Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes

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O grito é a derradeira esperança de ser salvo à beira do abismo.

Como Ser Feliz no Brasil




O Cristo, lá do alto, não abre mais os braços —
estão cansados.
Ele olha o Rio e chora.
Chora como quem já não tem mais lágrimas,
só sangue.


O sangue desce pelas vielas,
mistura-se à chuva,
escorre pelas escadarias do morro,
lava o rosto de uma cidade que esqueceu o que é piedade.


Uma menina grita —
o pai caiu no chão, o peito aberto, o olhar parado.
Ela chama, chama, mas ninguém vem.
E o Cristo, imóvel, observa,
com o olhar pesado de quem carrega todos os mortos
e os que ainda vão morrer.


O policial também caiu.
Não é herói, nem vilão —
é um corpo traído pelo Estado,
um corpo sem preparo, sem futuro,
usado como escudo na guerra dos que nunca sobem o morro.


E o povo grita.
Mas o grito se perde.
Sobe, se mistura ao vento quente,
vira eco, vira reza, vira desespero.


Do outro lado da tela, nas redes,
há quem sorria.
Blogueiros, políticos, comentaristas de sofá —
todos erguendo taças,
festejando o sangue que correu.
Dizem que não foi chacina,
foi faxina.
Mas não eram bandidos.
Eram pais.
Eram filhos.
Eram avós, mulheres, trabalhadores,
gente que sonhava com o mínimo —
sobreviver.


Gente que acreditava,
mesmo que por instinto,
que ainda existia um Brasil para lutar.
Mas o Brasil não olha para os morros,
não sobe as escadarias,
não investe nas escolas,
não abraça o povo.
O Brasil aponta.
Atira.
E depois comemora.


A dor, agora, não cabe mais no peito.
O choro se mistura à lama,
o sangue vira notícia,
e o corpo negro —
o corpo que sempre foi o primeiro a cair —
vira espetáculo.
Dá ibope.
Vira estatística.
Vira silêncio.


E o Cristo, lá do alto,
já não parece uma estátua.
Parece um lamento.
Um lamento feito de pedra,
de fé cansada,
de humanidade morta.


O Brasil sangra no peito d’Ele.
E cada gota que cai
é um pedido de perdão
que ninguém ouve.


Porque aqui,
a caneta que deveria salvar,
assina a sentença.
E o Estado, que devia proteger,
mata.
Mata em nome da ordem,
mata em nome da paz,
mata porque aprendeu a matar
antes de aprender a cuidar.


E assim, o sangue desce o morro,
invade os rios,
chega ao mar,
e deságua no coração do país —
um coração cansado,
que pulsa em silêncio,
tentando, ainda assim,
ser feliz no Brasil.

Transforme sua crise em desafio e oportunidade de amadurecimento, permanecendo um ser humano íntegro mesmo diante do insuportável.

Carta Aberta


A morte é algo que existe desde a criação do Todo, do Cosmo e do Universo.


Para nós, pobres criaturas chamadas humanos, ela é uma das experiências mais difíceis de suportar. Perder alguém é perder uma parte de nós mesmos. E quando essa perda é a de uma mãe, até mesmo aqueles que pareciam fortes como rochas descobrem que a vida possui ferramentas capazes de abrir fendas naquilo que julgávamos inquebrável.


As rochas suportam tempestades, ventos e séculos. Mas a dor cria trincas silenciosas. E quando estamos sozinhos diante de nós mesmos, dentro do profundo abismo da alma, ouvimos o eco dessas rachaduras se abrindo. O ranger da alma se torna um grito. Um grito que nasce nas profundezas do ser. E então desabamos.


Hoje vivo um desses dias.


A tempestade, o caos, o Cosmo, a morte e a dor me oferecem uma nova visão do mundo. Existe um Arquiteto do Universo, e existe o próprio Universo, que escreve todos os dias a história de cada criatura. É Ele quem sopra o ar da vida sobre a Terra. É Ele quem condensa existências inteiras nesta grande esfera azul chamada planeta Terra. E quando chega o momento, conduz nossa alma e nosso coração para lugares de paz e conforto.


Hoje, minha mãe se torna um ser encantado.


Retorna àquilo que é mais antigo que nós. Retorna ao mistério que foi criado pelo Arquiteto do Universo e moldado pelo próprio Cosmo. A morte não apenas leva; ela transforma. Ela transforma em encantamento aquilo que um dia me trouxe ao mundo.


Aquela que me gerou em seu ventre.


Aquela que me amou.


