Jamais
Uma luz que cegava.
Minhas pernas trêmulas me obrigaram a ajoelhar.
Jamais esquecerei dos seus olhos, brilhavam a luz eterna, mas machucava.
—Pule- a voz fria congelou a minha alma.
Começou a me apressar então de repente, todo cenário mudou; a luz foi embora, o céu estava negro e nós estávamos em cima de um prédio, no meio do nada.
—Por que eu deveria anjo?
O garoto sorriu, lentamente, e aquilo provocou uma dor insuportável, porém era impossível parar de olha-lo.
Caminhou até a beirada, voltou seus olhos para mim e mostrou os dentes em um tenebroso sorriso, me deixando com calafrios.
Eu quero que você segure a minha mão, porém, se o fizer, terá que abandonar tudo, o tudo que você supõe conhecer, no momento em que você segurar a minha mão estará deixando tudo para trás.
Olhei para baixo e tudo o que via era um breu, era o nada, ouvia-se vozes e chamados.
—O que você teme...Jovem bela?
A noite começou a nos engolir e o único som vinha dos sussuros que lá de baixo se intensificavam. O anjo estendeu a mão.
— Agora nada mais.
Segurei sua mão e pulamos. Para o que parecia ser a boca do inferno.
18/11/13 Me permita derramar alguns litros de sentimentalismo barato nessas páginas jamais impressas, para que eu possa imprimir um pouco do frio que me habita e da ponta do lençol aguada que o sol não evaporou.O silêncio do passado é o silêncio do presente.É o silêncio que nunca terminou porque palavras não exprimem silêncios e eu não sei fazer arte.Só a arte talvez exprimisse essa angústia.
Os dedos que aqui debatem sobre as teclas são débeis e não produzem nada senão consolo.A escrita é o espaço de libertação onde pretendo me refugiar.Se me aprisiono no meu refúgio, permaneço segura.Que se dane a sensatez!Foi assim que você me conheceu: segura,em passeios retilíneos por calçadas planas.E agora?Onde estou?
Em um sonho seu?Que mundinho hiperbólico e imaturo!Imatura eu que não reconheci a estrutura ficcional do nosso ''amor eterno''.Fútil e sem dons artísticos,não pude ler nas suas palmas as marcas visíveis de um futuro distante,não puder decifrar que as feridas das cordas musicais nos separavam drasticamente.São outras minhas feridas.Minhas marcas de ócio e de culpa que não podem gerar qualquer som harmonioso.Não é permitido para essa natureza mundana muito além do som de quebrar de vidros e ranger de portas.Intimamente,me atormenta o latejar desse meu encéfalo .É quando o coração emerge até a superfície do corpo e prejudica o funcionamento adequado do sistema cerebral.
Amor da minha vida, até quando?Talvez de uma vida passada ou futura.Você é do mundo da música; eu, do barulho.Como pude acreditar em sacrifícios se não valia o material da sua palheta?
Me perdoe,Anielle,e perdoe a si mesma pela ingenuidade e pela burrice dos seus raciocínios.Agora só resta dar a paz a ele.Não sei se vai reconhecê-la,o que me aflige.Mas, dessa vez, não poderei parar porque é grande a carga do caminhão que me persegue e preciso ir em frente; planamente,retilíneo.
Não sei se você não reconhece essa melancolia que se apossou de mim ultimamente ou se apenas a ignora.Ficarei aguada até quando?Até mais? Até nunca mais.
Sou verdadeira no que sinto
e jamais vou deixar de ser eu
para agradar alguém.
Não quero ser santa e nem demônio
quero ser o que sou,
sentir o que sinto.
Sou transparente e não inocente
Não nasci para agradar eu nasci para viver
não quero viver de aparências
e tampouco viver mentindo
Eu quero é viver sentindo,
tudo o que a vida tem de melhor
e nem sempre o que é melhor para mim
será o melhor para os outros.
