Julgamento
Prefiro chorar sozinha. Orgulho? Não. Só quero evitar o julgamento de pessoas que não saibam o motivo das minhas lágrimas.
O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas - porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força...
A pessoa vê a capa e acha que leu o livro. Cuidado, o julgamento preconceituoso pode lhe privar da verdade.
Fico indignada
com o desrespeito,
o julgamento,
a arrogância,
a falta de consideração.
Por que é tão difícil...
pensar no outro,
colocar-se em seu lugar,
supor suas dores
seus temores,
suas dificuldades?
Afinal,
quem disse que somos diferentes?
Nossa conta bancária?
O bairro onde moramos?
A cor da nossa pele?
Quanta bobagem!
Vamos abrir os olhos,
antes que a dor nos procure
e
à força,
nos cure!
Todos nós temos o direito de pensar como quisermos; mas o nosso julgamento e, finalmente, a nossa condenação será sempre uma consequência dos nossos próprios atos. Se somos infelizes neste mundo a culpa não é de Deus, mas exclusivamente de nós mesmos.
Olhar para você é como morrer e ir direto ao paraíso, sem julgamento ou culpas, seus olhos verdes iluminam meu caminho, seus cabelos me seguram, seu sorriso me acalma, seus beijos ma fazem esquecer o tempo que parece não passar nunca, sua presença é indispensável para meu espírito.
Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.
Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.
Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?
Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.
Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.