Aquela que me protegeu.


Aquela que durante nove meses foi meu abrigo contra o frio, contra o calor e contra todas as tempestades que existiam do lado de fora.


Naquele tempo eu não escutava sua voz, mas sentia seu coração.


Hoje, o meu coração bate mais forte pela perda. Bate mais forte pela dor. Bate mais forte pela ausência de não poder ouvir novamente aquilo que me acompanhou desde antes do nascimento.


Mas talvez o amor seja maior que a morte.


Talvez os corações que verdadeiramente se amam nunca deixem de conversar.


Talvez, quando o silêncio da noite tocar minha alma, eu ainda encontre sua presença escondida entre as estrelas, entre o vento e entre os mistérios do Universo.


E enquanto eu viver, uma parte dela continuará vivendo comigo.


Porque mães não desaparecem.

Tempestade Interior


Mudanças de humor, um turbilhão sem fim
Instabilidade emocional, um coração que não tem paz
Medo de abandono, uma sombra que me segue
Um vazio que dói, um grito que não sai
Agir sem pensar, um impulso que me consome
Comportamento autodestrutivo, um caminho que me destrói
Dificuldade em manter relacionamentos, um laço que se desfaz
Um isolamento que me engufa, um silêncio que me mata
Pensamentos negativos, uma voz que me condena
Distorcido e sombrio, um reflexo que me apanha
Dor crônica, um peso que me oprime
Problemas de sono, um descanso que não vem
Sou uma tempestade, um mar em fúria
Um coração que se debate, uma alma que se perde
Mas a psicologia me mostra um caminho
A terapia é a chave, o refúgio que me acolhe


TCC, TDC, Psicodinâmica, Grupo, um apoio sem igual
Terapia ocupacional, apoio de pares, um laço que não falha
Com a ajuda de um profissional, posso encontrar a paz
E transformar a tempestade em um mar calmo, em um novo aza
A luz do sol brilha novamente, a esperança renasce
E eu, enfim, posso respirar, posso viver, posso ser feliz.


Filosofia/psicologia/poesia
Autor: Caio Vinícius dos Santos costa

Ego, o véu da alma

Perdi-me no labirinto do ego, onde a importância se tornou um véu que cega.
Dados de realidade, como espelhos, refletem a verdade:
o valor que dou ao outro pode não ser o mesmo que ele me dá.
É hora de reavaliar, de recolher a energia dispersa
e investi-la em mim mesmo, no cultivo da minha essência.
Todos os sentimentos são válidos, até o egoísmo,
pois é no autoconhecimento que encontramos a paz.
Não é sobre negar o ego, mas sobre entendê-lo,
para que ele não me defina, mas me sirva.
Investir em si mesmo é o maior ato de amor,
é reconhecer que a minha jornada é única, e que eu sou o suficiente.
Filosofia/psicologia/poesia

Autor: Caio Vinícius dos Santos

Solidão e Resistência

Desde que nasci, caminho com a solidão ao meu lado.

Vaguei por estradas em busca daquilo que nunca tive,
sofri em silêncio,
guardando dores que ninguém viu.

Aprendi da forma mais dura
a nunca pedir ajuda.
Para mim, ajuda era sinônimo de fraqueza.

Tentei melhorar,
lutei,
permiti a mim mesmo mudar.
Mas não floresci na primeira tentativa.
Quando falei, me decepcionei.

Ainda assim,
de cada queda eu me levantei.

E entre todas as lições que a vida me deu,
aprendi que o amor que realmente permanece,
o amor que vale a pena cultivar,
é o amor-próprio.

Entre Ruínas e Recomeços

Uma vida feita de histórias ruins,
mas sem desistir — eu sigo até o fim.
Quebrar pra curar corpo, mente e alma,
no meio do caos, tentando achar calma.
Onde a história insiste em te destruir,
eu viro o jogo, escolho construir.
Cicatriz vira força, dor vira visão,
do fundo do poço eu faço direção.

Escritor Caio Vinícius Dos Santos Costa

⁠O peso dos pensamentos
Em meio às infinitas possibilidades do pensamento, aprisiono-me justamente naquelas que me diminuem. São ideias pejorativas que me acorrentam, escancarando as portas da ansiedade. O coração dispara, o peito aperta, e meu corpo se torna uma âncora, pesado, levando-me ao fundo de mim mesmo.

Então, na psicoterapia, uma fresta de luz começa a nascer. Aos poucos, o coração desacelera, o peso se desfaz e volto a respirar a mim mesmo. O que antes parecia intransponível revela-se apenas uma sombra.

