Jamais
O quebrado é abandonado pelos homens, religiosos, conversões, campos, seguidores,
mas jamais será esquecido e abandonado por Deus!
A sua saúde mental jamais vai ser prioridade de alguém, porque cada um tem os seus carregamento e carrego para lidar.
Jesus jamais perdeu de vista o lugar para onde se dirigia. Ele sempre manteve a eternidade em sua perspectiva devemos fazer o mesmo.
A gente deseja ...
Deseja demais
Sonha em coisas
com as quais
Não há de ter jamais
E por mais que veja
A maneira que se porta a vida
Insiste em pintá-la,
Transformá-la em gravura
Pendurá-la nas paredes
Na casa
onde guardamos ilusões
Justamente
No quarto da esperança
Ali não se fala
e nem se cabe pensar
Sobre as coisas reais
tais como
Lembranças
Sobre as quais jamais falamos
Pedaços de alma pelo chão
Sonhos esquecidos
Corações despedaçados
promessas não cumpridas
cacos de vida
Mas insistimos sempre
e não desistir jamais dos sonhos
Presentes que pedimos pra Deus
Pode parecer impossível
A alma sente, de repente
Um desnível e cai
Cai para um lugar
Que fica perto de nunca mais
A gente faz um esforço sobre-humano
Pra não desistir
de ao menos fazer planos
Que talvez
Irão se concretizar...ou não
Coração desliza
o juízo perde o chão
Quem é que vai
um dia aprender
ou ensinar
A forma correta e concreta
de mandar no coração?
Edson Ricardo Paiva
Das coisas que se quer
Muitas não passarão jamais
do patamar do querer
Pois querer
Não significa necessariamente
Que eu vá movimentar
Uma palha pra conseguir
E das coisas que desejo
Não vejo a hora de acordar
Pra poder
Movimentar todo um Universo
Tirando Estrelas de lugar
Se preciso
Porém eu não preciso
Basta desejar de coração
E conversar com meu pai
Numa simples Oração
Que um Universo inteiro se move
Tudo depende
daquilo que a gente também faz,
da sinceridade nas intenções,
E da urgente necessidade
Que algo simplesmente
Venha a causar na gente
Tudo isso
Pelo fato de eu ter em mente
Que também faço parte
de um Todo
Que faz nascer
Mil Sóis a cada instante
E tenho força suficiente
Pra viver meu dia a dia
Sentir a brisa das calmarias
e ter no coração a serenidade
de sorrir durante as procelas
Que porventura a vida me trouxer
Pois nada disso
A vida traz de graça
Mas a luz do Sol convida
a gente todo dia
Pra olhar a cara das tempestades
Rir da cara da sorte
Mas rir de verdade e com vontade
e depois de tudo isso
Escrever ao mundo um poema
Contando como é que acontece
Basta querer
Que mesmo sendo
Infinitamente pequeno
Creia:
A alma cresce.
Edson Ricardo Paiva.
Já caminhei por ruas demais
Lugares onde eu sei
Que jamais saberei voltar
Tive todos os problemas
Que a vida nos traz
E confiei demais
Em gente que não merecia
E desmereci ou não fiz por merecer
Muitas coisas boas demais
Daquelas que se vão
Pra nunca mais
Esqueci de verdade
de coisas que não se esquece
Mas a verdade trouxe sempre
Outras quantas eu precisasse
Trouxe tantas
Pra nunca mais eu me esquecer.
Já inspirei tantas estrelas
E suspirei tantos luares
Em todos os lugares onde andei
Que até hoje eu não sei
Como pude me engasgar
Com o ar que me sufocou
A ponto de quase o respirar.
Nesta vida
desenhei muita ilusão
Em folhas de papel
Que outros ventos carregaram
Ilusões demais
Adentraram-me o coração
Foram tantas
Que a simples realidade
Quando de mãos dadas com a verdade
Quase não encontram lugar
Diante dos olhares sonhadores
e das dores que o mundo causou
Pode parecer que não
Mas há dias
Em que o tempo
Nos cede uma pausa
A alma pode a Deus
Que haja
Uma boa causa
Pela qual viver.
Olhos parados no tempo
Enquanto os olhares viajam
Atravessam Mares e Oceanos
Fazem planos
de andar um dia
Por ruas estranhas
Só que dessa vez
Creio que talvez
Eu vá saber sempre voltar.
Edson Ricardo Paiva.
Vivemos de buscar certezas
Mas jamais estaremos satisfeitos
Ao obter uma certeza incerta
Vivemos de buscar uma certeza
E morremos ávidos
Em querer sempre
Que ela seja do nosso jeito
E assim espantar aquela dúvida
de que, por que será
Que a nossa certeza
Apesar de tornar este mundo
Um lugar pra lá de perfeito
Jamais
É a certeza certa
Viramos a mesa
Mantendo a alma na dúvida
Obtemos certeza incerta
Sem perceber jamais
Que a vida é somente viver
Havendo sempre a opção
de poder estar feliz
Vivendo do jeito
que sempre quis e desejou
Pedindo a Deus
A certeza de que nunca mais
Vai precisar pedir nada
Além daquela paz
tão desejada quanto certa
Pois a certeza mais cristalina
Que Deus nos concede
e também que o tempo ensina
é que, neste curto espaço de vida
Não existe certeza de nada.
