Janela
Da janela as vezes consigo ver o porque da lua tudo iluminar. Ela tem a alegria de com sua força e querer, acabar com a escuridão somente com seu despertar.
Quero um jardim em flor para que todo dia ao abrir a janela, o perfume invada o interior de minha morada e transforme meu despertar.
Espetacular visão nos surpreende a cada novo dia, quando abrimos a janela e nos deparamos com o milagre do sol que de imediato nos aquece o rosto, nos fazendo feliz pela visão de mais um dia.
Meu lindo passarinho, como é divino teu cantar... ouço tua melodia na janela. Por isso meu despertar ficou mais feliz e minha manhã mais bela.
Antes de abrir a janela, respire fundo e se prepare com um belo sorriso. É mais um dia se ensaiando. Vá ao seu encontro e viva com vontade e intensidade.
Amanhecer e olhar a vida atraves de sua janela. Eis a questão... sentir-se vivo e participar da vida... ou deixar o barco correr a deriva. A decisão é sua de como ela vai ser, de como você vai viver. Pode-se receber cartas marcadas, mas nada melhor que fazer sua vida acontecer.
A regra é clara; não se tem regra em casa sem porta, sem janela, sem telhado, e sem a existência de um dono.
A saúde mental é a casa, que não se pode viver sem regras.
No meu cárcere, olho e vejo através da janela do meu inconsciente.
Estou muito tempo nesta prisão, e onde encontro-me, perco-me nas curvas da longa estrada.
Meus pés doem muito.
A coluna sente o peso da idade e, nem sempre, permite-me levantar do leito para espiar o que foi feito dos meus sonhos.
Passo horas olhando suas fotos, como se cada uma fosse uma janela para momentos que ainda não vivi ao seu lado. Cada detalhe me prende: o brilho nos seus olhos, o jeito único do seu sorriso, a suavidade nos traços do seu rosto. São imagens que contam histórias silenciosas, mas cheias de significado para mim. Enquanto as observo, minha mente cria cenários, imaginando sua voz, seu toque, o som da sua risada. É uma forma de te ter por perto, mesmo na distância. Suas fotos não são apenas lembranças; são promessas do que estamos construindo juntos.
Que possamos caprichar
no empenho para ver as pessoas como janela aberta
trazendo cores diferentes para nossa visão
não olharmos como que buscando um espelho...
#11;Cada um escuta, vê, luta da maneira que pode
que sabe, que suporta administrar...
#11;Respeito - aceitação - convivência - paciência e tudo vai dar certo
Janela é uma pequena porta em pensamento,
Abrindo caminho a aventureiros sem destino.
Ver em uma singela janela um percurso,
Caminho incerto para quem o inicia,
Mas, à medida que se percorre, torna-se certo o que há de vir.
Sejam os verdes pastos ou os pedregulhos rochosos,
Cada ser e coisa, pela história construídos,
Mas por que construção? De quê?
Construção é história, é o sanar das dúvidas
Que trancam portas e janelas,
Necessitando, para abri-las, de uma chave
Ou do impulso que leva ao mundo além das janelas e portas.
Assim, ao falar de abertura, como outrora se dizia,
É o acordar de um sono infinito e perpétuo,
Que, imobilizados, não conseguimos agir,
Precisando, para acabar com isso, de um tapa ou um abraço.
É irônico, pois a vida é isso:
Vida é emoção, a unicidade que surge em nós
E a relação com o outro. Portanto,
Abertura é abrir os olhos limpos
Por aqueles que um dia estiveram em nosso lugar.
Ser janela é limpar e voar,
Como um passarinho que, mesmo tardiamente, tende a voar.
Ser janela é esperança,
Mesmo que ao fim não se aproveite.
Ser janela é provocar a construção de novas janelas,
Pois, como dito, janela é porta;
Porta também é janela. Assim,
O mundo de cada indivíduo se torna casa,
De onde podemos sair e entrar,
Pois, se a casa for prisão,
A vida deixará de lembrar de ser
E provocar novas janelas, ser livre e ser felicidade.
Da janela da minha casa vejo meu quintal...
As árvores, as montanhas e o azul do céu que corta seus cumes,
Tudo que está além da minha casa é o meu quintal...
Posso andar, navegar, sobrevoar... basta apenas sonhar...
Da janela da minha casa vejo teu olhar refletido no meu pensamento,
Teus olhos cor de folha de abacateiro...
Mais fácil penetrar na profundeza do mar
Do que entender o silêncio do teu olhar.
Da janela da minha casa contemplo o mundo
Com ar de filósofo...
Da minha janela
Da minha janela acompanho o passar das horas.
Os reflexos do tempo iluminando a alma.
Os dias não são iguais, o céu nunca é o mesmo.
Tão lucida e translucida tu es minha companheira.
Em dias de sol aquece minha alma
Na tarde chuvosa tenho o aconchego do teu reflexo.
Da minha janela sou côncavo, sou convexo.
Sou eu mesmo e o próprio universo.
Passeio na imensidão e me escondo nas nuvens da emoção.
Da minha janela sou o silencio da noite.