Quando me escuto de verdade, percebo que muitas das minhas inseguranças eram menores do que o medo lhes permitia parecer. E, à medida que amplio minha percepção, descubro que não era o mundo que me aprisionava, mas a forma como eu o enxergava. A liberdade começa exatamente onde a escuta de si floresce.
Caio Vinicius dos Santos Costa

O esquecimento de nós

A calma que tanto procuramos nos momentos de ansiedade, muitas vezes, está escondida em um abraço.

A importância que insistimos em buscar no outro, talvez precise primeiro ser encontrada dentro de nós.

A abstinência da droga que consumimos, por vezes, revela apenas a urgência de preencher um vazio que sempre esperamos que alguém preencha por nós.

Corremos o mundo em busca de respostas, de afeto, de sentido. Mas, no caminho, esquecemos da pessoa que mais precisa da nossa presença: nós mesmos.

Talvez a maior ausência da nossa vida não seja a do outro, mas a distância que criamos de quem realmente somos.

Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.

Em ti

No teu sorriso me encaixo,
no teu corpo me acalmo,
na tua loucura me perco,
e nela, de bom grado, me afogo.

O amor não aprisiona

Como pode alguém achar natural usar a força e a manipulação para destituir o corpo e a psique de quem um dia disse amar?

Como pode tratar um ser humano como se fosse uma posse?

O amor não é domínio. Não é controle. Não é violência disfarçada de cuidado.

Quem ama não destrói a liberdade do outro, não apaga sua identidade, não invade seu corpo, nem aprisiona sua mente.

O amor não causa dor como método, não alimenta a dependência, não humilha, não ameaça e não conduz à morte.

Quando há manipulação, medo, controle e violência, já não estamos falando de amor, mas da tentativa de transformar uma pessoa em propriedade.

Amar é reconhecer a humanidade do outro. É respeitar seus limites, sua autonomia e sua dignidade, mesmo quando isso exige abrir mão do próprio desejo.

Porque ninguém pertence a ninguém.

Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.

O amor é fluido; o caráter, não.

O amor muda de forma. Às vezes cresce, às vezes diminui, às vezes até chega ao fim. Ele acompanha os movimentos da vida, das escolhas e do tempo.

O caráter, porém, permanece. É ele que revela quem somos quando o amor já não basta, quando surgem os conflitos, as frustrações e as despedidas.

Porque deixar de amar pode acontecer. Mas humilhar, manipular, ferir ou desrespeitar alguém nunca é consequência do fim do amor é reflexo da ausência de caráter.

O amor é fluido. O caráter não.

É tão assim...

E é assim...
Entre ox mares revoltos
dos dias frios que
viram noite em segundo
que te beijo
esquecendo do mundo
com teu abraço

Inserida por ViniciusLeal

UM DESCUIDO, E ACABOU...

Uma palavra
- Tudo que te falei antes pode perder a poesia
e basta chegar ao fim, que durmo sem acordar nunca mais

29/09/12

Inserida por ViniciusLeal

Escreva, nao deixe que ela morra


TERMINAIS DE TREM DA LUA ME LEVEM CONTIGO
NOS VAGÕES DA RIMA E DEEM-ME
FORÇAS PARA ESCREVER MAIS UMA
POESIA E NÃO DEIXA-LA MORRER
SEM PELOMENOS TER TENTADO
RESSUSCITA-LÁ.

29/09/12

Inserida por ViniciusLeal

Esse é o meu destino

As coisa migram para o meu lado apenas quando querem se tornar poesia

22/setembro/2012

Inserida por ViniciusLeal

Lado á Lado

AS RELEITURAS QUE FAÇO DOS CLASSICOS QUE TENHO SÓ FICA COMPLETA COM VOCE AO MEU LADO...

20/09/2012

Inserida por ViniciusLeal

Sempre...

[...]E esse teu sorriso encantador que nunca de ti irá sair, me abraça no fechar dos meu olhos[...]

20/09/12

Inserida por ViniciusLeal

Antes de tudo, saiba!

SABER O DIFERECIAL DE UMA PESSOA É EXTREMAMENTE IMPORTANTE, MAS OBSERVA-LA DE LONGE E DESCOBRIR SEUS DEFEITOS E QUAKIDADE É ESSENCIAL POIS SERÁ NELES QUE VOCE SE APOIARÁ QUADO POR ELE(A) SE APAIXONARPARA TER UMA VIDA FELIZ

15/Setembro/2012

Inserida por ViniciusLeal