Julgamento
A injustiça costuma se manifestar bastante quando maus solucionadores de problemas agem sem sabedoria e distantes da luz do conhecimento.
Quem sois vos para mau falar de nos, se trazes por medo a incerteza do amor, dentro de si mesmo. A obliqua sociedade condena sem remorso pela furtiva aparência sem julgar as medidas certas e as fatalidades das verdades.
O analfabeto e idiota trás consigo a soberba de se achar bem maior, bem melhor e mais esperto que os outros, mas a vida diante de tanta esperteza sem sentido por si só sempre desperta a louca verdade e o final é triste.
Aquele que ouve sem questionar, aprende mas aquele que ouve, julgando e interpretando a verdade sob seu ponto de vista, não absorve nada do ensinamento.
Segregada
Por estar sentada, trabalhar, construir e pensar
Escrever e exaltar sentimentos inerentes ao meu ser
Decidir, externar, incomoda?
Sim, torno-me inoportuna.
Sei que sou pouco, quase nada,
Diante de tudo que me circunda.
Mas ser capaz de corroer minha essência
Através da inveja e críticas infundadas
Pela fala que fere mais que bala.
Não, assim não vale nada,
Não poderei tirar proveito desse juízo
É ironia impensada
De quem julga livros pela lombada.
Diante de tão pequeno discernimento
Dou imenso valor em estar segregada.
Hoje eu entendo que muito julguei pelo fato de ter projetado minhas culpas nos outros. Meu coração era podre e por esse motivo era fácil ver podridão nos outros. Hoje podemos fazer diferente.
Cada pessoa te enxerga com os olhos que tem e da maneira que quer. E a visão delas não é problema seu. E quem te julga sem te conhecer, sente inveja sem admitir!
Então foca no plano e continua!
Não tolerar, julgar e condenar. A cada dia que passa eu descubro que esse é o jeito mais errado de fazer o que é certo, e o jeito mais certo de fazer o que é errado.
A condenação imposta aos outros após nossos julgamentos, tem mais influência negativa sobre quem julga, do que sobre quem é condenado.
Sigo e ouço a qualquer um que, pelo exemplo, me fizer uma pessoa melhor, mais compreensiva, amorosa e boa, mas não idolatro ou execro ninguém pois meu julgamento sempre será parcial.
O "E se..." é um juiz interno, feroz, implacável, direto e que martela a qualquer momento, sem cerimônias, bastando apenas uma referência com ou sem sentido, para surgir nos sentenciando.
