Julgamento
A injustiça costuma se manifestar bastante quando maus solucionadores de problemas agem sem sabedoria e distantes da luz do conhecimento.
Segregada
Por estar sentada, trabalhar, construir e pensar
Escrever e exaltar sentimentos inerentes ao meu ser
Decidir, externar, incomoda?
Sim, torno-me inoportuna.
Sei que sou pouco, quase nada,
Diante de tudo que me circunda.
Mas ser capaz de corroer minha essência
Através da inveja e críticas infundadas
Pela fala que fere mais que bala.
Não, assim não vale nada,
Não poderei tirar proveito desse juízo
É ironia impensada
De quem julga livros pela lombada.
Diante de tão pequeno discernimento
Dou imenso valor em estar segregada.
Hoje eu entendo que muito julguei pelo fato de ter projetado minhas culpas nos outros. Meu coração era podre e por esse motivo era fácil ver podridão nos outros. Hoje podemos fazer diferente.
Não tolerar, julgar e condenar. A cada dia que passa eu descubro que esse é o jeito mais errado de fazer o que é certo, e o jeito mais certo de fazer o que é errado.
A condenação imposta aos outros após nossos julgamentos, tem mais influência negativa sobre quem julga, do que sobre quem é condenado.
Sigo e ouço a qualquer um que, pelo exemplo, me fizer uma pessoa melhor, mais compreensiva, amorosa e boa, mas não idolatro ou execro ninguém pois meu julgamento sempre será parcial.
O "E se..." é um juiz interno, feroz, implacável, direto e que martela a qualquer momento, sem cerimônias, bastando apenas uma referência com ou sem sentido, para surgir nos sentenciando.
