou, mas culpada estou,
Aos olhos que veem sombras nas estrelas.
Minha vida, presa a um fio de mentiras,
Minha alma, à beira do abismo da loucura.
Eles dizem que sou filha da noite,
Que meus feitiços dobram o vento e a lua,
Mas sou apenas uma alma perdida,
Afastada da luz que se esvaiu.
Não sou eu a bruxa,
Sou a chama que implora por redenção,
E, em ti, vejo a última esperança,
Será que me condenarás também?"*
Teus olhos me atravessam como lâminas,
Tu imploras por justiça, mas que justiça posso dar?
Sou eu, também, uma vítima da lei,
E na minha fraqueza, sou prisioneiro de ferro."
Sou a flor no inverno,
Cortada pelo gelo da noite.
Meu destino é frio, é morte,
A menos que tua compaixão me salve."
Nas tuas palavras vejo verdade,
Mas a verdade é sempre um espelho quebrado.
Como posso salvar uma alma,
Quando minha própria está presa ao abismo?"
"No abismo do julgamento, a luz e as trevas se entrelaçam, e aqueles que condenam são tão perdidos quanto aqueles que suplicam por redenção."
O lamento por não entender o julgamento do silêncio, não condena a ansiedade por não esperar o tempo em silêncio.
Aquele julgamento o qual você foi acusado onde o acusador não te conhece não tem validade no universo.
No coração um julgamento se levanta, para ver dos impostores o grau da tormenta... tomei a frente logo e declarei: É este amor ! Sem culpa nenhuma o apontei, acima de todos meus flagelos e medalhas, sem esforço algum você triunfa.
Na vida é que a vida julga.
O julgamento dado pela vida está na perversidade que cometer ou pela tolice que permitir.
É possível que a tolice e a perversidade sejam parte do indivíduo, por tantas tentações e traições, pelo discurso supostamente guiado.
O discurso moral é apenas um apego de menor significado que as relações entre corpos vestidos de nudez e despido de imoralidade.
Amauri Valim
O julgamento religioso é dado pelos detentores das verdades, através dos processos imaginários que determinam as virtudes, sacrificando inocentes, imortalizando deuses alienígenas com promessas irrealizáveis que faz com que pensem religiosamente. Segundo Nietzsche, “Todo o domínio da moral e da religião deve ser explicado através dessa ideia das causas imaginárias”.
(A. Valim).
Aquele que percorre na vida fora da moralidade da religião é vítima do preconceito e do julgamento dogmático.