Edson Ricardo Paiva
Prece sem Razão
Não sou o dono de qualquer verdade
Nem senhor jamais eu fui
De nenhuma vontade, além das minhas
Eu não tenho aquele olhar que exclui
Não é minha a voz que manda
Tenho os sentidos que ouvem
E olhares que veem
Não faço parte do grupo que tinha ou que tem
Enfim
Sei que fica tudo sempre tudo bem
Porque as coisas são assim
Se olhar direito e prestar atenção
A voz da ilusão não combina com ela
Fica sempre aos mais atentos
A velha impressão que essa voz não vem dela
Uma das duas é bela, outra não
Não sou dono de qualquer verdade ou senhor da razão
Sigo a voz dos ventos sussurrando em meus ouvidos
Fecho os olhos pra enxergar sentido
Porque sei que as coisas são assim
E que, apesar de tudo
Tudo fica sempre tudo bem
Porque é assim que as coisas são
Razão, verdade, ilusão ou sentido
Antes, nunca tinha me sentido assim
Até que um dia percebi
Que a voz da ilusão
Junta gente em multidão e grita em frente à praça
Enquanto a voz dos ventos me procura
Quando estou na mais completa solidão
Na hora escura da vida
Numa prece humlide, na beleza mais bonita da verdade
Na simplicidade da oração
E cura a dor sentida, num sorriso de alegria
Carrega a tristeza que eu tinha
E tudo fica sempre tudo bem
Porque não sou dono da vontade de ninguém
Além das minhas
Sinto-me em paz
Me encontro em mim
E fica tudo sempre tudo bem
Sem qualquer necessidade de que exista uma razão.
Edson Ricardo Paiva.
Os anos se passaram
O tempo passou
Os minutos passam em fila
dois minutos
jamais passaram lado a lado
Faça as contas e confirme
Que agora, neste momento
Você já está no passado
Passou de tal maneira, tão tranqüila
E nem ao menos percebeste
Que este momento já é o seguinte
Somos espectadores, coadjuvantes ou ouvintes
Jamais protagonistas
em nossas frustradas conquistas
A vida passa
E por mais que a natureza nos ensine
Assumimos somente a autoria
daquilo que em vitórias resulte
Não insulte o tempo
Ele é um ser magoado
Que se vai e nunca volta
O minuto presente
Um dia há de fazer falta
Tente você
Tentemos nós
Honrar nossos compromissos
Assumidos com o Mundo
E poder olhar sorridentes
Os segundos que haverão de vir após.
Há coisas que eu quero
Existe em mim esse segredo
de querer algumas coisas
Que eu sei que jamais terei
Não tento tê-las
Por medo de finalmente não saber
O que vou fazer com elas
Isso pode parecer inexplicável
Mas isso não quer dizer
Que esse querer
Não seja um querer infindável
Ou que esses objetos de desejo
Sejam para mim inatingíveis
Porquanto são coisas pequenas
Não me esforço em conseguí-las
Apenas porque minha vida
Segue bastante tranqüila sem elas
Nesses anos que eu tenho de vida
Nunca vi nada perfeito
Pois eu jamais busquei a perfeição
Se algo assim passou por mim
Simplesmente não dei-lhe atenção
Nesses anos que vivi sem atenção
Nem nos meus piores pesadelos
Tive a pretensão de parecer
Artista, Poeta ou algum tipo de eleito
Me contento em ser apenas
Este ser, que alguém fez de qualquer jeito
E que depois desses anos
Enxerga mal, caminha lento,
não dorme de madrugada,
acorda cedo e passa o dia a fazer nada
E tem vivido dias perfeitos
Ciente que a perfeição não existe, pois
Se há no mundo algo perfeito
é exatamente aquilo
Que a gente sabe
Quais são e onde estão
Todos os seus defeitos.
Nunca saberemos
O Real Sentido desta vida
Jamais encontraremos
A real utilidade
daquela jóia preferida
Que transforma
um simples feixe de luz
Naquela coisa colorida
Espalhada em raios divinos
Jamais enxergaremos nada
Enquanto não conseguirmos
Ser simplesmente
Aquele bando de meninos descalços
Correndo felizes na estrada
E de vez em quando
Rindo largamente
dos percalços que a vida traz
Jamais encontraremos
Essa paz, tão procurada
Que encontrávamos às vezes
Num bilhete de namorada
Ou numa roupa complicada
Que um simples colchete fechava
O tempo com a sua maldade
Carregou pra longe...muito longe
Alguma coisa muito boa e pura
Que hoje
A gente tanto procura
E não tem
Mas queria ter
E que, por malícia ou saudade
Convencionamos chamá-la
de Simplicidade.
Jamais fui longe demais
Eu sempre estive muito perto
do lugar onde eu nasci
Mesmo meu pensamento
Inquieto e insatisfeito
E que sempre me tirou daqui
E que briga com o peito deserto
Que não liga
Então pergunta à minha alma
Como eu posso viver desse jeito
ou de onde vem tamanha calma
Esses pensamentos também
Jamais vão longe demais
Pois, se fossem
Creio eu
Que seria capaz
Que eu pra lá me transportasse
E aqueles que me conhecem
Não me veriam
Nunca mais