E carrego no peito o barulho da imensidão.
Sou leitor, sou poeta, interprete das dores da mente e do coração.
Da minha janela posso voar sem sair do chão.
Sonhos
Abra a janela do teu coração e deixe os rancores irem embora com o carnaval, tire dele os rancores que só trazem dissabores .Os sonhos, cultive os novos e não deixe envelhecer os velhos . É melhor viver de sonhos do que de desilusão ......
Abro a janela e vejo a chuva cair.
Às vezes o céu está escuro, carregado. Outras vezes, como agora, a chuva cai com o céu claro, quase luminoso.
Não importa.
A chuva sempre transforma tudo em espetáculo.
Fico ali, parado, observando.
O som da chuva batendo no telhado, tocando a janela, encontrando o chão.
As gotinhas descendo pelas folhas do coqueiro, escorrendo pelas folhas largas da bananeira, seguindo caminhos que só a natureza conhece.
E o cheiro…
O cheiro da chuva é inconfundível.
Terra molhada, mato lavado, ar renovado.
Nesse instante, não há dúvida: estou vivo. Vivo de verdade.
A chuva tem esse poder silencioso.
Ela limpa, acalma, reorganiza o mundo.
Quando não destrói, ela canta.
Cada gota é uma nota, e a natureza inteira parece acompanhar essa música antiga, perfeita.
E então, quase sem avisar, a chuva passa.
O céu se abre.
O sol volta a brilhar, mais forte, mais quente.
As cores ficam mais intensas, o verde mais vivo, o brilho mais profundo.
Os pássaros retornam e cantam como se comemorassem.
Os galos anunciam o novo tempo.
A natureza entra em festa.
É uma chuva de bênçãos.
Tudo fica mais vivo depois dela.
E nós também.
O sol aquece a pele, o cheiro permanece no ar, a luz revela detalhes que antes estavam escondidos.
É impossível não entender, mesmo sem palavras:
a vida é exatamente isso.
A vida é como a natureza.
Nascer, viver, morrer.
Tudo é natural.
Tudo faz parte de um ciclo perfeito, ainda que a gente tente resistir.
Nada é nosso.
Estamos aqui de passagem, por empréstimo.
Chegamos sem nada e partimos sem nada.
O que fica é a vida que vivemos, o amor que espalhamos, o cuidado que tivemos com o outro e com o mundo.
Quantas pessoas já passaram por esta Terra?
Quantas fizeram coisas grandiosas, construíram histórias, deixaram marcas?
E, ainda assim, nada levaram além da própria passagem.
Por isso, o verdadeiro valor da vida não está no acúmulo,
mas na atenção.
No olhar.
No respeito.
A natureza nos ensina tudo.
Nela está a essência da vida.
Nela está a essência de Deus.
Somos criação, assim como as árvores, os rios, os animais, a chuva e o sol.
Tudo está ligado.
Tudo é sagrado.
Tudo é parte de um mesmo começo e de um mesmo fim.
Enquanto houver chuva,
enquanto houver verde,
enquanto houver sol aquecendo a terra,
haverá esperança.
Vale a pena viver com presença.
Vale a pena observar o que realmente importa.
Vale a pena cuidar, amar e respeitar tudo aquilo que Deus nos deu.
Porque a vida não pede pressa, nem respostas.
A vida pede contemplação.
E quem aprende a olhar a chuva,
a sentir o cheiro da terra,
a agradecer pelo simples fato de estar aqui,
esse já entendeu o maior espetáculo de todos:
o milagre de estar vivo.
— Nereu Alves
Todo dia um poema na janela
Traz o canarinho cantador
Me fala que sonho não tem tamanho
Que o beija flor é tão pequeno
No entanto é grande encantador...
de flor.
e agora aquele ruído se transformava no universo que eu assistia na janela do meu quarto
repleto de um novo mundo que nascia,
mas na verdade, eles sempre estiveram lá,
era eu que nunca os via.
É claro que o amor é uma janela de portas abertas, alimentando a imaginação, revelando emoções que nos fazem flutuar, voar, que mesmo com um olhar doce ou um sorriso delicado, perdemos o senso de direção incondicional.
Lembrança III
É tarde de outono,
O oceano, da janela do apartamento, se apresenta mais cinzento.
O homem nada todos os dias no mesmo lugar,
Deve ser norma do seu médico, pois água está fria.
Mergulha e, em cada braçada quando,
A cabeça vem à tona para respirar
É você a nadar no meu mar.
Corro à varanda
Fixo bem os olhos para distinguir quem realmente é,
Leva tempo para decifrar.
O cérebro está condicionado
Para enxergar o que desejo
Que deveria além do horizonte estar.
Depois de algumas horas
Com olhos a transmitir ao cérebro a real imagem,
Conscientiza a interpretação,
É outra pessoa a se exercitar e, já caminhando,
Ele sai do meio da nuance preguiçosa da estação.
Achei que seria possível ser você vindo a nado,
Mas você já cá está a nadar em outro mar.
Talvez, mesmo sendo outono,
Seja um mar mais significante e mais brilhante
Que o mar que lhe tenho a ofertar.