Não se espelhe em mim pois eu sou assim
Eu quero rir alto, brincar, pular e amar.
E isso de ser adorável sempre
não espere de mim,
pois falo a verdade e isso
nem sempre agrada a todos.
Quero me superar e não esperar
Então se não gostar de verdades
se afaste de mim
29/08/15
Como o devido respeito ao Fernando Pessoa; meu bolso nunca furou... E jamais carreguei o papai nele. Sempre carregarei a Mamãe e o Papai no meu coração... E ali sempre estarão enquanto ele pulsar.
Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e (…)
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.
(Como vejo o mundo)
Há influências políticas sutis e naturais na obra de todo criador, jamais "friamente calculadas" ou tendo isto com intenção primeira. Como eu sempre falo quando há quem queira ouvir: O artista não racionaliza a arte, isso é coisa dos críticos, que não sabem nada de arte, sobretudo como realizá-la. Os Phds se espremem nos condicionamentos normativos das teses pois não são capazes de criar sob a luz da liberdade artística.
Jamais suplique por carinho, atenção ou amor, se não é dado voluntariamente, não vale a pena ter. O fato é que, em todas as circunstâncias da vida, você poderá se ferir, mas somente a sua decisão definirá o que realmente valerá a pena. Saiba que o importante não é o que você é ou o que seja, o que a maioria das pessoas vão valorizar é o que você tem. Pois o amor ao próximo foi substituído por status. Portanto, acima de tudo, dê valor ao amor que verdadeiramente você recebe; ele sim continuará a existir muito depois do seu ouro e da sua saúde terem acabado.
H.A.A
Boa noite!
Ei, moça...
Jamais desista de você. Vá em busca dos seus sonhos. Entrelace seu coração ao de alguém que goste realmente de você, de alguém que se importe com você. Seu sorriso é lindo, não deixe que nada, nem ninguém o roube de você. Acredite, e insista em dias melhores, e chegará o dia em que dirá á você mesma..."Foi difícil, mas valeu a pena".
Buscar o seu melhor , é uma batalha eterna entre o seu comodismo e os seus sonhos, não escute jamais a voz da covardia, siga em frente, explore coisas novas, tente, erre, recomece , mas jamais deixe o medo lhe vencer!
Se por desventura dessa vida eu me for ,saiba que nessa vida jamais haverá alguém que por vc sentira mais amor
Não me acho, nunca me achei e jamais me acharei. Quem muito se acha acaba se perdendo de si mesmo. Às vezes nosso jeito simples, humilde e transparente de ser e falar, faz com que muita gente ache que nos achamos.
"Quando você partiu, jurei nunca mais deixar alguém entrar em meu coração.
Prometi jamais ocupar meus pensamentos com outro amor, na tentativa de não querer que alguém se aproxime pra não me magoar.
Declarei guerra ao amor, abdicando de sentir os efeitos desse sentimento.
Tranquei as portas do coração, onde guardei todos os meus segredos e desejos por você.
Tentei apagar todas minhas memórias guardadas na mente e no coração na esperança de poder acordar todas as manhãs sem lembrar que você já existiu dentro de mim.
Mas perdi todas as batalhas para o amor que ousei sentir por você, pois luto contra o sentimento que apoderou de minha alma e fez morada aqui dentro do peito.
É impossível tentar arrancar o amor já enraizado, seria como não existir.
Pensei em rasgar o coração em pedaços só pra te matar, mas o amor luta e ainda sobrevive.
Mesmo exilado e machucado o amor ainda mora no meu coração, e grita constantemente palavras perdidas ao vento, pois me recuso em ouvir a sua voz.
Confesso que ainda tento de todas as maneiras derrotar esse sentimento, mas não sei até quando ainda serei capaz de resistir as investidas do amor que tenta todos os dias arrebentar as muralhas que construí ao redor do coração, procurando sem cansar abrir as portas lacradas."
-Roseane Rodrigues
