John Green

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John Green (1977-) é um romancista e vlogger norte-americano, autor de livros para adolescentes, entre eles, "A Culpa é das Estrelas", "Cidades de Papel" e "Quem é Você, Alasca?". Algumas de suas obras já ganharam adaptações para o cinema e para a TV. Ao lado do irmão, mantém um canal no YouTube, o VolgBrothers, onde apresentam temas contemporâneos.

As pessoas dizem que amigos não destroem uns aos outros
O que elas sabem sobre amigos?
— “Game Shows Touch our Lives”, The Mountain Goats

John Green
Cidades de Papel

Nota: O trecho consta do livro de John Green, mas é uma citação da música “Game Shows Touch our Lives”, de The Mountain Goats

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Mas o que nós queremos é ser notado pelo universo, fazer com que o universo dê alguma bola para o que acontece com a gente- não a ideia coletiva de vida senciente, mas cada um de nós, como indivíduos.

(Gus)

Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através das minhas rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sai.

(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)

John Green
Cidades de Papel

Eu sei que amor é um grito no vazio e o esquecimento é inevitável.

Você é a pessoa que todo alguém queria ter ao lado. Você é uma mistura de felicidade e encantação. Você é vento no rosto da beira da praia. Você é poesia bagunçada, mas que toca e emociona. Você é noite de luau. Você é esconderijo no claro. Você é arrepio. Corpo quente no frio. Água no deserto. Vem, chega mais perto. Você é tudo, e quando não for, calma, eu faço você ser.

— Vamos nos ver de novo?
— Claro.
— Amanhã?
— Paciência, Gafanhoto — aconselhei. — Assim vai parecer que você está ansioso demais.
— Exatamente. Foi por isso que falei ‚amanhã‛. Quero ver você de novo hoje à noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã.

John Green
GREEN, J. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012

A gente ia ser feliz, a gente ia ser um do outro, a gente ia .. ia… ia… E não foi.

(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)

John Green
Cidades de Papel

Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos.

(Quem é você, Alasca?)

John Green
Quem é você, Alasca?

Batalhas foram ganhas em guerras que com certeza seriam perdidas.

John Green
GREEN, J. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012

The marks humans leave are too often scars.

Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me
amavam, por isso sabia o que o Augustus estava fazendo. Você trinca os dentes. Você
olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los,
e você não vai ser nada mais que Uma Tristeza na vida deles. Você não deve se
transformar numa mera tristeza, então não vai chorar, e você diz tudo isso para si mesmo
enquanto olha para o teto. Aí engole em seco, mesmo que sua garganta não queira, olha
para a pessoa que ama você e sorri.

Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quanto pensamos ser.

(Quem é você, Alasca?)

John Green
Quem é você, Alasca?

Há sete bilhões de pessoas vivas no mundo e mais ou menos noventa e oito bilhões de mortos. [...] Há cerca de quatorze pessoas mortas para cada vivo.

Não se imortaliza a perda escrevendo sobre eles.

John Green
GREEN, J. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012

O que estava sentindo não era bem tristeza, era dor. Aquilo doía, e não é um eufemismo. Doía como uma surra.
(Quem é você, Alasca?)

John Green
Quem é você, Alasca?

Sim, eu tenho medo do esquecimento terreno. Mas, quer dizer, não quero parecer meu pai nem minha mãe falando, mas acredito que os seres humanos têm alma, e acredito na manutenção da alma. O medo do esquecimento é outra coisa, o medo de não ser capaz de dar a minha vida em troca de nada. Se você não vive uma vida a serviço de um bem maior,precisa pelo menos morrer uma morte a serviço de um bem maior, sabe? E eu tenho medo de não ter nem uma vida nem uma morte que signifique alguma coisa.

Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo,e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.

Às vezes, ainda acho que a "outra vida" é algo que inventamos para apaziguar a dor da perda, para tornar nosso tempo no labirinto suportável.

John Green
Quem é você, Alasca?

"Okay?"
"Okay!"
"Vai ver o okay, venha ser o nosso sempre."
"Okay!"

Depois de todo esse tempo, acho que 'rápida e diretamente' é o único jeito de sair - mas prefiro o labirinto. O labirinto é uma droga, mas eu o escolho.

(Quem é você, Alasca?)

John Green
Quem é você, Alasca?